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    Como fica o Brasil na globalização sem os EUA e com a China

    [RESUMO] Diante de uma globalização esgarçada, da qual os EUA tentam se retirar e a China é parte cada vez mais relevante, incertezas enfraquecem os países do Mercosul, que precisam do bloco para se distanciar do fogo cruzado entre as duas potências. O acordo bilateral entre os EUA e a Argentina fere os princípios do bloco sul-americano, ao mesmo tempo em que o governo Trump eleva tarifas de produtos do Brasil. Riscos ao Mercosul deveriam ser pauta na campanha eleitoral, ainda que o resultado do pleito não mude o quadro sombrio gerado pelas ações coercitivas dos EUA na região. Leia mais (08/15

    Folha de S.Paulo
    15 de agosto de 2026 às 13:00
    Como fica o Brasil na globalização sem os EUA e com a China
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    Lula cumprimenta o presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim, durante visita oficial do governo brasileiro à China Tingshu Wang - 13.mai.25/AFP - Tingshu Wang - 13.mai.25/AFP · Tingshu Wang - 13.mai.25/AFP
    Lula cumprimenta o presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim, durante visita oficial do governo brasileiro à China Tingshu Wang - 13.mai.25/AFP - Tingshu Wang - 13.mai.25/AFP · Tingshu Wang - 13.mai.25/AFP — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Pesquisadora sênior do Peterson Institute for International Economics e conselheira internacional do Cebri (Centro Brasileiro de Relações Internacionais)

    Fundador do Urbem (Instituto de Urbanismo e Estudos para a Metrópole) e conselheiro do Cebri (Centro Brasileiro de Relações Internacionais)

    [RESUMO] Diante de uma globalização esgarçada, da qual os EUA tentam se retirar e a China é parte cada vez mais relevante, incertezas enfraquecem os países do Mercosul, que precisam do bloco para se distanciar do fogo cruzado entre as duas potências. O acordo bilateral entre os EUA e a Argentina fere os princípios do bloco sul-americano, ao mesmo tempo em que o governo Trump eleva tarifas de produtos do Brasil. Riscos ao Mercosul deveriam ser pauta na campanha eleitoral, ainda que o resultado do pleito não mude o quadro sombrio gerado pelas ações coercitivas dos EUA na região.

    Cronologia das negociações do acordo entre Mercosul e UE
    Cronologia das negociações do acordo entre Mercosul e UE — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Há tempos, parte do debate público vem proclamando o fim da globalização . A tese se ampara em um punhado de inferências: por exemplo, as cadeias produtivas voltariam para casa, o protecionismo seria duradouro, a segurança nacional teria aposentado o cálculo econômico e as grandes potências reorganizariam suas relações segundo critérios geopolíticos.

    O diagnóstico é correto, mas o atestado de óbito é prematuro.

    O mundo continua interessado na globalização, como revela a proliferação de acordos comerciais desde que os Estados Unidos decidiram promover uma desglobalização seletiva. Tarifas, sanções, controles tecnológicos, restrições a investimentos e, sobretudo, o conflito com a China vêm mudando a natureza das relações do país com o resto do mundo.

    UE aprova acordo comercial com Mercosul após 25 anos
    UE aprova acordo comercial com Mercosul após 25 anos — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    As ações dos EUA, ainda que reveladoras de um ímpeto isolacionista, não eliminarão a importância do país no mundo. Permanecerão relevantes para as finanças internacionais, para o desenvolvimento tecnológico e para o investimento.

    No entanto, a abertura do pós-guerra está se esgarçando, cedendo lugar a uma política discriminatória que subordina os instrumentos econômicos a outros objetivos. Enquanto isso, boa parte do planeta começa a se reorganizar em torno de uma globalização cada vez menos centrada nos Estados Unidos.

    Eis o paradoxo do nosso tempo: a China torna-se cada vez mais indispensável ao funcionamento material da economia mundial no exato momento em que os Estados Unidos rompem a ordem que criaram. Em escala global, o movimento é conhecido por vários nomes: friend-shoring, segurança econômica, redução de riscos e proteção de cadeias estratégicas.

    Rivalidade entre EUA e China chega aos céus da América do Sul
    Rivalidade entre EUA e China chega aos céus da América do Sul — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Nas Américas, assim como na Ásia, a geografia voltou a ditar o alinhamento entre os países. A crise atual do Mercosul é o exemplo mais nítido dessa tendência, a julgar por como escolhas políticas internas, incentivos econômicos e instrumentos externos de coerção empurram os países da região para inserções internacionais distintas.

