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    Conheça o plano econômico dos candidatos à Presidência

    Propostas de candidatos para economia nas eleições de 2026 vão de manutenção de regras fiscais e investimentos públicos a cortes de gastos

    Metrópoles
    22 de agosto de 2026 às 07:30
    Conheça o plano econômico dos candidatos à Presidência
    Foto: Metrópoles

    A pouco mais de um mês para as eleições , os candidatos à Presidência da República já definiram os seus planos de governo, com diretrizes para áreas fundamentais como saúde, educação e segurança pública.

    Com isso, já foram identificadas propostas econômicas com abordagens distintas envolvendo política fiscal, tamanho do Estado, trajetória da dívida pública e modelo de crescimento.

    Os documentos de campanha dos candidatos já indicam divergências na condução do arcabouço fiscal, na política de privatizações e no uso de estatais e bancos públicos. Abaixo, listamos as propostas dos presidenciáveis mais bem posicionados nas pesquisas.

    Arte Metrópoles
    Arte Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

    Candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL)

    Romeu Zema (NOVO), candidato à Presidência da República

    Eleições 2026
    Eleições 2026 — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD)

    Candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos (Missão)

    O programa econômico do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem como eixo a manutenção do arcabouço fiscal aprovado em 2023, que estabelece metas de resultado primário com bandas de tolerância, combinado à retomada do investimento público como instrumento de estímulo ao crescimento.

    Imagem colorida mostra Lula, Flávio, Caiado, Zema e Renan - Metrópoles
    Imagem colorida mostra Lula, Flávio, Caiado, Zema e Renan - Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    “O crescimento sustentado depende da nossa capacidade de continuar mobilizando as potencialidades da economia brasileira e suas principais frentes de expansão: os investimentos produtivos públicos e privados, puxados pela ampliação e qualificação das infraestruturas logísticas, urbanas e sociais”. A estratégia inclui a ampliação de investimentos em infraestrutura por meio do Novo PAC, com foco em logística, habitação, saneamento e energia, além da retomada de projetos considerados prioritários.

    No campo industrial, o governo aposta na Nova Indústria Brasil (NIB) , política voltada à reindustrialização e ao incentivo a setores estratégicos, como tecnologia, inovação e transição energética.

    Na área social, o plano se apoia na valorização do salário mínimo com ganho real, na manutenção e ampliação de programas como o Bolsa Família e na expansão de políticas de transferência de renda e consumo.

    Conheça o plano econômico dos candidatos à Presidência - destaque galeria
    Conheça o plano econômico dos candidatos à Presidência - destaque galeria — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    “Estamos comprometidos com a proteção das crianças e de suas infâncias, do que são exemplo as medidas que implantamos, como os benefícios especiais do Bolsa Família para crianças e adolescentes, a proibição de celular nas escolas, os investimentos na construção de creches e pré-escolas por meio do Novo PAC, a expansão da educação em tempo integral, a retomada e fortalecimento do programa de vacinação, e o ECA digital. Continuaremos buscando ampliar e fortalecer as políticas para nossas crianças, por meio do enfrentamento da pobreza infantil, da garantia de acesso às políticas públicas e do direito ao brincar”, afirmou o plano de Lula. A agenda fiscal inclui ainda medidas de aumento de arrecadação, como revisão de renúncias tributárias e combate à evasão, além da implementação da reforma tributária sobre o consumo, já aprovada e em fase de regulamentação.

    O governo também reforça o papel de bancos públicos e estatais no financiamento do desenvolvimento, com expansão do crédito direcionado a famílias e empresas.

    “O resultado fiscal virá, como fizemos até aqui, da retomada do crescimento econômico, do controle do aumento do gasto primário, investindo na melhoria da eficiência e da qualidade do gasto público, da promoção de justiça tributária e do combate aos privilégios e às distorções”. No campo trabalhista, uma das principais apostas do governo Lula para a agenda econômica e política é o fim da escala 6×1 , regime em que o trabalhador atua seis dias consecutivos com apenas um dia de descanso.

    Fachada do Ministério da Fazenda
    Fachada do Ministério da Fazenda — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    A proposta, que tramita no Congresso Nacional em formato de PEC, prevê a substituição do modelo por uma jornada mais próxima de 5×2, com dois dias de descanso semanal, e redução gradual da jornada para 40 horas semanais, sem corte salarial.

    A medida não consta no plano de governo de Lula, mas é uma das principais apostas do governo para 2027.

    O plano econômico associado a Flávio Bolsonaro (PL) tem como eixo a responsabilidade fiscal, com defesa de um ajuste das contas públicas baseado em corte de despesas, revisão do papel do Estado e redução da carga tributária.

    Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
    Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    A proposta inclui um pacote de ajuste fiscal descrito como um “tesouraço” , com enxugamento da máquina pública, revisão de gastos obrigatórios e discricionários dos três Poderes e reavaliação das regras fiscais atuais, com foco na geração de superávits primários.

