Corinthians fecha primeiro semestre com rombo de R$ 246 milhões
Osmar Stabile, presidente do Corinthians, durante atividade no clube. (Foto: Fabio Giannelli/AGIF/Folhapress) O Corinthians registrou déficit de R$ 246 milhões no primeiro semestre de 2026. Os números foram divulgados no balanço financeiro do clube e mostram um resultado significativamente pior do que o previsto no orçamento para o período, que projetava déficit de R$ 138 milhões.Entre as receitas, o Corinthians registrou R$ 124,9 milhões em direitos de transmissão, R$ 141,8 milhões em patrocínios, R$ 78,5 milhões com receitas da marca e outras fontes e R$ 10,4 milhões referentes à cessão e ao

Osmar Stabile, presidente do Corinthians, durante atividade no clube. (Foto: Fabio Giannelli/AGIF/Folhapress)
O Corinthians registrou déficit de R$ 246 milhões no primeiro semestre de 2026. Os números foram divulgados no balanço financeiro do clube e mostram um resultado significativamente pior do que o previsto no orçamento para o período, que projetava déficit de R$ 138 milhões.
Entre as receitas, o Corinthians registrou R$ 124,9 milhões em direitos de transmissão, R$ 141,8 milhões em patrocínios, R$ 78,5 milhões com receitas da marca e outras fontes e R$ 10,4 milhões referentes à cessão e ao empréstimo de direitos de atletas. A receita operacional bruta chegou a R$ 415,3 milhões, enquanto a receita operacional líquida foi de R$ 394,2 milhões.

Um dos pontos que impactaram o resultado foi a ausência das receitas previstas com a venda de jogadores na primeira janela de transferências. O orçamento previa R$ 75 milhões líquidos em vendas de atletas nesse período. Para o meio do ano, o clube reforçou a expectativa de arrecadar mais R$ 149 milhões líquidos com a negociação de jogadores. A janela, no entanto, fecha nesta terça-feira (1).
Do lado das despesas, os gastos com pessoal somaram R$ 283,9 milhões no primeiro semestre. O valor inclui R$ 32,5 milhões referentes à premiação pela conquista da Copa do Brasil de 2025, processada na folha de pagamento de janeiro deste ano. O clube também registrou R$ 6 milhões em tributos relacionados à remessa ao Santos Laguna. No total, os custos e despesas operacionais chegaram a R$ 389,3 milhões.
Apesar do déficit de R$ 246 milhões, o balanço aponta um EBITDA recorrente positivo de R$ 4,866 milhões. O indicador representa o resultado operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização, considerando os efeitos recorrentes da operação.

O cenário financeiro também é marcado pelo elevado endividamento. De acordo com os números apresentados no balanço, a dívida do Corinthians está em aproximadamente R$ 2,8 bilhões.
Parque São Jorge, sede do Corinthians. (Foto: Guilherme Lesnok/ Lance!)
O Corinthians enfrenta três transfer bans na Fifa e busca alternativas para equilibrar as contas. O clube quitou recentemente o pagamento referente a uma quarta punição, no valor de US$ 225 mil (cerca de R$ 1,15 milhão na cotação atual), relacionada a uma multa disciplinar, mas ainda está longe de resolver todas as pendências.

Outra punição ocorreu em razão do atraso no pagamento de R$ 8 milhões à CBF, referentes à quinta parcela de um acordo firmado na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD).
O transfer ban mais recente do Corinthians envolve a contratação do volante Charles, realizada em 2024, na gestão do ex-presidente Augusto Melo. O clube foi notificado pela Fifa em 20 de julho após uma dívida com o Midtjylland, da Dinamarca. O Timão acertou a compra do jogador por 1,6 milhão de euros, com pagamento dividido em três parcelas, mas deixou de quitar a última, no valor de 800 mil euros, cujo vencimento ocorreu em março de 2025. Diante do atraso, o clube dinamarquês acionou a entidade máxima do futebol.








Publicado originalmente por Gazeta de Alagoas. Leia a matéria completa em https://www.gazetaweb.com/noticias/esportes/nacional/corinthians-fecha-primeiro-semestre-com-rombo-de-r-246-milhoes-933024.

Osmar Stabile, presidente do Corinthians, durante atividade no clube. (Foto: Fabio Giannelli/AGIF/Folhapress) — Foto: Gazeta de Alagoas
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