Economia

    Copom não fará pausa e deve cortar juro a 13,25% em 2026, avalia XP

    Créditos: banco de imagem " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2019/09/moeda-queda-juros.jpg?fit=900%2C600&quality=70&strip=all" />Cenário econômico tem sido misto para a inflação, mas comitê deve enfatizar as evidências adicionais de desaceleração da atividade para sustentar calibração. The post Copom não fará pausa e deve cortar juro a 13,25% em 2026, avalia XP appeared first on InfoMoney .

    InfoMoney
    14 de setembro de 2026 às 17:00
    Copom não fará pausa e deve cortar juro a 13,25% em 2026, avalia XP
    Foto: InfoMoney

    O Comitê de Política Monetária (Copom) deve cortar os juros a 13,25% até o fim de 2026, sem pausas , avalia a XP, com base na desaceleração da atividade doméstica e da inflação local. Apesar disso, o tom do comunicado deve enfatizar a cautela com o ambiente global, pressionado pela inflação. Para a reunião de setembro , marcada para esta terça e quarta-feira (15 e 16), a instituição projeta um corte de 0,25 ponto percentual , que levará a taxa básica de juros, a Selic, para 13,75% .

    Para 2027, a projeção é de juro terminal em 11,50%, mas a intensidade do ciclo de calibração vai depender da política fiscal do próximo governo e da evolução dos choques de oferta globais, aponta a equipe de economistas da XP, liderada por Caio Megale.

    O relatório destaca que uma pausa no ciclo de calibração seria o mais recomendado atualmente, dado o choque de oferta em meio a perspectivas de inflação elevadas e incertezas eleitorais. “Acreditamos, inclusive, que uma pausa no ciclo de flexibilização monetária seria justificável. Mas não acreditamos que isso ocorrerá”, dizem os economistas.

    Imagem da matéria
    Foto: InfoMoney · Fonte: InfoMoney

    A decisão do Copom deve ter reflexo moderado sobre os preços dos ativos, já que o corte é amplamente esperado pelo mercado.

    No cenário internacional, o relatório da XP destaca que o barril de petróleo ultrapassou a cotação de US$ 100 dólares devido ao conflito entre Estados Unidos e Irã. Além disso, as taxas de juros de longo prazo subiram em diferentes regiões do mundo, refletindo um maior risco fiscal com as economias mais endividadas.

    O relatório cita os juros dos títulos do Tesouro americano de 10 anos, que se aproximaram recentemente de 5%, o maior patamar das últimas duas décadas, segundo a XP, e destaca as incertezas em relação ao fenômeno climático El Niño, que têm potencial de encarecer os alimentos in natura no último trimestre de 2026 e no primeiro semestre de 2027.

    Imagem da matéria
    Foto: InfoMoney · Fonte: InfoMoney

    Na Europa, o Banco Central Europeu elevou as taxas, e há indicativos de que o Federal Reserve também aperte a política monetária nos Estados Unidos nesta quarta-feira.

    No ambiente doméstico, os indicadores demonstram perda de tração. O resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre motivou a revisão na estimativa de expansão da economia em 2026, de 2,0% para 1,7%.

    O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apontou deflação de 0,32% em agosto, impulsionada pelo recuo nos preços de bens administrados.

    Já a taxa de câmbio continua resiliente, apesar da alta dos juros globais. Esse movimento é explicado pelas exportações das commodities do Brasil e pelo ingresso líquido de investimentos estrangeiros.

    Mas, há riscos de alta no mercado interno à frente. Os debates no Congresso Nacional sobre a mudança na jornada de trabalho 6×1 podem impactar os custos de produção, avalia a XP, e os preços do diesel permanecem sem paridade internacional e abrem espaço para reajustes até o encerramento do ano.

    O relatório aponta a tendência de alta nas taxas de câmbio, que subiram de R$/US$ 5,10 para R$/US$ 5,15. As expectativas inflacionárias de médio prazo também aumentaram, passando de 4,22% para 4,30% ao final de 2027. Para o acumulado de 12 meses até março de 2028, a previsão teve leve alta de 4,04% para 4,05%.

    A equipe da XP avalia que a previsão de IPCA para 2026 do Copom será de 4,9%, um recuo frente ao 5,1% da reunião anterior. Para 2027, a projeção é de aumento, de 3,8% para 3,9%.

    As projeções do Copom para a inflação no primeiro trimestre de 2028, atual horizonte relevante da política monetária, devem subir de 3,2% para 3,3%. Segundo a XP, o Copom deve focar nos horizontes mais longos para justificar a decisão sobre os juros.

    A XP espera que o comunicado do Banco Central preserve a mesma estrutura da edição anterior. O texto deve reiterar que o cenário “requer serenidade e cautela na condução da política monetária”, mas deve apontar que “considerando as incertezas acerca da desaceleração econômica e processo de desinflação em curso”, para justificar a calibração.

    The post Copom não fará pausa e deve cortar juro a 13,25% em 2026, avalia XP appeared first on InfoMoney .

    Publicado originalmente por InfoMoney. Leia a matéria completa em https://www.infomoney.com.br/economia/copom-taxa-selic-corte-juros-xp-2026/.

    Imagem 1
    1 / 2

    Foto: InfoMoney

    Compartilhe

    Espalhe essa notícia

    Comentários(0)