Brasil

    Como gibis e brincadeiras ajudam crianças a compreender o câncer e enfrentar o tratamento

    Projeto Dodói utiliza gibis, jogos e brincadeiras para ajudar crianças a compreenderem o tratamento contra o câncer. Globo/ Reprodução Enfrentar o câncer na infância é um desafio enorme. Mas, com acolhimento, informação e brincadeiras, crianças e famílias conseguem compreender melhor a doença e manter a esperança durante o tratamento. É essa a proposta do Projeto Dodói, apoiado pelo Criança Esperança. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Luísa Spíndola, de 12 anos, é fã dos Beatles, gosta de desenhar o sol e atribui um significado especial à palavra esperança. “E

    G1
    13 de outubro de 2026 às 00:37
    Como gibis e brincadeiras ajudam crianças a compreender o câncer e enfrentar o tratamento
    Foto: G1

    Projeto Dodói utiliza gibis, jogos e brincadeiras para ajudar crianças a compreenderem o tratamento contra o câncer. — Foto: Globo/ Reprodução

    Enfrentar o câncer na infância é um desafio enorme. Mas, com acolhimento, informação e brincadeiras, crianças e famílias conseguem compreender melhor a doença e manter a esperança durante o tratamento. É essa a proposta do Projeto Dodói, apoiado pelo Criança Esperança.

    📱 Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia

    Luísa Spíndola, de 12 anos, é fã dos Beatles, gosta de desenhar o sol e atribui um significado especial à palavra esperança.

    “Esperança é otimismo. Acreditar que vai conseguir vencer algo ruim".

    A definição vem de quem enfrentou um longo tratamento contra uma leucemia linfoide aguda. O diagnóstico foi recebido quando ela tinha apenas quatro anos e representou um enorme desafio para toda a família.

    “Eu tive um pouco de dificuldade de falar pra Luiza o que que ela estava vivenciando e o que que ela iria passar, né? Porque eu não poderia simplesmente pegar minha filha e começar a fazer um tratamento tão longo e não contar nada pra ela”, conta a mãe, Vanessa Spíndola, psicóloga.

    A ajuda veio por meio do tratamento oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e também das histórias em quadrinhos. Personagens da Turma da Mônica passaram a acompanhar Luísa durante a jornada contra a doença.

    "Quando alguém da família está com câncer, precisa de um tratamento especial", lê Luísa em uma das revistas distribuídas pelo projeto.

    Criado há 21 anos, o Projeto Dodói busca apoiar crianças que enfrentam doenças graves , ajudando-as a compreender o tratamento, superar medos e acreditar na recuperação.

    A iniciativa já atendeu 12 mil crianças em 52 hospitais do Brasil. O projeto conta com 40 funcionários e 600 voluntários, que oferecem treinamento para equipes de saúde, apoio às famílias e distribuem kits com gibis, jogos e materiais educativos protagonizados por personagens como Mônica e Cebolinha.

    "É muito emocionante, sabe, você escutar essas histórias, você ver o kit na prática transformando a realidade dura dos hospitais”, afirma Dina Steagall, diretora institucional da Abrale (Associação Brasileira de Câncer do Sangue).

    Além do acolhimento emocional, o material também auxilia no acompanhamento médico.

    Em uma consulta, uma médica utiliza uma tabela ilustrada para que a paciente identifique o nível de dor que está sentindo.

    “Qual é a carinha que você acha que você tá agora.”

    “Eu tô com essa daqui, dor de leve”, responde a paciente.

    “Dor leve? Que bom, sinal que tá melhorando o remedinho, né?”, diz a médica Silvia.

    A tabela ajuda a medir a intensidade da dor, enquanto as histórias em quadrinhos auxiliam as crianças a compreenderem a doença.

    "A outra amiguinha dela estava com leucemia e explica, né, sobre a doença. Já li bastante dos livrinhos dela", conta Ana Júlia, de 10 anos.

    Questionada se entendeu o conteúdo, ela responde: "Entendi tudo".

    Ana Júlia também já faz planos para depois do tratamento.

    "Eu só vou querer um cachorro-quente na minha frente, assim, porque o tratamento todo eu passei vontade de um cachorro-quente".

    No Hospital Darcy Vargas, em São Paulo, a brincadeira também se tornou uma ferramenta importante para reduzir o medo dos procedimentos médicos.

    Nas mãos da menina, o boneco do Cebolinha virou o “Carecão”, companheiro na luta contra a leucemia. Com a ajuda do boneco, a enfermeira explica as picadas e procedimentos médicos pelos quais ela precisa passar.

    “Tá. Eu quero ir pra casa, eu quero ir pra casa logo.”

    A mãe se emociona ao falar sobre o futuro da filha.

    "Então o que a gente não pode perder é a esperança (...) que ela vá logo pra casa, como ela quer".

    GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional

    Leão XIV será operado após nódulo no pulmão; entenda procedimento e como fica comando da Igreja

    Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2026/10/12/criancas-cancer-tratamento.ghtml.

    Compartilhe

    Espalhe essa notícia

    Comentários(0)