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    Como funcionam os “adesivos de espinha”, febre entre a Geração Z

    Especialistas alertam que itens são coadjuvantes no tratamento e não substituem a consulta com dermatologista

    CNN Brasil
    12 de agosto de 2026 às 16:59
    Como funcionam os “adesivos de espinha”, febre entre a Geração Z
    Foto: CNN Brasil

    Corações, estrelas, flores e até cerejas. O que antes era motivo de desconforto e pressa para esconder sob camadas de maquiagem, hoje virou um acessório de autocuidado entre os jovens .

    Os chamados acne patches (ou adesivos de espinha) tornaram-se uma verdadeira febre entre os jovens das gerações Z e Alpha, que assumiram o tratamento de suas imperfeições cutâneas de maneira colorida.

    Mas afinal, como essas pequenas películas funcionam, e o que dizem os especialistas sobre essa tendência de cuidados com a pele?

    O casal Hailey e Justin Bieber lançaram uma linha de “acne patches” • Reprodução/Redes Sociais/@rhode · • Reprodução/Redes Sociais/@rhode
    O casal Hailey e Justin Bieber lançaram uma linha de “acne patches” • Reprodução/Redes Sociais/@rhode · • Reprodução/Redes Sociais/@rhode — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Os adesivos mais comuns e tradicionais no mercado são compostos de hidrocolóide .

    “Eles ajudam a secar a lesão que já existe porque criam um ambiente que fica ali fechadinho, facilitando a cicatrização e também ajudando o paciente a não manipular as lesões”, explica Alessandra Romiti , médica dermatologista e assessora do Departamento de Cosmiatria da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia) .

    Ao isolar a espinha, o curativo desempenha múltiplas funções protetoras e restauradoras:

    Skincare infantil: especialistas alertam para riscos e cuidados
    Skincare infantil: especialistas alertam para riscos e cuidados — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    De acordo com Romiti, esses adesivos funcionam melhor em acnes mais inflamatórias , como quando há uma “bolinha de pus” ou quando a lesão está com “casquinha”, ajudando na cicatrização.

    A analista financeira Bianca Bartalini é uma das consumidoras que aderiu à novidade após conhecê-la pelas redes sociais.

    Em depoimento à CNN Brasil , Bianca relatou uma mudança nítida na sua rotina. “Senti bastante diferença durante o uso, principalmente pela agilidade em que seca a acne, reduz a vermelhidão e melhora a aparência na pele”, afirma.

    Problemas de pele afetam crianças que usam tecnologias para tratar diabetes
    Problemas de pele afetam crianças que usam tecnologias para tratar diabetes — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Atualmente, Bianca utiliza os adesivos sempre que nota alguma acne inflamada ou com a “pontinha branca”. Antes de descobrir a novidade, a alternativa era prejudicial. “Antes do adesivo eu não usava nada, eu estourava” .

    O hábito de espremer ou “cutucar” as lesões é desaconselhado pela SBD. A manipulação incorreta pode causar infecção secundária, inflamação mais profunda e o surgimento de cicatrizes que são muito difíceis de corrigir na idade adulta.

    Com o crescimento do mercado, surgiram variações de adesivos que contêm princípios ativos em sua fórmula, como o ácido salicílico ou a niacinamida, prometendo tratar a lesão localmente. No entanto, a escolha exige atenção.

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    Sobre isso, a médica pontua que os adesivos de hidrocolóide puro funcionam de forma semelhante aos curativos usados para cicatrizar feridas comuns, apresentando um risco muito menor de irritação.

    Por esse motivo, a recomendação da SBD é evitar adesivos que contenham ácido salicílico, pois eles podem machucar a pele.

    Apesar dos benefícios, os especialistas alertam que os adesivos não tratam a causa da acne e não substituem o acompanhamento médico.

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    Veja 5 ativos do skincare que estão ganhando espaço no universo capilar — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    A acne é uma doença inflamatória crônica das glândulas sebáceas e dos folículos pilossebáceos, altamente influenciada por hormônios e fatores genéticos.

    “Eles não fazem o tratamento da causa da acne , que precisa ser investigada e tratada por um dermatologista. Eles são apenas uma ferramenta a mais, um coadjuvante para ajudar a secar a lesão já instalada”, adverte Romiti.

    Dessa forma, o adesivo pode ser suficiente para quem tem apenas uma espinha isolada ocasionalmente.

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    Problemas de pele afetam crianças que usam tecnologias para tratar diabetes — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    No entanto, para pacientes com quadros recorrentes, o tratamento requer uma avaliação especializada para determinar o uso de medicamentos locais ou orais específicos.

    Para quem deseja incorporar os adesivos à rotina de forma segura, a SBD recomenda os seguintes cuidados:

    Em casos de acne persistente, o caminho correto é sempre consultar um médico dermatologista para obter um diagnóstico e plano de tratamento adequados.

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    Skincare infantil: especialistas alertam para riscos e cuidados — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

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    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/saude/como-funcionam-os-adesivos-de-espinha-febre-entre-a-geracao-z/.

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