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    Como os maias conseguiram prever eclipses solares com precisão há mil anos?

    O Códice de Dresden revela um complexo sistema lunar que corrigia seus próprios descompassos e permaneceu preciso ao longo de muitas gerações O post Como os maias conseguiram prever eclipses solares com precisão há mil anos? apareceu primeiro em Olhar Digital .

    Olhar Digital
    11 de agosto de 2026 às 19:55
    Como os maias conseguiram prever eclipses solares com precisão há mil anos?
    Foto: Olhar Digital

    Há cerca de mil anos, os maias já utilizavam um sistema capaz de acompanhar os movimentos da Lua e auxiliar na previsão de eclipses solares. O conhecimento aparece no chamado Códice de Dresden, considerado um dos mais antigos livros das Américas.

    O método reunia diferentes ciclos lunares e recorria a ajustes periódicos para compensar pequenas diferenças entre esses períodos. Dessa forma, o calendário podia permanecer funcional mesmo depois de sucessivas gerações.

    Estudos modernos indicam que o sistema teria permitido antecipar praticamente todos os eclipses solares visíveis para os maias entre os anos 350 e 1150, com uma diferença estimada de aproximadamente uma hora. O resultado foi obtido sem instrumentos ópticos ou recursos computacionais modernos.

    Códice de Dresden – (Reprodução: Wikimedia Commons)
    Códice de Dresden – (Reprodução: Wikimedia Commons) — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    O Códice de Dresden reúne um sistema de contagem do tempo baseado na observação dos ciclos da Lua. A principal dificuldade estava no fato de que esses períodos não coincidem de maneira exata, o que faz pequenas diferenças se acumularem conforme os anos passam.

    Para evitar que esse descompasso comprometesse as previsões, os maias incorporaram correções ao sistema. A estratégia permitia recalibrar o calendário periodicamente e preservar sua utilidade ao longo do tempo.

    A combinação dos ciclos e dos ajustes produziu um mecanismo de cálculo que, segundo os estudos mencionados no material, apresentava uma precisão incomum para o período. A estimativa é que praticamente todos os eclipses solares que poderiam ser observados pelos maias entre 350 e 1150 fossem contemplados pelo sistema.

    Imagem do Códice de Dresden – (Reprodução: Wikimedia Commons)
    Imagem do Códice de Dresden – (Reprodução: Wikimedia Commons) — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    A margem de diferença apontada nas análises modernas chega a cerca de uma hora. O desempenho chama a atenção porque o método foi desenvolvido a partir de observações acumuladas e cálculos realizados sem telescópios, computadores ou os conhecimentos da física contemporânea.

    O funcionamento do calendário também revela que o conhecimento não dependia apenas de uma observação isolada. A manutenção do sistema exigia que as informações fossem preservadas e aperfeiçoadas ao longo das gerações, permitindo que as correções continuassem atualizando a contagem do tempo.

    Wagner Edwards é Bacharel em Jornalismo e atua como Analista de SEO e de Conteúdo no Olhar Digital. Possui experiência, também, na redação, edição e produção de textos para notícias e reportagens.

    Códice de Dresden
    Códice de Dresden — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital
    Imagem do Códice de Dresden
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    Códice de Dresden – (Reprodução: Wikimedia Commons)
    Códice de Dresden – (Reprodução: Wikimedia Commons) — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital
    Imagem do Códice de Dresden – (Reprodução: Wikimedia Commons)
    Imagem do Códice de Dresden – (Reprodução: Wikimedia Commons) — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Publicado originalmente por Olhar Digital. Leia a matéria completa em https://olhardigital.com.br/2026/08/11/ciencia-e-espaco/como-os-maias-conseguiram-prever-eclipses-solares-com-precisao-ha-mil-anos/.

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