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    Como identificar gatilhos da ansiedade? Com Dr. Kalil e especialistas

    Especialistas explicam que gatilhos podem ser ambientais ou internos e alertam para os sintomas físicos reais vividos por quem sofre com crises de ansiedade

    CNN Brasil
    30 de agosto de 2026 às 09:00
    Como identificar gatilhos da ansiedade? Com Dr. Kalil e especialistas
    Foto: CNN Brasil

    Os gatilhos que desencadeiam crises de ansiedade podem ter origem tanto no ambiente externo quanto nas próprias sensações internas do indivíduo. É o que explicam Maria Alice Fontes, neuropsicóloga, e Márcio Bernik, chefe do ambulatório de ansiedade do HCFMUS e especialista em transtornos de ansiedade, em entrevista ao CNN Sinais Vitais .

    Segundo Bernik, uma crise de ansiedade compartilha características físicas semelhantes às de um esforço físico intenso, como correr 400 metros rasos. "A diferença na crise de ansiedade é que vem com a emoção da ansiedade, com o humor ansioso, que é essa sensação de tragédia iminente", explicou.

    Bernik destacou que esse estado pode gerar um condicionamento negativo, chamado de condicionamento aversivo, em relação às próprias sensações corporais de excitação. Como consequência, é comum que pacientes com síndrome do pânico passem a evitar atividades físicas, filmes emocionantes ou até mesmo a vida sexual, pelo receio de que essas experiências possam desencadear uma nova crise.

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    "Síndrome de domingo à noite": psiquiatra comenta ansiedade pré-segunda — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    "A questão da esquiva fóbica na tentativa de garantir a segurança de que não vou ter uma crise acaba causando mais males para a pessoa do que a própria crise em si", afirmou.

    Maria Alice Fontes explicou que os gatilhos podem ser de natureza interna ou ambiental. Um exemplo de gatilho interno seria sentir as mãos trêmulas e interpretar essa sensação como sinal de que algo ruim está prestes a acontecer. Já um gatilho ambiental pode ser algo aparentemente banal, como ver um gato preto passando na frente.

    "A terapia voltada para o controle da regulação emocional tem que fazer com que a pessoa aguente, porque na hora que ela aguenta um pouquinho aquela sensação de desconforto, ela vai se habituando e percebendo que não é nada grave", disse a neuropsicóloga.

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    Ansiedade climática: psiquiatras explicam o tema com Dr. Kalil — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Fontes também ressaltou a importância de reconhecer que os sintomas da ansiedade são físicos e concretos, e não fruto de imaginação. "Muita gente diz que a pessoa está ansiosa e que isso não é nada, que é coisa da sua cabeça. Na verdade, não: ela sente um desconforto que pode ter taquicardia, sudorese. Então não é que ela está inventando alguma coisa", afirmou.

    Bernik reforçou o argumento com uma analogia: assim como ninguém questiona o sofrimento de alguém com febre alta e manchas visíveis no corpo, o mesmo respeito deveria ser aplicado a quem passa mal ao tentar entrar no metrô, por exemplo. "O pessoal fala que também não gosta do metrô cheio, mas não entende a magnitude, a dimensão do problema", concluiu.

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    Por que ficamos irritados ao sentir fome? Estudo investiga motivos — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
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    Ansiedade climática: psiquiatras explicam o tema com Dr. Kalil — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
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    Por que ficamos irritados ao sentir fome? Estudo investiga motivos — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
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    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/saude/como-identificar-gatilhos-da-ansiedade-com-dr-kalil-e-especialistas/.

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