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    Correios acionam TST após trabalhadores rejeitarem proposta e decidirem manter greve

    Os Correios acionaram o TST (Tribunal Superior do Trabalho), na noite de sexta-feira (11), para tentar encerrar a greve dos funcionários da estatal, iniciada na noite de quinta-feira (10). A empresa apresentou pedido de dissídio coletivo e quer que o tribunal declare a paralisação abusiva e determine a continuidade dos serviços, em caráter de urgência.

    UOL
    12 de setembro de 2026 às 17:00
    Correios acionam TST após trabalhadores rejeitarem proposta e decidirem manter greve
    Placa amarela e branca com o logotipo e nome dos Correios em azul fixada na fachada de prédio moderno com janelas de vidro. Folhagens verdes aparecem em destaque no primeiro plano da imagem. — Foto: UOL

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    Os Correios acionaram o TST (Tribunal Superior do Trabalho), na noite de sexta-feira (11), para tentar encerrar a greve dos funcionários da estatal , iniciada na noite de quinta-feira (10). A empresa apresentou pedido de dissídio coletivo e quer que o tribunal declare a paralisação abusiva e determine a continuidade dos serviços, em caráter de urgência.

    Agência dos Correios em São Paulo (SP) - Rafaela Araújo -12.set.25/Folhapress · Rafaela Araújo -12.set.25/Folhapress
    Agência dos Correios em São Paulo (SP) - Rafaela Araújo -12.set.25/Folhapress · Rafaela Araújo -12.set.25/Folhapress — Foto: UOL · Fonte: UOL

    A Findect (Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios) mantém a orientação para que os funcionários continuem parados e ampliem a mobilização a partir destas segunda-feira (14). A federação afirma que a paralisação envolve bases de São Paulo, Rio de Janeiro, Bauru, Santos, Maranhão e Mato Grosso do Sul, entre outras.

    Os Correios afirmam que reforçaram a operação para reduzir os impactos da greve. Entre as medidas estão o remanejamento de equipes, a mobilização de empregados administrativos para atividades operacionais, o reforço da frota e a realização de mutirões. A estatal diz que as agências permanecem abertas.

    "Nossa luta é justa. Os trabalhadores não estão defendendo privilégios. Estão lutando por direitos e, principalmente, pela garantia de um plano de saúde digno e acessível para trabalhadores, aposentados e seus dependentes", afirma a Findect em comunicado deste sábado (12).

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    Foto: UOL · Fonte: UOL

    A greve foi aprovada por tempo indeterminado após trabalhadores rejeitarem a proposta apresentada pela empresa nas negociações do acordo coletivo. Segundo a Findect, 35 assembleias aprovaram a paralisação.

    O principal ponto de divergência nas negociações é o plano de saúde dos funcionários, aposentados e dependentes. Os Correios afirmam que a proposta mantinha 78 das 80 cláusulas do acordo coletivo, além de prever reajuste de 100% do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) sobre salários e benefícios e a manutenção da assistência à saúde.

    Como as tentativas de mediação no TST não resultaram em acordo, a disputa passa agora à esfera judicial. O tribunal deverá analisar a legalidade da paralisação e as reivindicações da categoria.

     Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira
    Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira — Foto: UOL · Fonte: UOL

    A paralisação ocorre em meio à crise financeira dos Correios. A empresa registrou prejuízo de R$ 2,4 bilhões no segundo trimestre e formalizou pedido de garantia do Tesouro Nacional para contratar um novo empréstimo de R$ 7 bilhões com bancos privados , como parte de seu plano de reestruturação financeira.

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/09/correios-acionam-tst-apos-trabalhadores-rejeitarem-proposta-e-decidirem-manter-greve.shtml.

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    Agência dos Correios em São Paulo (SP) - Rafaela Araújo -12.set.25/Folhapress · Rafaela Araújo -12.set.25/Folhapress — Foto: UOL

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