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    Como funciona a expatriação, que permite trabalhar fora sem trocar de emprego

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    Folha de S.Paulo
    28 de setembro de 2026 às 21:59
    Como funciona a expatriação, que permite trabalhar fora sem trocar de emprego
    Vista pela janela de um avião mostra a asa vermelha e branca contra céu azul com nuvens brancas. Parte do assento preto está visível à direita. — Foto: Folha de S.Paulo

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    Escolher uma multinacional para trabalhar é o primeiro passo para um intercâmbio de expatriação - Catarina Pignato/Folhapress · Catarina Pignato/Folhapress
    Escolher uma multinacional para trabalhar é o primeiro passo para um intercâmbio de expatriação - Catarina Pignato/Folhapress · Catarina Pignato/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Informações semanais sobre mercado de trabalho e dicas para universitários e recém-formados alavancarem sua vida profissional

    Quem nunca pensou em trabalhar fora do país, que atire o primeiro passaporte. Há empresas que facilitam a transformação desse devaneio em plano de carreira. O caminho para uma oportunidade no exterior, no entanto, pode ser longo e concorrido.

    Na edição de hoje, explico o que é expatriação e o que a empresa espera (e oferece) a quem quer tentar.

    Confira as últimas edições da newsletter Folha Carreiras
    Confira as últimas edições da newsletter Folha Carreiras — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Multinacionais de vários setores —automobilístico (Volkswagen, Nissan, Benteler), tecnologia (Google, IBM, Accenture, Microsoft, Amazon, Meta), bens de consumo (Unilever, Ambev), consultorias (PwC, Deloitte), farmacêuticas (Bayer) e financeiras (J.P. Morgan, BNP Paribas, Bank of America, Goldman Sachs), entre outros— realizam algum tipo de mobilidade de colaboradores entre países em que atuam.

    Para mostrar como processos de mobilidade internacional acontecem dentro de uma multinacional de grande porte, conversei com Izabel Azevedo, diretora de talento e cultura da Nestlé , e com Leonardo Tauil, que será expatriado pela empresa para a Suíça .

    Mala na mão. Expatriação é o processo de transferência de um funcionário para trabalhar em outro país, dentro da mesma companhia.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    É comum em empresas multinacionais, isto é, com escritórios e bases ao redor do mundo. Por isso, a dica número um para quem busca oportunidades do tipo é se alocar em uma empresa que esteja presente em diferentes lugares.

    Segundo Azevedo, a Nestlé tem cerca de 90 movimentações internacionais e mais de 60 expatriados brasileiros. Ela descreve três modalidades oferecidas lá:

    Quem ganha? Para o RH, diz Azevedo, o ganho é de mão dupla —a empresa não está te mandando para fora do país porque ela é boazinha e quer ver você realizar seus sonhos.

    A psicóloga Wendy Rhoades (Maggie Siff), personagem da série Billions
    A psicóloga Wendy Rhoades (Maggie Siff), personagem da série Billions — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Cara-crachá. A executiva de RH afirma não haver um perfil único de funcionário que costuma ser escolhido para esse tipo de oportunidade. A empresa prioriza os talentos que deseja exportar, e todas as expatriações são validadas internamente, porque a volta faz parte do plano.

    Ela destaca, no entanto, que o desempenho é um elemento muito importante na escolha.

    Para ser considerado para uma vaga no exterior, é necessário estar entregando bem na posição atual —lembre-se: você será uma vitrine do que está acontecendo na empresa aqui para os colaboradores de fora. Ninguém quer passar uma má impressão, certo?

    Para chegar lá. Os conselhos dos entrevistados:

    Rede de proteção. Para quem sonha com a expatriação, uma boa ideia é procurar empresas que oferecem suporte ao colaborador enviado para outra unidade.

    Entre os benefícios oferecidos pela multinacional suíça, a diretora lista treinamentos multiculturais, ajuda com escola dos filhos e idioma, empresas especializadas em visto e mudança, auxílio-moradia e auxílio-escola.

