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    Coronel da PM é preso por fazer segurança a empresa de ônibus ligada ao PCC

    Tenente-coronel José Henrique Martins Flores está preso, desde sábado (29/8), após Justiça decretar sua prisão preventiva

    Metrópoles
    31 de agosto de 2026 às 12:49
    Coronel da PM é preso por fazer segurança a empresa de ônibus ligada ao PCC
    Foto: Metrópoles

    O tenente-coronel da Polícia Militar de São Paulo ( PMSP ) José Henrique Martins Flores foi preso preventivamente no sábado (29/8) por suspeita de envolvimento com uma organização que fazia a segurança privada paraa diretores da Transwolff, empresa de ônibus investigada por lavar dinheiro para o Primeiro Comando da Capital ( PCC ). A informação foi confirmada pela Secretaria da Segurança Pública ( SSP ) nesta segunda-feira (31/8).

    A denúncia contra Flores e outros três policiais foi apresentada no dia 26 de agosto pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo ( MPSP ). Os outros três PMs — o capitão Alexandre Paulino Vieira, o sargento Alexandre Aleixo Romano Cezário, e o sargento reformado Nereu Aparecido Alves — estão presos desde 4 de fevereiro, quando a Corregedoria da corporação deflagrou a Operação Kratos.

    Flores foi encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes, localizado na zona norte de São Paulo . “Ele é investigado por suspeita de envolvimento com uma organização criminosa. O caso é acompanhado pelos órgãos competentes”, informou a SSP.

    Jéssica Bernardo/Metrópoles
    Jéssica Bernardo/Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    A reportagem não localizou a defesa dos policiais envolvidos. O espaço segue aberto para manifestação.

    Promotores apuraram que o tenente-coronel usou, em 2013, o nome da mãe e do padrasto de um dos policiais presos para abrir uma empresa de segurança e dar licitude ao dinheiro obtido com a escolta de gestores da Transwolff. O casal morava no interior de São Paulo, a mais de 500 quilômetros da sede dos negócios.

    Apesar de aparecerem como donos oficialmente, os familiares não comandavam o negócio — na prática, a administração estava nas mãos do tenente-coronel.

    foto colorida de ônibus da Transwolff circulam normalmente no dia em que MPSP faz operação da empresa por suspeita de ligação com o PCC; na imagem, ônibus da empresa no Terminal Santo Amaro; Justiça tornou dirigentes da empresa réus - Metró
    foto colorida de ônibus da Transwolff circulam normalmente no dia em que MPSP faz operação da empresa por suspeita de ligação com o PCC; na imagem, ônibus da empresa no Terminal Santo Amaro; Justiça tornou dirigentes da empresa réus - Metró — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Segundo a investigação, a própria mãe de Flores falou aos promotores que o filho administrava a empresa, junto com um gestor contratado. Esse funcionário também afirmou que prestava contas diretamente ao oficial e seguia as orientações dele.

    Imagens de câmeras também teriam registrado o tenente-coronel dentro da sede da empresa em janeiro deste ano. Segundo a denúncia, a empresa passou a ser utilizada a partir de 2020 para formalizar pagamentos relacionados ao esquema de segurança prestado aos dirigentes da Transwolff.

    Na prática, de acordo com o MPSP, a empresa emitia notas fiscais pelos serviços de segurança, enquanto os policiais faziam a proteção dos empresários e de seus locais de trabalho. O MPSP sustenta que os documentos davam aparência de prestação regular de serviços aos pagamentos feitos ao grupo.

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    O contrato de segurança previa inicialmente R$ 30.905 por mês e foi reajustado posteriormente. Segundo o MPSP, a empresa chegou a receber mais de R$ 44 mil mensais pelo serviço.

    Para a acusação, as empresas não eram usadas apenas para prestar serviços de segurança. Elas também teriam servido para dar aparência legal aos pagamentos feitos aos policiais, que, segundo a denúncia, atuavam na proteção particular de dirigentes da Transwolff, empresa investigada por ligação com o PCC.

    Por isso, o tenente-coronel e o capitão foram denunciados pelo MPSP não apenas por organização criminosa, mas também por exercício de comércio por oficial. As acusações ainda serão analisadas pela Justiça Militar. A denúncia não representa condenação, e os policiais poderão apresentar suas defesas durante o processo.

    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/sao-paulo/coronel-da-pm-e-preso-por-fazer-seguranca-a-empresa-de-onibus-ligada-ao-pcc.

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