    O Mercosul foi criado em 1991, quando Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai assinaram o Tratado de Assunção. A imperfeita união aduaneira conviveu com exceções tarifárias, com o regime automobilístico enquadrado fora de seu escopo e com as crises recorrentes no Brasil e na Argentina.

    Ainda assim, fez duas coisas muito importantes: ampliou o comércio regional e criou um núcleo industrial integrado que atravessou mais de três décadas de turbulência. Hoje, com a Bolívia em processo de incorporação às normas do bloco, esse espaço está sendo ampliado.

    Lula e Trump na Casa Branca
    Lula e Trump na Casa Branca — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O que temos diante de nós não é mais uma disputa comercial entre Brasil e Argentina, gênero de que a história do bloco está cheia, mas algo novo.

    Trata-se da possibilidade de duas inserções internacionais distintas dentro de uma mesma união aduaneira, com a Argentina mais alinhada aos EUA e o Brasil, por ora, tentando não se alinhar a ninguém. Isso põe em xeque a própria arquitetura do Mercosul.

    No último ano, a Argentina de Javier Milei aproximou-se dos EUA de Donald Trump mais do que qualquer outro governo sul-americano. Em outubro de 2025, em meio à escassez de dólares, o Tesouro americano abriu-lhe uma linha de estabilização cambial de US$ 20 bilhões.

    Na imagem, dois homens estão se cumprimentando com um aperto de mão. Ao fundo, há bandeiras do Brasil e da China. O ambiente parece ser uma sala de reuniões formal, com uma mesa à frente e flores decorativas. O homem à esquerda está vestind
    Na imagem, dois homens estão se cumprimentando com um aperto de mão. Ao fundo, há bandeiras do Brasil e da China. O ambiente parece ser uma sala de reuniões formal, com uma mesa à frente e flores decorativas. O homem à esquerda está vestind — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Em fevereiro de 2026, os dois países assinaram o Acordo de Comércio e Investimento Recíproco, no qual os EUA eliminaram os tributos sobre 1.675 linhas tarifárias argentinas e quintuplicaram a cota de importação de carne bovina.

    Em contrapartida, a Argentina concedeu acesso preferencial a um amplo conjunto de produtos americanos e comprometeu-se a priorizar os EUA como parceiro na produção de cobre, lítio e outros minerais críticos, em detrimento do Brasil, que não é mencionado no documento.

    O acordo bilateral argentino afeta diretamente o funcionamento do Mercosul. Afinal, uma união aduaneira funciona porque seus membros aplicam uma tarifa externa comum, o que significa que a mercadoria importada por um país circula pelos demais sem que seja necessário reconstruir controles nas fronteiras internas.

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    Quando um produto americano entra no Mercosul pela Argentina, que agora pratica tarifas preferenciais, ele pode chegar ao Brasil sem recolher os tributos que nós aplicaríamos diretamente, o que fere o princípio da tarifa comum que governa o bloco. Para preservá-la, seria preciso voltar a verificar origem e documentação no comércio intrabloco. Não à toa, o Brasil registrou objeção formal ao acordo em março.

    Enquanto os EUA tratam a Argentina com leniência, o Brasil passa por processo inverso. As tarifas americanas aplicadas a nosso país foram explicitamente associadas à política doméstica brasileira e ao julgamento de Jair Bolsonaro em 2025.

    Depois que a Suprema Corte americana derrubou, em fevereiro, o fundamento legal do primeiro tarifaço, o governo Trump reconstruiu a medida. A investigação aberta em julho de 2025, amparada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, resultou na imposição de uma tarifa adicional de 25% sobre as exportações brasileiras.

    SÃO PAULO / SP / BRASIL -11 /7/25 - Retrato da professora titular de Teoria Social do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp,  Walquíria Domingues Leão Rego. A professora lança o livro
    SÃO PAULO / SP / BRASIL -11 /7/25 - Retrato da professora titular de Teoria Social do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp, Walquíria Domingues Leão Rego. A professora lança o livro — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O problema vai além das tarifas. Em 2000, por decisão do Conselho do Mercado Comum, os países do Mercosul assumiram o compromisso de negociar acordos comerciais em bloco.

    A regra sempre foi alvo de controvérsias; não à toa, a Argentina hoje a contesta. Mas a lógica é incontestável, pois a negociação em bloco amplia o poder de barganha de todos de um modo que as relações bilaterais não alcançam. Nesse sentido, o Mercosul é uma infraestrutura de autonomia.

    Em um mundo em que o acesso ao mercado americano é condicionado, diversificar as relações torna-se uma política de segurança econômica interna.

