Consumo paterno de ultraprocessados pode influenciar peso e medidas corporais do bebê ao nascer, indica estudo brasileiro
Consumo paterno de ultraprocessados pode influenciar peso e medidas corporais do bebê ao nascer, indica estudo brasileiro Freepik / Adobe Stock A alimentação do pai pode ter relação com características físicas do bebê ao nascer, sugere um estudo brasileiro publicado na revista científica Nutrition Research. A pesquisa encontrou uma associação entre o maior consumo paterno de alimentos ultraprocessados e maior peso ao nascer, maior índice ponderal e maior acúmulo de gordura na coxa e na região abdominal, popularmente conhecida como “pneuzinho” dos recém-nascidos. O índice ponderal é o indicador
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Consumo paterno de ultraprocessados pode influenciar peso e medidas corporais do bebê ao nascer, indica estudo brasileiro — Foto: Freepik / Adobe Stock
A alimentação do pai pode ter relação com características físicas do bebê ao nascer, sugere um estudo brasileiro publicado na revista científica Nutrition Research. A pesquisa encontrou uma associação entre o maior consumo paterno de alimentos ultraprocessados e maior peso ao nascer, maior índice ponderal e maior acúmulo de gordura na coxa e na região abdominal, popularmente conhecida como “pneuzinho” dos recém-nascidos. O índice ponderal é o indicador de proporção entre peso e comprimento do bebê.
Segundo o estudo, tanto o peso elevado ao nascer quanto o maior acúmulo de gordura no início da vida são fatores de risco para doenças cardiovasculares e metabólicas, além de maior risco de excesso de peso na vida adulta.

O trabalho acompanhou 43 tríades formadas por pai, mãe e bebê em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. Em média, os alimentos ultraprocessados respondiam por 30% das calorias consumidas pelos pais. Entre as principais fontes estavam embutidos, bacon, bebidas adoçadas com açúcar e biscoitos.
Os próprios pesquisadores, porém, fazem uma ressalva importante: os resultados não permitem afirmar que comer ultraprocessados fez os bebês nascerem maiores. O estudo é pequeno, utilizou uma amostra por conveniência e encontrou intervalos de confiança relativamente amplos. Os autores dizem que os achados devem ser interpretados com cautela e precisam ser confirmados por pesquisas maiores.
Além disso, embora tenham sido encontradas associações com algumas medidas corporais, não houve associação entre o consumo paterno de ultraprocessados e a adiposidade neonatal, ou seja, com a estimativa da quantidade de gordura corporal dos bebês.
Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/saude/noticia/2026/08/11/consumo-paterno-de-ultraprocessados-influencia-peso-e-medidas-corporais-do-bebe-ao-nascer.ghtml.

Agora no g1 — Foto: G1
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