    Na modalidade "dual career" —assunto já abordado em outra edição da Folha Carreiras , a qual você encontra aqui —, se o cônjuge quiser trabalhar no novo país, a empresa ajuda na realocação.

    Antes de sonhar com uma vaga fora, pergunte ao RH da sua empresa o que a companhia oferece.

    Veja o que está acontecendo no mundo corporativo

    O Escolaí Mentoria, nova iniciativa da Fundação Otacílio Coser, oferece formação de três meses a 100 estudantes do Ensino Médio de oito escolas públicas de São Bernardo do Campo, São Caetano e Diadema (SP). O programa conecta os jovens a profissionais voluntários do mercado de trabalho e usa a metodologia Formare Mentoria, criada pela Fundação Iochpe, que dá o apoio técnico.

    Até outubro, os alunos cumprem 12 horas de trilha autoinstrucional em plataforma interativa e participam de quatro encontros on-line de mentoria. No fim, visitam pessoalmente os mentores. No final, cada estudante produz um portfólio digital com planejamento de vida e trabalho de curto, médio e longo prazo.

    O Escolaí Mentoria integra o Programa Escolaí, que apoia jovens de escolas públicas na construção de projetos de vida e no desenvolvimento de habilidades para o mercado de trabalho. Segundo a Fundação Otacílio Coser, a mentoria amplia o alcance do programa ao aproximar estudantes em situação de vulnerabilidade social de profissionais que podem orientar suas escolhas.

    Os mentores vêm de duas empresas parceiras. A Tegma participa com 33 colaboradores das áreas de Tecnologia da Informação, Marketing, Operações, Logística, Financeiro, Jurídico, Sustentabilidade, Gestão de Pessoas e Auditoria.

    Dicas que podem te ajudar a conquistar as vagas que você quer

    A Unilever —dona de marcas como Omo, Dove e Rexona— abriu as inscrições para seu programa de trainee executivo. O processo oferece 10 vagas divididas entre São Paulo (SP), Louveira (SP) e Suape (PE), e receberá candidaturas até o dia 14 de outubro a partir deste link. O programa oferece remuneração de R$ 17 mil e contempla áreas como comercial, desenvolvimento de negócios, marketing, trade marketing, finanças e cadeia de suprimentos. Entre os pré-requisitos para a participação estão formação entre 2019 e 2025, inglês avançado, mobilidade para mudança e experiência na área de atuação.

    A PepsiCo —dona de marcas como Doritos, Gatorade e Pepsi— abriu as inscrições para seu programa de trainee. Há vagas nos setores de vendas, operações, finanças e pessoas. As oportunidades exigem presença no escritório em São Paulo na primeira fase, mas é necessário ter disponibilidade para mobilidade nacional ao fim do programa. O salário é de R$ 10 mil. Podem se candidatar pessoas com graduação, tecnólogo ou licenciatura concluídos em período igual ou anterior a dezembro de 2022, sem exigência de cursos específicos. As inscrições ficam abertas até 21 de outubro por meio deste site.

    A Vibra, do setor de distribuição de combustíveis, lançou seu programa de trainee. São 20 vagas para o Rio de Janeiro, com duração de 18 meses. A jornada é voltada a graduados formados entre dezembro de 2023 e dezembro de 2026, além de estagiários internos com conclusão de curso prevista até dezembro de 2026. O salário inicial é de R$ 8.500,00, mas pode receber bônus variável equivalente a dois salários, atrelado às metas do programa. As inscrições vão até 21 de outubro a partir deste link.

    A Sabesp abriu inscrições para 2ª edição de seu programa de trainee. São 20 vagas destinadas a profissionais de todas as áreas de formação, desde que tenham concluído cursos tecnólogos ou bacharelado de 2022 a dezembro de 2026. O salário é de R$ 9 mil. As inscrições ficam abertas neste site até 26 de outubro.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/sobretudo/carreiras/2026/09/como-funciona-a-expatriacao-que-permite-trabalhar-fora-sem-trocar-de-emprego.shtml.

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    Escolher uma multinacional para trabalhar é o primeiro passo para um intercâmbio de expatriação - Catarina Pignato/Folhapress · Catarina Pignato/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo

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