Coordenador de Lula vê “crise profunda” no STF e fala em modernização
“É necessário também que haja um tratamento dessas questões, mas isso não é objeto de um programa de governo”, declara Sergio Gabrielli

“É necessário também que haja um tratamento dessas questões, mas isso não é objeto de um programa de governo”, declara Sergio Gabrielli
O coordenador do programa de governo da candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição, Sergio Gabrielli, disse na 6ª feira (4.set.2026) que o Supremo Tribunal Federal passa por uma “crise profunda” e que defende uma modernização do sistema Judiciário. Ao Poder360 , o ex-presidente da Petrobras também fez uma ressalva ao declarar que isso não é algo que deve constar no plano.
“Estamos vivendo uma crise profunda na cúpula do STF. Então, é necessário também que haja um tratamento dessas questões, mas isso não é objeto de um programa de governo para o Executivo” , declarou.

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Gabrielli também endossou a necessidade de uma “pacificação” entre Poderes. Criticou a forma atual de distribuição de emendas. Além disso, afirmou haver uma “indústria de precatórios” .
“Queremos um Poder Judiciário que seja um Poder Judiciário eficiente, com maior participação social. Precisamos fazer um pacto em algumas coisas importantes entre o Poder Judiciário, o Legislativo e o Executivo. Por exemplo, as emendas parlamentares precisam ser discutidas. O custo com precatórios e a indústria dos precatórios precisam ser discutidos” , afirmou.

Lula tem defendido “reformas profundas” no Poder Judiciário.
Na 6ª feira (4.set), declarou que o governo fará, no próximo ano, “uma discussão profunda no sistema Judiciário para que o povo possa continuar acreditando na Justiça” .
Na 5ª feira (3.set), Lula gravou um vídeo para se pronunciar sobre a crise no STF envolvendo o Banco Master. Defendeu investigações “doa a quem doer” .
Seu programa de governo, entretanto, não estabelece nenhuma proposta mais definitiva para caso seja reeleito. “Propomos a continuidade do diálogo permanente com os atores do Judiciário, respeitada a autonomia dos Poderes, para estimular o aperfeiçoamento do sistema de Justiça” , lê-se no documento. Leia a íntegra (PDF – 3,1 MB).
Segundo Gabrielli, o plano de governo traz “princípios gerais” do sistema Judiciário.
“A Fundação Perseu Abramo fez um longo seminário sobre sistema Judiciário. Discutimos vários detalhes. Agora, temos que considerar que não é competência do Poder Executivo discutir a reforma do Judiciário. Consequentemente, não compete ao programa de governo para o Executivo ter propostas detalhadas sobre o Judiciário” , declarou.
O economista também avalia que não cabe a Lula fazer essas mudanças: “ O presidente é candidato a presidente da República, ao Poder Executivo. Ele não é candidato a presidente do Supremo Tribunal Federal. Os Poderes no Brasil são independentes. É preciso ter uma articulação desses poderes.”
“É preciso enfrentar, por exemplo, uma série de temas no âmbito da reforma política que precisa ser feita, que envolve o Legislativo. Há uma série de questões referentes aos processos, ao Direito Processual, ao mecanismo de estrutura das diversas instâncias do Judiciário que precisam ser tratadas. Isso não é competência do Executivo” , declarou.
Assim como Lula, ele faz críticas ao que considera vazamentos seletivos: “O princípio básico da justiça democrática é a presunção da inocência e o direito de defesa das pessoas. Agora, quem tem que investigar, tem que tirar essa história de vazamentos seletivos. Investigar as formas de funcionamento do Judiciário. Precisamos modernizar o Judiciário. Agora, insisto: não compete ao Poder Executivo fazer essa proposta” .
Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-eleicoes-2026/coordenador-de-lula-ve-crise-profunda-no-stf-e-fala-em-modernizacao/.

“Queremos um Poder Judiciário que seja um Poder Judiciário eficiente, com maior participação social", declarou Sergio Gabrielli — Foto: Poder360
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