    O acordo entre Mercosul e União Europeia, assinado em janeiro, entrou em vigor provisório em 1º de maio deste ano . O acordo com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) foi assinado em setembro de 2025. Há ainda negociações e conversas com outros parceiros. Iniciativas bilaterais impactam diretamente a capacidade de avançar nessas tratativas.

    A economia mundial, nos próximos anos, deverá evoluir para uma descentralização maior, com a formação de redes comerciais e tecnológicas parcialmente sobrepostas.

    A China ocupará um espaço crescente nas cadeias produtivas globais, enquanto os Estados Unidos continuarão, por algum tempo, a sacrificar a abertura econômica em nome de objetivos estratégicos. Com a erosão relativa da primazia norte-americana e a expansão da China, os EUA estarão cada vez mais dispostos a usar instrumentos de integração como mecanismos de coerção.

    Para a América Latina, as implicações dessas mudanças são graves. Ao longo das últimas décadas, os países da região puderam expandir suas relações econômicas com a China sem romper com os Estados Unidos.

    O Brasil foi dos exemplos mais bem-sucedidos dessa estratégia: a China tornou-se seu principal parceiro comercial, enquanto os EUA permaneceram essenciais em áreas como investimento, tecnologia, finanças, serviços.

    A capacidade de se relacionar simultaneamente com os dois polos constitui uma das bases materiais da autonomia brasileira. Nenhuma grande potência deveria arrogar-se o direito de definir quais relações econômicas um outro país pode ou não manter.

    Um episódio recente na Argentina dá concretude ao argumento e mostra que a compressão desse espaço de manobra alcança até mesmo governos que fizeram do alinhamento uma profissão de fé.

    A Calf, cooperativa de eletricidade e serviços públicos da província de Neuquén, na Argentina, desenvolve a rede de fibra óptica Calfibra. Em abril, seus dirigentes acertaram com a Huawei, na China, a construção de um data center regional e a compra de equipamentos.

    Em julho, o gerente de tecnologia da cooperativa começou a receber mensagens de WhatsApp de um adido da embaixada americana advertindo que os EUA poderiam restringir ou revogar vistos de dirigentes da Calf que expandissem as operações da Huawei . A ameaça atingiria 18 integrantes de seus órgãos de direção.

    A cooperativa pediu que a preocupação lhe fosse apresentada com fundamento técnico. Em vez disso, recebeu do embaixador Peter Lamelas a confirmação de que as mensagens refletiam a política americana, acompanhada da solícita oferta de ajuda para substituir a Huawei por fornecedores dos EUA.

    Lamelas enquadrou o caso como uma questão de segurança nacional, o que levou a embaixada chinesa a denunciar interferência na soberania argentina. A Calf respondeu, enfatizando que compraria tecnologia para prestar melhores serviços aos seus clientes, não para tomar partido no fogo cruzado entre a China e os Estados Unidos.

    O mais revelador do episódio são as distorções que expõe: uma decisão comercial de uma cooperativa provincial vira objeto de pressão estrangeira, e uma prerrogativa soberana dos EUA, o controle de vistos, vira instrumento de influência.

    Que isso tenha ocorrido justamente na Argentina de Milei torna o caso ainda mais instrutivo. Na rivalidade EUA-China, a pressão pode atingir empresas, tecnologias, sistemas de pagamento, fluxos financeiros, investimentos e transações com terceiros países.

    Por isso, a hipótese de uma nova regionalização coercitiva das Américas precisa ser levada a sério. Ela não assumirá necessariamente a forma das antigas zonas coloniais de influência nem deverá ser formalizada por tratados.

    A reorganização regional poderá nascer simplesmente da instrumentalização de diversas medidas, incluindo tarifas, sanções, restrições tecnológicas, financiamento preferencial a aliados e ameaça de punição a governos, empresas ou indivíduos que mantenham relações consideradas contrárias aos interesses dos Estados Unidos.

    O resultado seria uma esfera econômica definida pela capacidade dos EUA de impor custos a quem tentasse dela escapar. Portanto, corremos o risco de enfrentar um sistema global ao mesmo tempo mais integrado e mais opressor.

    Diante disso, no Brasil surge a possibilidade de uma "venezuelização" às avessas. Não nos referimos à venezuelização, invocada no debate político doméstico, como sinônimo de uma suposta transição socialista, mas a que ocorre quando uma potência hegemônica passa a empregar coerção econômica ou militar para limitar o espaço de decisão soberana de um país.

    "Venezuelização", tal qual empregada aqui, refere-se à possibilidade de os Estados Unidos passarem a impor ao Brasil suas preferências por meio de instrumentos de coerção econômica (ou mesmo militar), como vêm fazendo em relação à Venezuela desde a queda de Nicolás Maduro .

