Confira 7 dicas para preparar o seu próprio churrasco
Hoje, há uma certa rivalidade entre churrasqueiros ditos raiz (os famosos tiozões do churrasco ), com espeto e sal grosso, e a nova onda de profissionais que incorporam influências estrangeiras, usam luvas pretas e preferem sais mais finos. Mas esses dois mundos podem coexistir. Leia mais (08/17/2026 - 23h00)

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Hoje, há uma certa rivalidade entre churrasqueiros ditos raiz (os famosos tiozões do churrasco ), com espeto e sal grosso, e a nova onda de profissionais que incorporam influências estrangeiras, usam luvas pretas e preferem sais mais finos. Mas esses dois mundos podem coexistir.

Seu churrasco clássico pode melhorar incorporando algumas técnicas contemporâneas. Veja, a seguir, as dicas de Leonardo Maciel, gerente técnico comercial da Friboi, e dos chefs churrasqueiros Júlia Carvalho e José Mateus, conhecido como Barbecue King.
A informação de que a peça não pode passar de 1 kg está defasada. "Animais mais pesados produzem picanhas maiores, enquanto animais mais leves produzem peças menores", explica Maciel.
Evite as picanhas já fatiadas, que costumam vir da parte mais rígida do corte, na fronteira com o coxão duro (ou além dela).

Marmoreio é o nome que se dá à gordura entremeada da carne, que costuma deixá-la mais gostosa e suculenta. Há algumas carnes que chegam a ser esbranquiçadas de tanta gordura, como as do gado japonês wagyu. Neste caso, trata-se de uma iguaria para ser compartilhada com várias pessoas e consumida em pequenas quantidades.
A carne bovina costuma ser a estrela do churrasco , mas frango e porco também são fundamentais —além de mais baratos. Carvalho recomenda preparar marinadas para essas carnes, adicionando ingredientes que podem trazer sabores interessantes e pouco comuns no churrasco brasileiro , como shoyu e mel.
Servir as carnes com queijos no churrasco pode soar estranho, mas ambos os chefs recomendam a prática. "Se queijo e carne não combinassem, deveriam fechar todas as hamburguerias do mundo", brinca Mateus. Um bom molho de cogumelos, por exemplo, vai bem. E, se você gosta de sabores fortes, queijo gorgonzola.

Considere como acompanhamento molhos como salsa criolla (uma espécie de vinagrete com pimentões) e chimichurri (molho de orégano, salsinha, azeite e vinagre), da tradição argentina. Outra ideia é defumar o cupim, corte típico do gado nelore, comum no Brasil, como se faz com o brisket (peito bovino) nos EUA.
Nem sempre é possível convencer alguns convidados a comer carne malpassada. Em vez de preparar filés além do ponto, deixando-os duros e secos, é melhor servir peças de assado longo, como a costela e o cupim. Mas cortes como a fraldinha aceitam desaforo, brinca Carvalho.
Se estiver congelado, o ideal é descongelá-lo antes na geladeira. "Isso ajuda a obter um aquecimento mais uniforme e reduz o risco de o exterior queimar enquanto o interior ainda está frio", explica Maciel. Comece assando-o em uma zona de calor mais brando e, quando o recheio derreter, aproxime-o da brasa forte.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/o-melhor-de-sao-paulo/2026/restaurantes-bares-e-cozinha/2026/08/confira-7-dicas-para-preparar-o-seu-proprio-churrasco.shtml.

Carne preparada na brasa - Adobe Stock · Adobe Stock — Foto: Folha de S.Paulo
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