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    Como escolher um bom vinho de Chianti

    O Chianti é um dos vinhos tintos mais famosos do mundo. São diversos os motivos que transformaram esse vinho num ícone italiano cuja origem se perde nas brumas do tempo. Baste pensar que a videira é cultivada naquelas terras desde o século VI a.C., quando os Etruscos fizeram as primeiras tentativas enológicas. Alta qualidade, diferentes estilos de produção e grande capacidade gastronômicas completam o quadro para explicar o sucesso desse vinho que está entre os mais apreciados pelos brasileiros. Em 5 de setembro, é comemorado o Dia do Chianti (pronuncia-se qui-an-ti) e, para celebrar a data, p

    G1
    5 de setembro de 2026 às 12:30
    Como escolher um bom vinho de Chianti
    Foto: G1

    O Chianti é um dos vinhos tintos mais famosos do mundo. São diversos os motivos que transformaram esse vinho num ícone italiano cuja origem se perde nas brumas do tempo. Baste pensar que a videira é cultivada naquelas terras desde o século VI a.C., quando os Etruscos fizeram as primeiras tentativas enológicas.

    Alta qualidade, diferentes estilos de produção e grande capacidade gastronômicas completam o quadro para explicar o sucesso desse vinho que está entre os mais apreciados pelos brasileiros. Em 5 de setembro, é comemorado o Dia do Chianti (pronuncia-se qui-an-ti ) e, para celebrar a data, preparamos um guia sobre esse vinho tão especial.

    O primeiro passo é observar o rótulo. O nome Chianti identifica uma denominação de origem localizada em Toscana, no coração da Itália. Dentro dessa região demarcada há sete sub-regiões, cada uma com suas características de terroir : Chianti Colli Aretini, Chianti Colli Fiorentini, Chianti Colli Senesi, Chianti Colline Pisane, Chianti Montalbano, Chianti Montespertoli e Chianti Rufina.

    A sub-região onde tudo começou é chamada de Chianti Clássico, uma área histórica de produção, localizada entre as cidades de Florença e Siena. A qualidade desses vinhos é inegável.

    Cerca de 2/3 dos vinhos de Chianti são elaborados fora da área clássica e variam de acordo com o terroir . O Chianti Colli Senesi, oriundo das colinas ao redor de Siena, é famoso por ser carnoso. Para experimentar, sugerimos o Chianti Colli Senesi DOCG Poderi del Paradiso .

    Chianti Colli Senesi DOCG Poderi del Paradiso. — Foto: Divulgação/Porto a Porto.

    Se você quer provar um Chianti pela primeira para entender o estilo desse vinho, escolha um rótulo com a denominação DOCG Chianti, geralmente as mais acessíveis.

    Um bom exemplo é o Corbelli Chianti DOCG que possui aromas de frutas vermelhas, com notas florais e, em boca, tem sabores de frutos vermelhos escuros. É um vinho versátil que combina com vitela, massas com molhos de carne e queijos curados.

    Duas outras dicas para captar o que há de melhor no Chianti Classico são Forte Ambrone Chianti Riserva DOCG , recém-lançado no Brasil; e o Terre Natuzzi Don Giovanni DOCG , vinho sofisticado produzido no vilarejo de Greve, no coração da região.

    É encorpado, com taninos finos, elegante acidez e final saboroso, como um Chianti Classico tem de ser. No nariz, é intenso, com aromas de cerejas maduras, ameixas, notas de baunilha tostada e flores roxas.

    Amadureceu por 9 meses em barris de carvalho para ganhar estrutura e complexidade e é um excelente companheiro para carnes grelhadas, almôndegas ao sugo, massas com trufas e queijos curados.

    Forte Ambrone Chianti Riserva DOCG. — Foto: Divulgação/Porto a Porto.

    A Sangiovese é a variedade protagonista dos Chianti e costuma contribuir para características como acidez marcante, aromas de frutas vermelhas e notas de ervas e especiarias.

    Outras variedades, como as tintas Colorino e Canaiolo, e as brancas Trebbiano Toscano e Malvasia Bianca, podem também entram no blend em pequenas porcentagens para aportar características específicas.

    Apesar de ser um vinho tinto, o Chianti não precisa ser servido em temperatura ambiente elevada. Uma temperatura em torno de 16 °C a 18 °C favorece o equilíbrio entre aromas, acidez e taninos.

    Se a garrafa estiver muito quente, alguns minutos na geladeira podem ajudar. A ideia não é deixar o vinho excessivamente gelado, mas evitar que o calor esconda seus aromas e deixe a percepção alcoólica mais evidente.

    Uma taça para vinhos tintos, com bojo relativamente amplo, é uma boa escolha. O formato permite movimentar o vinho suavemente e favorece o contato com o ar, ajudando a liberar seus aromas.

    É justamente à mesa que o Chianti encontra uma de suas combinações mais naturais. Sua acidez e seus taninos fazem com que o vinho acompanhe bem pratos de sabor mais intenso, como massas com molho de tomate, molhos de carnes, lasanha, pizzas, carnes assadas ou grelhadas, embutidos e queijos.

    Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/pr/parana/especial-publicitario/porto-a-porto/guia-do-vinho-e-da-gastronomia/noticia/2026/09/05/como-escolher-um-bom-vinho-de-chianti.ghtml.

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