Contas públicas têm deficit primário de R$ 94,9 bi até agosto
Resultado de janeiro a agosto de 2026 é negativo; só em agosto, rombo foi de R$ 13,58 bi, segundo o Tesouro Nacional

Resultado de janeiro a agosto de 2026 é negativo; só em agosto, rombo foi de R$ 13,58 bi, segundo o Tesouro Nacional
As contas do governo federal tiveram deficit primário de R$ 94,87 bilhões de janeiro a agosto de 2026.
Só em agosto, o resultado primário foi negativo em R$ 13,58 bilhões, segundo o documento:
Em agosto, as receitas primárias somaram R$ 242,74 bilhões, e as despesas pagas, R$ 255,74 bilhões. O ajuste metodológico do mês foi de -R$ 592,49 milhões.
Os dados constam no RREO (Relatório Resumido da Execução Orçamentária) do 4º bimestre, publicado nesta 4ª feira (30.set.2026) no Diário Oficial da União pela Secretaria do Tesouro Nacional. Leia a íntegra (PDF – 2 MB).
O resultado nominal acima da linha, que inclui os juros, teve deficit de R$ 802,44 bilhões no acumulado até agosto. Abaixo da linha, o deficit foi de R$ 801,93 bilhões.
De acordo com o RREO, os juros e encargos passivos incorridos somaram R$ 960,33 bilhões. Os juros e encargos ativos foram de R$ 252,76 bilhões.
A DCL (Dívida Consolidada Líquida) da União chegou a R$ 8.824,95 bilhões ao final de agosto.
Em dezembro de 2025, estava em R$ 8.023,01 bilhões. A Dívida Consolidada Bruta foi a R$ 12.264,07 bilhões.
O Orçamento da Seguridade Social teve deficit de R$ 293,62 bilhões até agosto. A receita realizada foi de R$ 1.031,88 bilhões, e a despesa, de R$ 1.325,50 bilhões.
O valor equivale a 76,4% do deficit estimado para o ano, de R$ 384,26 bilhões.
Os resultados dos regimes previdenciários no período, segundo o RREO:
Em MDE (Manutenção e Desenvolvimento do Ensino), a União executou R$ 81,74 bilhões até agosto. O valor corresponde a 88,14% do mínimo constitucional anual projetado, de R$ 92,74 bilhões.
A complementação da União ao Fundeb somou R$ 36,75 bilhões no período.
Em ASPS (Ações e Serviços Públicos de Saúde), as despesas com recursos de impostos chegaram a R$ 154,75 bilhões.
Isso representa 89,39% do piso exigido até o bimestre, de R$ 173,11 bilhões, calculado com base na RCL (Receita Corrente Líquida).
As receitas primárias correntes somaram R$ 2.081,61 bilhões. As de capital foram de R$ 15,37 bilhões.
As despesas primárias correntes totalizaram R$ 2.090,30 bilhões, sendo:
As despesas primárias de capital foram de R$ 94,06 bilhões. Foram R$ 43,24 bilhões em investimentos e R$ 50,82 bilhões em inversões financeiras primárias.
Eis os maiores volumes de despesas liquidadas por função até o 4º bimestre, conforme o relatório:
O estoque de RAP (restos a pagar) pendentes era de R$ 146,02 bilhões ao final de agosto. Desse total, R$ 6,63 bilhões são processados e R$ 139,39 bilhões não processados.
O governo pagou R$ 235,38 bilhões em RAP de exercícios anteriores de janeiro a agosto. Os cancelamentos no período somaram R$ 12,15 bilhões.
A disponibilidade de caixa bruta era de R$ 1.967,78 bilhões. As obrigações financeiras totalizaram R$ 298,84 bilhões. A disponibilidade líquida, antes dos RAP não processados, foi de R$ 1.668,95 bilhões.
Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-economia/contas-publicas-tem-deficit-primario-de-r-949-bi-ate-agosto/.
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