Economia

    Consórcio para energia solar ganha espaço como alternativa para financiar projetos

    (Pixabay) " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Image-2026-08-24T144406.223.jpg?fit=1200%2C800&quality=70&strip=all" />Especialistas explicam quando a modalidade faz sentido e quais custos devem entrar na comparação com a economia de energia The post Consórcio para energia solar ganha espaço como alternativa para financiar projetos appeared first on InfoMoney .

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    24 de agosto de 2026 às 18:00
    Consórcio para energia solar ganha espaço como alternativa para financiar projetos
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    O mercado de consórcios segue em expansão no Brasil. No primeiro semestre de 2026, as vendas de cotas cresceram 14,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC).

    Dentro desse mercado, o consórcio para energia solar vem ganhando espaço entre consumidores e empresas que buscam distribuir no tempo o custo de instalação dos sistemas fotovoltaicos. Para Juciel Oliveira, fundador e CEO da Monteo, esse movimento combina a popularização da tecnologia, mais conhecimento do consumidor e a busca por formas de financiar o investimento inicial sem comprometer uma parcela relevante do caixa.

    “Um sistema solar exige um desembolso relevante. E o consórcio entra justamente como uma alternativa para transformar esse investimento em planejamento, sem os juros tradicionais de um financiamento, embora existam taxas”, afirma.

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    Esse perfil de contratação aparece principalmente entre empresas, produtores rurais, condomínios e famílias com contas de energia mais elevadas. Segundo Oliveira, “quanto maior e mais previsível é a conta de energia, mais relevante se torna fazer esse cálculo”.

    O consórcio encontra espaço neste mercado porque o projeto fotovoltaico concentra boa parte do desembolso no início, enquanto o retorno aparece ao longo dos anos na forma de redução da conta de energia. Para quem não quer imobilizar todo o capital de uma vez, esse descasamento entre investimento e economia ajuda a explicar a procura pela modalidade.

    Quiron Prates, fundador da Dakota Capital, associa esse movimento também ao amadurecimento do mercado solar e ao encarecimento do crédito bancário. Segundo ele, o consórcio ganhou relevância justamente entre consumidores que já decidiram instalar o sistema, mas conseguem planejar quando farão o investimento.

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    “O consórcio não é o instrumento de quem precisa ligar o sistema no mês que vem”, afirma. A contemplação pode ocorrer por sorteio ou lance, mas não há garantia de acesso imediato à carta de crédito.

    A motivação para buscar um consórcio de energia solar depende basicamente do perfil consumidor. Para as empresas, preservar capital de giro é um dos pontos que mais pesam na escolha. No meio rural, projetos com consumo concentrado durante o dia podem aproveitar melhor a energia produzida no mesmo período. Já para famílias e condomínios, o tamanho e a previsibilidade da conta de luz ajudam a determinar se vale a pena assumir um compromisso de longo prazo para reduzir esse gasto.

    Depois da contemplação, a carta de crédito pode ser usada para pagar o projeto dentro das regras previstas no contrato.

    Ela não funciona como um valor depositado na conta do consorciado: normalmente, a administradora analisa a documentação e faz o pagamento diretamente ao fornecedor escolhido. Dependendo do grupo, o crédito pode cobrir equipamentos, instalação e outros serviços relacionados ao sistema.

    Já a contemplação ocorre por sorteio ou lance. Em alguns grupos, também é permitido o lance embutido, no qual parte da própria carta é utilizada na oferta.

    Outro cuidado está na diferença entre o preço do sistema na contratação e no momento em que a carta for utilizada. “O principal cuidado é não dimensionar a carta olhando apenas para o orçamento de hoje. O sistema que custa R$ 100 mil hoje pode não custar R$ 100 mil quando ocorrer a contemplação”, afirma.

    Na análise do consórcio para energia solar, vale observar:

    Para avaliar se a operação faz sentido, Juciel Oliveira recomenda analisar duas contas simultaneamente. De um lado, o custo total do projeto (incluindo taxa de administração, reajustes e demais despesas do consórcio) e do outro, a economia estimada com energia ao longo dos anos, considerando geração, manutenção e possíveis mudanças nas tarifas.

    “O erro é comparar simplesmente parcela do consórcio versus conta de luz do mês”, afirma. Também entram nessa análise o tempo até a contemplação e, para quem poderia pagar à vista, o custo de oportunidade de manter esse dinheiro investido.

    Quiron Prates acrescenta que a comparação pode incluir quatro alternativas: pagamento à vista, financiamento, consórcio ou manutenção da compra de energia da distribuidora.

    Oliveira resume a lógica de longo prazo: “o consórcio tem prazo para acabar; a necessidade de energia, não”. A comparação, portanto, deve considerar por quanto tempo o sistema continuará gerando economia depois do fim das parcelas.

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    Publicado originalmente por InfoMoney. Leia a matéria completa em https://www.infomoney.com.br/minhas-financas/consorcio-para-energia-solar/.

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