    O plano também prevê mudanças no processo orçamentário, com maior controle sobre a avaliação de impacto das despesas públicas.

    Na política econômica, o programa propõe limitar o crédito subsidiado com recursos do Tesouro Nacional e rever mecanismos de expansão do gasto público, além de promover maior disciplina na execução orçamentária.

    Candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL)
    Candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL) — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    “Vamos fazer o Brasil crescer, e esse é um compromisso central do nosso governo. O país cresceu, em média, 2% ao ano nas últimas duas décadas, menos do que o mundo. Nossa meta é dobrar esse ritmo e alcançar um crescimento sustentado de 4% ao ano ao longo da próxima década, apoiado no investimento privado, na segurança jurídica e na competitividade do agro, da indústria e dos serviços”, afirmou o plano. Ao mesmo tempo, o documento reúne propostas que ampliam o papel do Estado em determinadas áreas, como a criação de uma rede nacional de cuidado para idosos e pessoas com deficiência, expansão de creches, investimentos em saúde e segurança e um pacote de infraestrutura.

    O plano também prevê ampliação do crédito e do financiamento para diferentes setores da economia, embora não apresente uma estimativa consolidada que confronte o custo dessas medidas com a economia projetada pelo ajuste fiscal.

    Na área tributária, a proposta defende a redução da carga de impostos sobre produção e consumo, a revisão da reforma tributária e a diminuição da alíquota do novo Imposto sobre Valor Agregado (IVA).

    Romeu Zema (NOVO), candidato à Presidência da República
    Romeu Zema (NOVO), candidato à Presidência da República — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Apesar das mudanças propostas, o documento não apresenta uma estimativa consolidada de impacto fiscal das renúncias tributárias nem de compensação para eventuais perdas de arrecadação.

    O plano econômico associado ao ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema , tem como eixo a redução do tamanho do Estado, ajuste fiscal e ampliação da participação do setor privado na economia.

    A proposta inclui um choque fiscal nos gastos públicos, com defesa deReforma da Previdência envolvendo União, estados e municípios, revisão de despesas obrigatórias, reforma administrativa e enxugamento da máquina pública, com corte de ministérios e cargos.

    Candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD)
    Candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Na agenda institucional, o programa prevê o fim de privilégios no serviço público, como supersalários, férias estendidas e aposentadoria compulsória como punição, além da limitação de auxílios e verbas indenizatórias ao teto constitucional.

    No campo econômico, o plano defende a privatização de estatais , ampliação de concessões e parcerias público-privadas, além da venda de ativos públicos ociosos, com foco em eficiência e redução do papel direto do Estado.

    A política tributária inclui a redução gradual de impostos sobre empresas e a definição de metas de queda da carga tributária como forma de forçar cortes de gastos públicos.

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    O plano econômico associado ao ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado , tem como eixo a responsabilidade fiscal, controle do crescimento da dívida pública e aumento da eficiência do Estado, combinando ajuste de gastos com agenda de crescimento de longo prazo.

    A proposta prevê a consolidação de uma estratégia fiscal plurianual, com metas para estabilização da dívida em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), recuperação de superávits primários e contenção do crescimento das despesas obrigatórias, incluindo revisão de subsídios, benefícios tributários e gastos correntes.

    O programa também defende o combate a supersalários e a revisão de exceções ao teto constitucional, além de medidas para ampliar a transparência e o controle das despesas públicas.

    Na área administrativa, inclui reforma do Estado, qualificação da gestão de benefícios sociais, revisão de emendas parlamentares e proteção dos investimentos públicos considerados estratégicos.

    No campo econômico, o plano aposta na redução do custo do capital, ampliação de concessões e parcerias público-privadas, modernização da infraestrutura e maior participação do setor privado em investimentos.

    O plano econômico associado a Renan Santos, propõe uma Proposta de Emenda a Constituição (PEC) de Transição como primeiro ato de governo, com foco em um ajuste fiscal estrutural e substituição do atual arcabouço fiscal por um modelo mais rígido de controle das contas públicas.

    A proposta prevê a desindexação de benefícios previdenciários e assistenciais do salário mínimo, a desvinculação dos pisos de saúde e educação da receita e a revisão de programas como o abono salarial, além da redução de renúncias fiscais, com economia projetada de longo prazo.

    O programa também inclui reforma administrativa com combate a supersalários, revisão de emendas parlamentares, criação de novas regras para finanças públicas e contenção do crescimento de despesas obrigatórias.

    No campo fiscal, o plano defende maior disciplina orçamentária e medidas de consolidação das contas públicas como condição para estabilização da dívida e retomada do crescimento.

    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/brasil/plano-economico-candidatos-presidencia.

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