Crescimento forte gerou juros altos e tributação elevada, diz Megale
Economista-chefe da XP afirma que avanço da dívida exige ajuste fiscal e vê desaceleração da economia

O crescimento forte da economia brasileira nos últimos anos foi importante, mas também gerou efeitos colaterais, como juros mais altos e uma tributação elevada e incerta, avaliou nesta terça-feira (1º) Caio Megale, economista-chefe da XP .
Durante o seminário “ Rumos da Economia ”, do Lide , em São Paulo, Megale afirmou que a economia já dá sinais mais claros de desaceleração. Segundo ele, o consumo foi fraco no segundo trimestre, mesmo com os estímulos econômicos.
Ao mesmo tempo, o economista destacou a pressão sobre as contas públicas . Segundo Megale, o governo bateu recorde de arrecadação, mas não conseguiu gerar superávit, enquanto a dívida pública já cresceu cerca de quatro pontos percentuais neste ano.

“Crescimento forte nos últimos anos foi importante, mas o excesso gerou dois efeitos colaterais complicados: juros muito altos e tributação elevada e incerta”, afirmou.
PIB: economia brasileira cresce 0,5% no 2º trimestre de 2026, aponta IBGE | ABERTURA DE MERCADO
Megale disse que o Banco Central deve manter cautela diante dos choques de custos e avaliou que os juros devem continuar caindo de forma gradual.

Para ele, uma definição mais clara do cenário fiscal após a eleição , com o reequilíbrio das contas públicas , poderá abrir mais espaço para a redução dos juros a partir do ano que vem.
Minerais críticos podem elevar PIB do país em R$ 243 bi até 2050






Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/economia/money/macroeconomia/crescimento-forte-gerou-juros-altos-e-tributacao-elevada-diz-megale/.

Caio Megale, economista-chefe da XP • Reprodução · • Reprodução — Foto: CNN Brasil
Compartilhe
Espalhe essa notícia

