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    Coronel diz ir a psiquiatra após morte de PM Gisele; “Cena traumatizante”

    Geraldo Neto afirma que cena o traumatizou; perícia, porém, aponta vestígios incompatíveis com a hipótese de suicídio

    Metrópoles
    15 de setembro de 2026 às 07:30
    Coronel diz ir a psiquiatra após morte de PM Gisele; “Cena traumatizante”
    Foto: Metrópoles

    Preso desde março e réu pela morte da esposa, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto ( imagem em destaque ) afirmou que passou duas vezes por atendimento psiquiátrico e faz acompanhamento psicológico desde que encontrou a soldado Gisele Alves Santana , baleada, na sala do apartamento onde o casal morava, no centro da capital paulista, em 18 de fevereiro ( assista abaixo ).

    “Em 35 anos de polícia, eu nunca vi uma cena tão traumatizante”, afirmou o oficial, ao se referir ao momento em que encontrou Gisele caída, com um tiro na cabeça.

    Geraldo foi preso exatamente um mês depois da morte da esposa, quando elementos reunidos durante a investigação passaram a confrontar a versão de suicídio sustentada por ele desde o início.

    Reprodução/PMSP
    Reprodução/PMSP — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Em depoimento à Corregedoria da Polícia Militar , prestado por videoconferência e obtido pela coluna, o coronel chorou ao falar da morte de Gisele e voltou a negar que tenha matado a esposa.

    “A minha esposa tirou a própria vida e até hoje eu não consigo acreditar que ela fez isso. E ainda estou sendo acusado de tê-la matado”, afirmou. Geraldo acrescentou que o episódio também afetou sua saúde mental. Ele disse ter passado por duas consultas com um psiquiatra e afirmou receber acompanhamento psicológico no Presídio Militar Romão Gomes, onde permanece detido desde 18 de março.

    O relato se soma a outras declarações feitas pelo oficial à Corregedoria, em depoimento que durou cerca de duas horas. Como revelou a coluna, Geraldo afirmou que sonha com Gisele e que passou a conversar com a esposa morta durante orações. Em uma delas, segundo contou, questionou: “Por que fez isso, meu amor?”. Leia também Alfredo Henrique Coronel diz que marcas em PM Gisele foram feitas por advogado no necrotério Alfredo Henrique PM Gisele: processo aberto por delegado Nico avança contra coronel preso Alfredo Henrique Perícia de Larissa terá scanner 3D usado no caso da soldado Gisele Alfredo Henrique “Por que fez isso, meu amor?”: coronel diz falar com PM Gisele em orações Perícia contesta suicídio Apesar de Geraldo insistir que Gisele tirou a própria vida, a tese perdeu sustentação ao longo das investigações.

    Homem choroso - Metrópoles
    Homem choroso - Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Um novo laudo da Polícia Científica, revelado pela coluna, concluiu que os vestígios encontrados no apartamento contradizem um “evento suicida” e permanecem compatíveis com a intervenção de uma segunda pessoa. O exame foi produzido após novos questionamentos apresentados pela própria defesa do coronel.

    Laudos anteriores também apontaram que o tiro percorreu a cabeça de Gisele de baixo para cima e identificaram marcas no pescoço e na mandíbula da policial. A investigação ainda encontrou vestígios de sangue em uma bermuda usada pelo coronel e em uma toalha do apartamento. Conversas recuperadas do celular de Gisele, segundo a Polícia Civil, também contrariaram declarações apresentadas pelo oficial sobre o relacionamento.

    Geraldo responde por feminicídio e fraude processual e permanece preso preventivamente no Presídio Romão Gomes. Seu interrogatório na Justiça comum, adiado três vezes, está marcado para 5 de outubro.

    Vídeo: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/colunas/alfredo-henrique/coronel-diz-ir-a-psiquiatra-apos-morte-de-pm-gisele-cena-traumatizante.

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