Política

    Conselho do MPF julgará menção a Gonet por Vorcaro em 25 de setembro

    Procurador-geral da República responde em procedimento interno em colegiado sobre citações feitas em relatório da PF

    Poder360
    15 de setembro de 2026 às 20:37
    Conselho do MPF julgará menção a Gonet por Vorcaro em 25 de setembro
    Foto: Poder360

    Procurador-geral da República responde em procedimento interno em colegiado sobre citações feitas em relatório da PF

    O Conselho Superior do Ministério Público Federal vai analisar o procedimento interno contra o procurador-geral da República, Paulo Gonet, em 25 de setembro. O colegiado analisará se Gonet se mantém ou não à frente das investigações sobre as fraudes do Banco Master.

    O julgamento foi marcado para depois das duas sessões marcadas pelo Supremo Tribunal Federal sobre o relatório da Polícia Federal que encontrou mensagens no celular do fundador do Master, Daniel Vorcaro, citando o ministro Alexandre de Moraes, o procurador-geral da República Paulo Gonet, e o diretor-geral da PF Andrei Rodrigues. A data para analisar o caso foi encaminhada aos 10 integrantes do colegiado.

    Na imagem, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, citado em relatório da PF sobre Daniel Vorcaro.
    Na imagem, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, citado em relatório da PF sobre Daniel Vorcaro. — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    A investigação da Polícia Federal mostra que Vorcaro mandou mensagens para Moraes perguntando se poderia acionar a Paulo e Andrei. “Não podemos reverter isso com Paulo e Andrei” , disse em mensagens. A corporação entende que se trata de uma referência a Paulo Gonet e Andrei Rodrigues.

    O relator do procedimento interno é o subprocurador-geral Francisco de Assis Sanseverino, que também atua como chefe da 2ª Câmara de Coordenação e Revisão, responsável por analisar os casos criminais.

    De acordo com a Lei Orgânica do Ministério Público da União, o Conselho Superior é a instância máxima que avalia eventuais crimes comuns cometidos pelo procurador-geral da República. Se encontrar indícios para abertura de investigação, o conselho deve indicar um subprocurador-geral para atuar na condução do caso.

    Procurador-geral da República, Paulo Gonet, acompanha a sessão do STF sobre o caso Moraes
    Procurador-geral da República, Paulo Gonet, acompanha a sessão do STF sobre o caso Moraes — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    Conforme antecipou este jornal digital, as menções a Gonet causaram perplexidade entre os integrantes da cúpula da instituição. Houve críticas internas ao pedido de Gonet para anular os atos da PF que embasaram o pedido de investigações contra Moraes.

    Contudo, também há internamente um movimento de apoio ao procurador-geral. Segundo aliados de Gonet, as provas colhidas pela Polícia Federal revelaram a ida de Gonet a um evento patrocinado por Vorcaro, mas sem indicar cometimento de crime comum.

    No dia 1º de setembro, Gonet pediu a nulidade dos atos de André Mendonça que embasaram o pedido de investigação contra Moraes e, por consequência, contra si e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Para o PGR, houve abuso de autoridade de Mendonça, por indicar a investigação sem ter aberto prazo para manifestação da Procuradoria Geral da República.

    “Ao juiz não cabe acusar, menos ainda ao juiz cabe realizar investigações pré-processuais. Não lhe é dado valer-se da polícia judiciária como sua longa manus para atividades que não lhe foram assinaladas” , afirmou Gonet.

    Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-justica/conselho-do-mpf-julgara-mencao-a-gonet-por-vorcaro-em-25-de-setembro/.

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    Na imagem, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, citado em relatório da PF sobre Daniel Vorcaro. — Foto: Poder360

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