Brasil

    Cooperados da Ascam cobram repasses atrasados após bloqueio de contas e prisão de ex-presidente

    Cooperados da Ascam cobram repasses atrasados após bloqueio de contas e prisão de ex-presidente TV TEM/Reprodução Colaboradores e cooperados da Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis (Ascam) de Bauru (SP) reclamam de atrasos nos pagamentos de salários e repasses mensais, cujo prazo limite para quitação vencia nesta terça-feira (15). A paralisação financeira é reflexo direto da Operação Mobius, deflagrada no dia 9 de setembro pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, com apoio da Polícia Militar. A investigação apura suspeitas de ir

    G1
    15 de setembro de 2026 às 22:28
    Cooperados da Ascam cobram repasses atrasados após bloqueio de contas e prisão de ex-presidente
    Foto: G1

    Cooperados da Ascam cobram repasses atrasados após bloqueio de contas e prisão de ex-presidente — Foto: TV TEM/Reprodução

    Colaboradores e cooperados da Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis (Ascam) de Bauru (SP) reclamam de atrasos nos pagamentos de salários e repasses mensais, cujo prazo limite para quitação vencia nesta terça-feira (15).

    A paralisação financeira é reflexo direto da Operação Mobius, deflagrada no dia 9 de setembro pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) , do Ministério Público, com apoio da Polícia Militar. A investigação apura suspeitas de irregularidades em contratos firmados entre a entidade e a Prefeitura de Bauru.

    Novos trechos de processo revelam atuação de esquema para fraudar licitação em Bauru
    Novos trechos de processo revelam atuação de esquema para fraudar licitação em Bauru — Foto: G1 · Fonte: G1

    📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp

    A ação do Gaeco culminou na prisão da ex-presidente da Ascam, Gisele Moretti, e do marido dela, Valdomiro Pereira da Silva Filho, além da prisão de outras cinco pessoas em uma operação paralela, incluindo dois ex-secretários municipais. Com a ordem de restrição judicial sobre os ativos da cooperativa, todo o fluxo financeiro foi interrompido.

    A assessoria jurídica da Ascam alegou que a falta de acesso às contas bloqueadas impediu a transferência da folha de pagamento. A defesa informou que acionará a Justiça em caráter de urgência para solicitar o desbloqueio das quantias estritamente necessárias para quitar os salários dos colaboradores e cooperados.

    Um grupo de colaboradores e cooperadosr ealizou uma reunião de emergência na tarde desta quinta-feira para cobrar posicionamentos sobre os valores pendentes.

    Apesar da insatisfação com os atrasos, os trabalhadores decidiram manter as atividades normais nos pontos de coleta seletiva enquanto aguardam a decisão do Poder Judiciário. Caso o acesso aos recursos não seja restabelecido, uma nova reunião será realizada nesta sexta-feira (18) para definir os próximos passos da categoria.

    Em nota, a Ascam informou que o atraso decorre exclusivamente das medidas cautelares e do bloqueio dos ativos financeiros. A entidade destacou que há recursos disponíveis na Secretaria Municipal de Finanças para o pagamento dos trabalhadores, mas que o repasse depende de autorização da Justiça.

    A associação informou ainda que adota as medidas cabíveis para regularizar a situação e ressaltou que os serviços de coleta seletiva e a gestão dos ecopontos não foram interrompidos.

    Gisele era presidente da Associação de Catadores de Materiais Recicláveis (Ascam) — Foto: Divulgação

    A Prefeitura de Bauru informou que acompanha o caso e adota providências administrativas e jurídicas para garantir a continuidade dos serviços.

    A administração municipal confirmou que o contrato com a Ascam segue vigente e que os repasses serão condicionados às decisões judiciais e orientações dos órgãos jurídicos. A prefeitura informou também que avalia alternativas legais para resguardar os cooperados e solucionar a situação.

    As investigações do Gaeco que apontaram indícios de fraude na licitação bilionária para a gestão do sistema de resíduos sólidos de Bauru tiveram início após denúncias de ameaças contra catadores de materiais recicláveis.

    Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/sp/bauru-marilia/noticia/2026/09/15/cooperados-da-ascam-cobram-repasses-atrasados-apos-bloqueio-de-contas-e-prisao-de-ex-presidente.ghtml.

    Imagem 1

    Novos trechos de processo revelam atuação de esquema para fraudar licitação em Bauru — Foto: G1

    Compartilhe

    Espalhe essa notícia

    Comentários(0)