Política

    Copom vê desaceleração da economia e inflação para cortar juros

    Comitê diz que atividade perdeu força e inflação cheia desacelerou, mas mantém cautela com expectativas; projeta IPCA em 5,2% em 2026

    Poder360
    16 de setembro de 2026 às 22:11
    Copom vê desaceleração da economia e inflação para cortar juros
    prévia do PIB Selic — Foto: Poder360

    Comitê diz que atividade perdeu força e inflação cheia desacelerou, mas mantém cautela com expectativas; projeta IPCA em 5,2% em 2026

    O Copom (Comitê de Política Monetária) avaliou que a economia brasileira apresenta sinais de desaceleração gradual, principalmente nos setores mais cíclicos, e que a inflação cheia e a média das medidas subjacentes perderam força.

    O cenário contribuiu para a decisão de reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano, nesta 4ª feira (16.set.2026).

    Comitê avalia que atividade econômica perde dinamismo de forma gradual
    Comitê avalia que atividade econômica perde dinamismo de forma gradual — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    Segundo o Banco Central , os indicadores divulgados desde a última reunião mostram uma moderação da atividade econômica, embora ela ainda permaneça em patamar resiliente.

    O mercado de trabalho continua aquecido. Na inflação, as medidas mais recentes ficaram abaixo do limite superior do intervalo de tolerância, mas ainda permanecem acima da meta.

    O Copom afirmou que os indicadores correntes de atividade são consistentes com uma trajetória de desaceleração no acumulado de 2026. A avaliação aparece como um dos elementos do comunicado que sustentam a redução dos juros.

    Ao mesmo tempo, o comitê mantém a avaliação de que a economia ainda apresenta resistência. O mercado de trabalho permanece aquecido e a atividade não mostra uma desaceleração considerada acentuada pelo BC.

    Apesar da melhora recente, as expectativas continuam acima da meta. A pesquisa Focus mostra projeções de 4,9% para o IPCA de 2026 e de 4,3% para 2027. A projeção do Copom para o 1º trimestre de 2028 é de 3,2% no cenário de referência.

    Para 2026, o BC projeta inflação de 5,2%. Para 2027, a estimativa é de 3,9%.

    O Copom afirma que os riscos para a inflação permanecem mais elevados que o usual e com assimetria de alta. Entre os principais riscos estão uma desancoragem mais prolongada das expectativas, a inflação de serviços mais resistente e uma taxa de câmbio persistentemente mais depreciada.

    Mesmo com o corte, o Copom mantém cautela. O Comitê afirma que acompanha os efeitos da política fiscal doméstica sobre a política monetária e os ativos financeiros.

    O cenário externo também pesa na avaliação. A indefinição sobre os conflitos armados no Oriente Médio e a incerteza sobre a política monetária de economias avançadas aumentam a volatilidade dos preços de ativos e commodities.

    O Copom afirma que a magnitude total do ciclo de calibração será definida à luz de novas informações. O comitê não sinaliza, portanto, uma trajetória definida para os próximos cortes e diz que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta.

    Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-economia/copom-ve-desaceleracao-da-economia-e-inflacao-para-cortar-juros/.

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    Comitê avalia que atividade econômica perde dinamismo de forma gradual — Foto: Poder360

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