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    Criminosos usam senha de juíza para evitar prisão de suspeito de ser 'Escorpião do PCC'

    O Tribunal de Justiça de São Paulo afirma que credenciais vinculadas a uma juíza do Rio Grande do Sul foram usadas para adulterar, no BNMP (Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões), o mandado de prisão do empresário Alex Leandro Bispo dos Santos, conhecido como Baianão ou "Escorpião do PCC ". Leia mais (09/22/2026 - 10h13)

    Folha de S.Paulo
    22 de setembro de 2026 às 13:13
    Criminosos usam senha de juíza para evitar prisão de suspeito de ser 'Escorpião do PCC'
    Homem com tatuagen — Foto: Folha de S.Paulo

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    O Tribunal de Justiça de São Paulo afirma que credenciais vinculadas a uma juíza do Rio Grande do Sul foram usadas para adulterar, no BNMP (Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões), o mandado de prisão do empresário Alex Leandro Bispo dos Santos, conhecido como Baianão ou "Escorpião do PCC ".

    Preso apontado como integrante do PCC acusado de jogar a namorada do décimo andar de um prédio - Reprodução/Inquérito policial · Reprodução/Inquérito policial
    Preso apontado como integrante do PCC acusado de jogar a namorada do décimo andar de um prédio - Reprodução/Inquérito policial · Reprodução/Inquérito policial — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A principal suspeita é de uma ação hacker, segundo a Justiça gaúcha. Com alterações, o cadastro do réu passou a exibir o nome e o CPF de outra pessoa. Na prática, Alex deixou de constar como procurado quando seu nome era consultado pelas polícias do país.

    A adulteração foi descoberta depois que o Ministério Público paulista percebeu, em 16 de setembro, que o mandado de prisão de Alex não aparecia mais no BNMP.

    Ele é réu sob a acusação de matar a companheira, Maria Katiane Gomes da Silva, 25, em novembro do ano passado. Segundo a investigação, ele teria jogado a jovem da sacada do apartamento onde viviam, no décimo andar de um prédio na Vila Andrade, zona sul de São Paulo. A polícia diz que ele é membro do PCC (Primeiro Comando da Capital).

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    A defesa do empresário nega o crime e afirma que a jovem cometeu suicídio. Nega também que ele pertença à facção criminosa.

    Em 6 de agosto deste ano, o juiz Antonio Carlos Pontes de Souza concedeu liberdade provisória ao empresário, e ele foi solto. O Ministério Público recorreu, e o desembargador Hermann Herschander restabeleceu a ordem de prisão no dia 10 de agosto, citando a "periculosidade" do acusado.

    A fraude no mandado de prisão teria ocorrido no dia 23 de agosto. Uma verificação do TJ-SP constatou que o RJI (Registro Judiciário Individual) de Alex foi alterado por meio da senha e do login de uma magistrada da cidade de Planalto, no Rio Grande do Sul.

    Segundo a Justiça gaúcha, as credenciais teriam sido "hackeadas/roubadas" e usadas também para modificar e assinar outros documentos fraudulentamente.

    O episódio foi encaminhado ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça) para investigação. À Folha, o CNJ disse que não comenta casos específicos.

    O Ministério Público informou que, até o momento, não foi identificado o responsável pela fraude e que Alex é considerado foragido. O cadastro foi corrigido.

    O advogado do empresário, Eugênio Malavasi, afirmou desconhecer a alteração no banco nacional e disse ter tomado conhecimento do episódio pela reportagem. Segundo ele, Alex sabe da existência do mandado de prisão e aguarda o julgamento de recursos para decidir sobre uma eventual apresentação à Justiça.

    Além da acusação de homicídio , o nome de Alex dos Santos também foi citado durante as investigações relacionadas ao financiamento do filme "Dark Horse", que trata do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    A Favela Conectada Serviço e Tecnologia, empresa da qual ele era sócio, foi subcontratada pelo ICB (Instituto Conhecer Brasil), da empresária Karina Ferreira da Gama, em um contrato de R$ 108 milhões com a Prefeitura de São Paulo para a instalação e operação de pontos de internet sem fio em comunidades.

    Karina é a produtora do filme. A polícia suspeita que parte desses recursos foi direcionada para a produção da obra.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/09/criminosos-usam-senha-de-juiza-para-evitar-prisao-de-suspeito-de-ser-escorpiao-do-pcc.shtml.

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    Preso apontado como integrante do PCC acusado de jogar a namorada do décimo andar de um prédio - Reprodução/Inquérito policial · Reprodução/Inquérito policial — Foto: Folha de S.Paulo

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