Credcesta, ligado ao Master, ficou habilitado por 3 anos no governo Tarcísio e movimentava R$ 25 milhões por mês, diz governador
Governador Tarcísio de Freitas cumpre agenda com Flávio Bolsonaro no interior de SP Caiuá Maia/Divulgação Campanha Tarcísio de Freitas A PKL One, responsável pelo Credcesta, ligado ao Banco Master, movimentava R$ 25 milhões em empréstimos consignados de servidores públicos do estado de São Paulo por mês e permaneceu habilitada no sistema por mais de três anos do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos), segundo documentos oficiais e informações dadas pelo próprio governador. A empresa foi credenciada em 2022, antes de Tarcísio assumir o Palácio dos Bandeirantes, mas passou por dois ciclos de
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Governador Tarcísio de Freitas cumpre agenda com Flávio Bolsonaro no interior de SP — Foto: Caiuá Maia/Divulgação Campanha Tarcísio de Freitas
A PKL One, responsável pelo Credcesta, ligado ao Banco Master, movimentava R$ 25 milhões em empréstimos consignados de servidores públicos do estado de São Paulo por mês e permaneceu habilitada no sistema por mais de três anos do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos), segundo documentos oficiais e informações dadas pelo próprio governador.
A empresa foi credenciada em 2022, antes de Tarcísio assumir o Palácio dos Bandeirantes, mas passou por dois ciclos de recadastramento durante a atual gestão. Seu código de desconto só foi suspenso em fevereiro de 2026, três meses após a prisão de Vorcaro.

Caderno Executivo, Atos Normativos, quinta-feira, 19 de março de 2026 — Foto: Reprodução
Nesta sexta-feira (4), Tarcísio afirmou que os R$ 25 milhões representavam 3% ou 4% da operação de consignados do estado. Segundo ele, o Banco do Brasil, líder desse mercado entre os servidores estaduais, concentra quase 52%.
Tarcísio nega qualquer favorecimento e afirma que o credenciamento das instituições não depende da vontade do governador. Fabiano Campos Zettel, cunhado do ex-dono do Banco Master Daniel Vorcaro, doou R$ 2 milhões para a campanha de Tarcísio ao governo de São Paulo em 2022.
“É absurdo, é ridículo você dizer: ‘Vamos pegar uma doação oficial para beneficiar uma empresa que já está credenciada’. Isso não depende da vontade do governante”, afirmou.
O governador também ressaltou que o estado não contrata as instituições que oferecem o consignado. Segundo ele, são os próprios servidores que escolhem entre as empresas habilitadas.
“São 217 empresas oferecendo esse serviço em São Paulo. [...] O servidor tem lá um rol, pega aquela situação que mais apresenta vantagem e vai lá e contrata”, disse.
Empresa chegou a 5% dos consignados, diz Tarcísio
Na quinta-feira (3), Tarcísio havia afirmado que a PKL representava cerca de 3% dos consignados do estado. Questionado nesta sexta sobre quanto isso representava, o governador informou que a operação era de R$ 25 milhões por mês.
Segundo ele, a participação da empresa já chegou a 5%.
“Essa empresa já operou 5% aqui no Estado, depois essa participação foi caindo”, afirmou.
Tarcísio disse ainda que não faria pessoalmente um consignado com a PKL.
“Eu já fiz consignado várias vezes. Já fiz consignado no Banco do Brasil. Já fiz consignado na Caixa. Não faria na PKL, que eu não conheço, não me passaria confiança, mas tem gente que faz, que às vezes o juro está mais barato.”
PKL entrou antes de Tarcísio, mas passou por recadastramentos na atual gestão
Tarcísio ressaltou que a PKL foi credenciada em 2022, antes de ele assumir o governo.
“Quando é que foi a habilitação da empresa? Em 2022, eu não era governador”, afirmou.
Embora tenha entrado no sistema antes da posse de Tarcísio, a empresa precisou participar dos procedimentos periódicos de recadastramento durante a atual gestão.
Em julho de 2023, o Departamento de Despesa de Pessoal publicou comunicado determinando que as entidades consignatárias credenciadas deveriam fazer seu recadastramento conforme cronograma oficial. A PKL estava prevista para novembro de 2023.
Quando o governo paulista publicou, em dezembro de 2024, o novo cronograma de recadastramento das consignatárias e incluiu a PKL One entre as empresas credenciadas, as investigações que mais tarde atingiriam o Banco Master já haviam começado. Naquele momento, porém, a apuração ainda não havia se tornado pública.
Pelas normas estaduais, empresas que deixam de se recadastrar, não apresentam a documentação necessária ou deixam de atender às condições exigidas para sua habilitação ficam sujeitas a penalidades.
Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/09/04/credcesta-ligado-ao-master-ficou-habilitado-por-3-anos-no-governo-tarcisio-e-movimentava-r-25-milhoes-por-mes-diz-governador.ghtml.

Antônio Carlos Freixo admite ter feito R$1,3 bilhão em transações a pedido de Vorcaro — Foto: G1
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