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    Credores da Braskem rejeitam plano de dívida e cobram acionistas, diz agência

    Os credores da Braskem estão resistindo a uma proposta de reestruturação apresentada pela gigante do setor petroquímico , o que aumenta a pressão sobre a Petrobras para aportar novos recursos na empresa, segundo pessoas a par do assunto. Leia mais (09/18/2026 - 11h34)

    Folha de S.Paulo
    18 de setembro de 2026 às 14:34
    Credores da Braskem rejeitam plano de dívida e cobram acionistas, diz agência
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    Bloomberg Os credores da Braskem estão resistindo a uma proposta de reestruturação apresentada pela gigante do setor petroquímico , o que aumenta a pressão sobre a Petrobras para aportar novos recursos na empresa, segundo pessoas a par do assunto.

    Unidade da Braskem em Triunfo (RS) - Diego Vara - 15.dez.25/Reuters · Diego Vara - 15.dez.25/Reuters
    Unidade da Braskem em Triunfo (RS) - Diego Vara - 15.dez.25/Reuters · Diego Vara - 15.dez.25/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    As tensões nas negociações para reestruturar uma dívida de US$ 11 bilhões (R$ 56,53 bilhões) aumentaram depois que a Petrobras e o IG4 Capital Group —controladores da Braskem— suavizaram a linguagem referente a um aporte de capital , disseram as pessoas, que pediram para não serem identificadas ao discutir informações não públicas.

    Pela proposta mais recente da Braskem, apresentada no final de agosto, os credores forneceriam cerca de US$ 2 bilhões (R$ 10,28 bilhões) em recursos novos, de acordo com algumas dessas pessoas. Aproximadamente US$ 1,25 bilhão (R$ 7,71 bilhões) seria destinado a um leilão para recompra de dívida por até 50% do valor de face, enquanto os US$ 750 milhões (R$ 3,86 bilhões) restantes seriam destinados a capital de giro, afirmaram.

    Os termos representam uma mudança em relação às discussões iniciais, que não previam um "haircut". Os credores também exigem que os acionistas assumam um compromisso de aporte que seja exequível, sendo que alguns deixaram claro que não haverá acordo sem um aporte de capital.

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    A Petrobras tem se envolvido cada vez mais nas negociações e, embora queira evitar que a Braskem entre com pedido de recuperação judicial , até o momento não se mostrou disposta a oferecer o tipo de compromisso buscado pelos credores, segundo as pessoas ouvidas pela reportagem.

    As duas partes permanecem tão distantes que alguns credores cogitam nem sequer apresentar uma contraproposta, de acordo com as pessoas a par do assunto. A divergência entre as partes continua grande o suficiente para que a possibilidade de um pedido de recuperação judicial tenha voltado a ganhar destaque nas discussões.

    O IG4 e a Braskem não comentaram. A Petrobras não respondeu imediatamente a pedido de comentário.

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    O jornal Valor Econômico noticiou inicialmente que a Braskem apresentou uma proposta aos seus credores, sem maiores detalhes.

    A Braskem, maior produtora de petroquímicos da América Latina, enfrentou anos de turbulência, com a redução de seu caixa após um desastre ambiental em uma de suas minas de sal e um longo período de preços deprimidos no setor petroquímico. Várias tentativas fracassadas do conglomerado Novonor, ex-Odebrecht, de vender sua participação de controle agravaram ainda mais a situação.

    A empresa entrou com uma medida cautelar em junho, ganhando tempo para obter a adesão de credores suficientes à um processo extrajudicial. Em agosto, tornou-se mais uma grande empresa brasileira a ser forçada a reestruturar suas dívidas após atrasar o cumprimento de suas obrigações. Cerca de US$ 7 bilhões do montante abrangido pelo atual processo de recuperação extrajudicial são devidos a detentores de títulos globais, segundo pessoas a par do assunto na ocasião.

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    O plano apresentado pela Braskem previa a injeção de novo capital acionário após um chamado "Período de Alívio", durante o qual a empresa buscaria reestruturar suas operações e atender às suas necessidades de capital e liquidez, segundo documentos. Isso poderia ocorrer por meio de uma oferta pública de ações sem direito a voto, disseram algumas das pessoas a par do assunto na ocasião.

    As partes têm até 9 de outubro para chegar a um acordo sobre os termos básicos da negociação —um prazo particularmente importante por coincidir com o período eleitoral no Brasil e poder definir se as negociações prosseguem ou se a empresa caminha para um processo de recuperação judicial, uma questão delicada dado que a Petrobras é acionista.

    A empresa tem até o final de novembro para apresentar um plano definitivo, com o apoio de mais da metade de seus credores, e assim evitar uma recuperação judicial.

    Os rendimentos dos títulos da Braskem denominados em dólares com vencimento em 2030 dispararam para cerca de 26%, patamares tipicamente associados a dívidas de empresas em situação de "distress".

    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://c-level.folha.uol.com.br/negocios/2026/09/credores-da-braskem-rejeitam-plano-de-divida-e-cobram-acionistas-diz-agencia.shtml.

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