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    Coordenador do grupo Prerrogativas defende reforma do Judiciário e volta do decoro entre os Poderes

    O advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do grupo Prerrogativas, defendeu à coluna uma reforma do Judiciário e um debate sobre o papel da instituição após as eleições. Segundo ele, o Brasil voltou a sentir "os efeitos nefastos do ativismo judicial, com a politização do Judiciário e a judicialização da política".Leia mais (09/04/2026 - 16h35)

    UOL
    4 de setembro de 2026 às 20:00
    Coordenador do grupo Prerrogativas defende reforma do Judiciário e volta do decoro entre os Poderes
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    O advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do grupo Prerrogativas - Bruno Santos/Folhapress · Bruno Santos/Folhapress
    O advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do grupo Prerrogativas - Bruno Santos/Folhapress · Bruno Santos/Folhapress — Foto: UOL · Fonte: UOL

    O advogado Marco Aurélio de Carvalho , coordenador do grupo Prerrogativas, defendeu à coluna uma reforma do Judiciário e um debate sobre o papel da instituição após as eleições. Segundo ele, o Brasil voltou a sentir "os efeitos nefastos do ativismo judicial, com a politização do Judiciário e a judicialização da política".

    "Há muita tensão entre os Três Poderes . Temos que devolver a eles a liturgia, a discrição e o recato, evitar que os poderes exerçam competências que não foram constitucionalmente delegadas a eles", afirma.

    O advogado disse que parte das instituições foi "novamente capturada por interesses políticos e eleitorais" e defendeu que o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin , determine uma sindicância para apurar o suposto envolvimento de ministros da Corte com o banqueiro Daniel Vorcaro . "Fundamental que todas as acusações dirigidas aos ministros da Corte sejam rigorosamente apuradas", afirmou.

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    Para Carvalho, a alegação de Vorcaro de que foi pressionado pela PF ( Polícia Federal ) a não delatar pode se tratar de uma "delação-vingança" para prejudicar o diretor-geral da instituição, Andrei Rodrigues.

    O dono do Banco Master afirmou em depoimento ao gabinete do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça que, em sua opinião, a PF recusou sua proposta delação premiada três vezes porque ele poderia citar o nome do diretor-geral do órgão, Andrei Rodrigues .

    Ele também defendeu Rodrigues, citado nas supostas acusações, e afirmou que ele merece "o nosso reconhecimento, o nosso apoio e o nosso aplauso".

    Ele elogiou também a atuação do advogado-geral da União, Jorge Messias. "Ele tem trabalhado incansavelmente para reconciliar os poderes da República e sido vítima de muitas injustiças."

    O advogado ainda reforçou o pedido do ministro do STF Gilmar Mendes para que delegados e agentes da PF que atuam nos gabinetes de ministros do STF retornem à corporação. Para Carvalho, "a confusão entre os papéis que a Constituição Federal atribuiu aos Poderes e órgãos da República só agrava esta crise".

    "A mesma régua deve ser aplicada para Chico e para Francisco. Para os filhos do presidente Lula e para os filhos do Bolsonaro. Para os ministros do Supremo e para todo e qualquer cidadão", conclui.

    com DIEGO ALEJANDRO, JULLIA GOUVE IA e KARINA MATIAS

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/colunas/monicabergamo/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2026/09/coordenador-do-grupo-prerrogativas-defende-reforma-do-judiciario-e-volta-do-decoro-entre-os-poderes.shtml.

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