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    Condenada à morte aos 21 anos, iraniana aguarda execução após participar de protestos

    Taraneh Rahimi e a irmã gêmea foram acusadas de envolvimento em duas mortes

    UOL
    18 de setembro de 2026 às 15:00
    Condenada à morte aos 21 anos, iraniana aguarda execução após participar de protestos
    Foto: UOL

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    Taraneh Rahimi, 21, está no corredor da morte no Irã , oito meses depois de ter sido presa por participar de protestos contra as autoridades . Sua irmã gêmea, Romina, também foi detida e recebeu uma sentença de 36 anos de prisão.

    A iraniana Taraneh Rahimi, 21, condenada à morte pelo governo iraniano por participação em protestos em janeiro de 2026 - AFP · AFP
    A iraniana Taraneh Rahimi, 21, condenada à morte pelo governo iraniano por participação em protestos em janeiro de 2026 - AFP · AFP — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Nos dias 8 e 9 de janeiro, as duas jovens, então com 20 anos, juntaram-se a milhares de pessoas em manifestações noturnas na cidade de Isfahan, no centro do país. Os protestos marcaram o ápice de um movimento nacional, iniciado no fim de dezembro e desencadeado pelo aumento do custo de vida.

    A mobilização foi reprimida com violência e resultou em dezenas de milhares de prisões, segundo organizações de direitos humanos e investigadores da ONU.

    Uma semana depois das manifestações, Taraneh e Romina foram presas durante uma batida policial em sua casa, segundo familiares que vivem no exterior.

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    Foto: UOL · Fonte: UOL

    Em julho, as duas compareceram, junto com outras 14 pessoas, a um tribunal instalado em uma prisão de Isfahan. Elas foram acusadas de envolvimento na morte de um membro da Guarda Revolucionária, a poderosa força armada da República Islâmica, e de uma pessoa em situação de rua, à margem das manifestações, segundo a organização Hrana (Human Rights Activists).

    Um mês depois, Taraneh foi condenada à morte por "guerra contra Deus", de acordo com a Hrana. A sentença ainda pode ser contestada. Romina recebeu pena de 36 anos de prisão.

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    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background.
Foto:  Mario / adobe stock
    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background. Foto: Mario / adobe stock — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Taraneh também enfrenta problemas de saúde. Ela havia passado por uma cirurgia no joelho antes de ser presa e, segundo seu primo, Masud Nourmohamadi, um médico recomendou que fosse internada em um hospital fora da prisão. As autoridades, porém, recusaram o pedido.

    "Disseram a ela: 'Não importa como você morra, você será enforcada de qualquer maneira'", contou Nourmohamadi à agência de notícias AFP, nos Estados Unidos.

    Segundo informações recebidas pelo primo, Taraneh "sofre torturas físicas e constante tortura psicológica". Ele afirma que jovens presos foram torturados uns diante dos outros e que Taraneh foi obrigada a ouvir os gritos da irmã.

    "Disseram a ela: 'Se você não assinar essas confissões, vamos estuprar sua irmã na sua frente.' É claro que ela assinou", relatou.

    O Centro para os Direitos Humanos no Irã, com sede nos EUA, também demonstrou preocupação com a saúde da jovem e afirmou que ela tem dificuldade para andar.

    "Não há provas" contra as duas irmãs, afirmou Nourmohamadi. Segundo ele, os advogados não tiveram acesso ao processo até o primeiro dia do julgamento.

    O Irã já executou 29 pessoas — todas homens — em conexão com os protestos, após julgamentos considerados injustos por diversas organizações não governamentais, entre elas a Anistia Internacional.

    Ativistas acusam as autoridades iranianas de enforcar manifestantes para disseminar o medo entre a população, em um contexto marcado pela guerra com os Estados Unidos. As autoridades, por sua vez, afirmam agir contra os instigadores dos protestos, que descrevem como "distúrbios fomentados pelo exterior".

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/09/condenada-a-morte-aos-21-anos-iraniana-aguarda-execucao-apos-participar-de-protestos.shtml.

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