    No cenário mais agudo, o Brasil poderia ser confrontado com exigências sucessivas, como limitações aos investimentos chineses, restrição ao acesso a tecnologias (como a escolha do futuro padrão 6G), abandono de sistemas financeiros ou digitais considerados inconvenientes (como o PIX), entre outras medidas.

    O caso da Calf sugere que esse processo poderia começar apenas por meio de pressões informais, seguidas de tarifas, restrições financeiras e sanções contra empresas. A resposta estratégica não pode consistir em escolher antecipadamente uma potência em detrimento da outra, mas sim em tornar muito custosa qualquer tentativa externa de nos obrigar a escolher.

    É por essa razão que o Mercosul tem hoje uma dimensão muito maior do que a de sua arquitetura tarifária. Um bloco capaz de negociar com Europa, Ásia, América do Norte e outros parceiros amplia o leque de opções do Brasil e dos demais membros. Em contrapartida, um Mercosul enfraquecido faz o contrário.

    A dissolução prática do bloco teria, portanto, uma consequência geopolítica mais séria do que se costuma admitir. O enfraquecimento do Mercosul aproximaria a América do Sul de uma configuração em que cada país teria de negociar isoladamente com os EUA e a China, e os países isolados resistem menos à coerção do que um bloco parcialmente unido.

    As eleições brasileiras deixam claro o que está em jogo. Em julho, o candidato Flávio Bolsonaro (PL) encaminhou ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos um documento contra as novas tarifas e declarou que o Brasil deve "libertar-se das amarras do Mercosul" , que supostamente teriam impedido governos anteriores de negociar diretamente com os EUA.

    Flávio citou o caminho da Argentina de Milei como precedente a ser examinado. Uma vitória dessa candidatura poderia levar o Brasil e a Argentina a quererem transformar o bloco em uma simples área de livre-comércio, com a consequente redução do poder de barganha coletivo.

    Uma reeleição de Lula manteria a defesa brasileira da união aduaneir a, mas em um ambiente regional e internacional cada vez mais hostil.

    Há, portanto, dois cenários possíveis. No primeiro, a globalização recua e a economia mundial se reorganiza em blocos ou esferas de influência cada vez mais rígidos. Nesse mundo, a capacidade brasileira de manter relações simultâneas com os Estados Unidos e a China seria gradualmente reduzida, até que a inevitável escolha entre um campo e outro se impusesse.

    No segundo, a globalização continuaria de forma mais fragmentada em termos políticos, mais disputada, e progressivamente menos centrada nos Estados Unidos. Nesse mundo, a estratégia brasileira deve ser exatamente a de não escolher antecipadamente um campo, mas construir deliberadamente uma rede de interdependências que preserve nossa capacidade de escolha. O Mercosul é uma das plataformas que permitem ao Brasil fazê-lo.

    Se a Argentina abandonasse a disciplina comercial comum, estaria o Mercosul condenado a desaparecer? Pensamos que não necessariamente. Os membros remanescentes —Brasil, Paraguai, Uruguai e uma Bolívia em processo de incorporação— poderiam preservar um núcleo de negociação com a Europa, a Ásia e outros parceiros.

    Uma eventual saída argentina reduziria a escala e o poder de barganha do bloco e exigiria a adequação jurídica dos acordos já celebrados, mas não eliminaria a lógica estratégica do Mercosul.

    A pergunta para a qual o Brasil precisa urgentemente elaborar uma resposta é: se um membro escolher atrelar sua inserção externa a uma grande potência, devem os demais segui-lo ou preservar entre si uma plataforma para negociar com todas?

    Milei chamou o Mercosul de prisão, e Flávio Bolsonaro usou a metáfora das amarras. O vocabulário é de aprisionamento, alçando a permanência no Mercosul a uma questão de liberdade.

    A sobrevivência do Mercosul é, de fato, uma questão de liberdade, mas não pelos motivos que apontam Milei e Flávio Bolsonaro.

    Em um mundo marcado por potências que disputam áreas de influência e empregam os instrumentos da interdependência como mecanismos de coerção, certas amarras coletivas podem ser justamente aquilo que amplia a liberdade de cada país.

    Em tempos de Odisseia cinematográfica, não custa lembrar que Ulisses pediu que o amarrassem ao mastro não para renunciar à viagem, mas para completá-la.

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    Lula cumprimenta o presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim, durante visita oficial do governo brasileiro à China Tingshu Wang - 13.mai.25/AFP - Tingshu Wang - 13.mai.25/AFP · Tingshu Wang - 13.mai.25/AFP — Foto: Folha de S.Paulo

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