CPFL lucra R$ 1,44 bilhão no 2º trimestre, alta de 21,3%
Ebitda consolidado sobe 17,4% na comparação anual, para R$ 3,56 bilhões, enquanto receita líquida avança 5,3%; transmissão registra o maior crescimento entre os segmentos

A CPFL Energia registrou lucro líquido consolidado de R$ 1,4 bilhão no segundo trimestre de 2026 , alta de 21,3% em relação aos R$ 1,18 bilhão apurados no mesmo período do ano passado. No acumulado do primeiro semestre, o lucro chegou a R$ 3,34 bilhões, crescimento de 19,5% na comparação com os R$ 2,8 bilhões dos seis primeiros meses de 2025.
O resultado operacional também avançou. O Ebitda consolidado alcançou R$ 3,5 bilhões entre abril e junho, aumento de 17,4% sobre os R$ 3 bilhões registrados no segundo trimestre de 2025. No semestre, o indicador somou R$ 7,4 bilhões, alta de 7,8% ante os R$ 6,8 bilhões de igual período do ano anterior.
A receita operacional líquida consolidada cresceu 5,3% no trimestre, de R$ 10,5 bilhões para R$ 11,1 bilhões. A receita bruta, por sua vez, avançou 8,5%, para R$ 16,3 bilhões. No primeiro semestre, a receita líquida aumentou 5,9%, para R$ 22,4 bilhões, enquanto a receita bruta teve expansão de 8,9%, alcançando R$ 33,2 bilhões.

À CNN , o CEO da empresa, Gustavo Estrella , diz que o resultado reage a um movimento de mercado médio de 4% de crescimento que se mostra resiliente para alguns segmentos, como baixa tensão, puxado pelo aumento da temperatura.
“Temos crescimentos expressivos de consumo de energia vindo de data centers de 35,8% na comparação com o trimestre do ano passado. É um desafio da indústria de crescer no seu potencial. Temos muitos pedidos de conexão de data centers que têm sido negado”, explica.
Entre os segmentos de negócio, a transmissão apresentou o avanço mais expressivo no trimestre. O lucro líquido da área saltou de R$ 39 milhões no segundo trimestre de 2025 para R$ 169 milhões no mesmo período deste ano, crescimento de 331,9%. O Ebitda da transmissão passou de R$ 171 milhões para R$ 400 milhões, alta de 134,2%. No semestre, o lucro da área cresceu 48,4%, para R$ 325 milhões, enquanto o Ebitda avançou 38,3%, para R$ 734 milhões.
Na distribuição, principal negócio do grupo , o lucro líquido aumentou 7,3% no segundo trimestre, para R$ 909 milhões, ante R$ 847 milhões um ano antes. No acumulado do semestre, o resultado chegou a R$ 2,167 bilhões, crescimento de 11,7%. O Ebitda da distribuição subiu 11,4% no trimestre, para R$ 2,301 bilhões, mas apresentou avanço mais moderado no semestre, de 3,8%, para R$ 4,833 bilhões.
Por outro lado, o segmento de geração e gestão de energia reportou lucro de R$ 318 milhões no trimestre, 6,5% acima dos R$ 299 milhões registrados no mesmo período de 2025. A empresa segue sendo impactada com os cortes de geração impostos pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) por problemas em linhas de transmissão ou falta de demanda, conhecido pelo jargão “ curtailment ”.
O MME (Ministério de Minas e Energia) publicou recentemente a portaria 140 que regulamenta os procedimentos para celebração do Termo de Compromisso destinado à compensação financeira pelos cortes.
“O curtailment segue como um dos temas centrais. A gente indicou que vamos assinar o termo de compromisso. Ou seja, os cortes até antes de novembro de 2025 vão ser endereçados (...). A forma de como saiu o termo de compromisso era como já vinha sendo debatido e discutido com os órgãos reguladores”, diz.
Os investimentos da CPFL totalizaram R$ 1,5 bilhão no segundo trimestre, crescimento de 7,4% frente aos R$ 1,4 bilhão de igual período do ano passado. No semestre, foram R$ 2,7 bilhões, alta de 4,8%. A dívida líquida encerrou o período em R$ 32,5 bilhões, 19,2% acima dos R$ 27,2 bilhões registrados um ano antes. A relação entre dívida líquida e Ebitda passou de 2,07 vezes para 2,36 vezes.
Para o semestre que entra, o setor elétrico se depara com o leilão de transmissão e de baterias . A CPFL sempre analisa lotes de transmissão de menor porte com sinergias com suas áreas de atuação e para não disputar com a State Grid , sua controladora.
Sobre o leilão de transmissão , reconhece que o volume de projetos cadastrados pode indicar competição e pressão sobre margens, mas mesmo assim a empresa cadastrou projetos e quer se posicionar neste novo setor. "É um negócio de risco controlado, assim como o segmento de transmissão. Então é algo, sim, que temos que avaliar".
Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/infra/cpfl-lucra-r-144-bilhao-no-2o-trimestre-alta-de-213/.

CPFL • Divulgação · • Divulgação — Foto: CNN Brasil
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