Brasil

    Comissão do Senado marca análise da PEC da Segurança Pública para quarta, e Lula explora votação

    Texto amplia o papel da União no enfrentamento ao crime organizado

    UOL
    12 de outubro de 2026 às 15:00
    Comissão do Senado marca análise da PEC da Segurança Pública para quarta, e Lula explora votação
    Homem branco de cabelos grisalhos, vestindo terno azul escuro, camisa clara e gravata azul, sentado em cadeira preta, falando em microfone em ambiente institucional. — Foto: UOL

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    A CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) do Senado deve votar emendas à PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública nesta quarta-feira (14). A proposta amplia as atribuições da União na área para ampliar o combate ao crime organizado.

    O senador Otto Alencar (PSD-BA), presidente da CCJ - Mateus Bonomi - 2.set.26/Folhapress · Mateus Bonomi - 2.set.26/Folhapress
    O senador Otto Alencar (PSD-BA), presidente da CCJ - Mateus Bonomi - 2.set.26/Folhapress · Mateus Bonomi - 2.set.26/Folhapress — Foto: UOL · Fonte: UOL

    O texto-base da proposta foi aprovado em setembro. O presidente Lula (PT) já havia manifestado a intenção de criar um Ministério da Segurança Pública, promessa que não foi cumprida durante o mandato. O mandatário, no entanto, condicionou a nova pasta à aprovação da PEC da Segurança Pública, que estava parada no Senado .

    Se aprovada, a PEC, cujo parecer foi feito pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE), avança para votação no plenário do Senado. A aprovação de uma PEC exige votação em dois turnos em cada Casa após passar pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e por uma comissão especial.

    A comissão é a única com sessão marcada para quarta-feira, mesmo dia em que deve ser votada no Senado a proposta pelo fim da escala 6x1, outra aposta do governo Lula. A CCJ é presidida pelo senador Otto Alencar (PSD-BA), um aliado da gestão petista.

    Flávio Bolsonaro e Lula no segundo turno das eleições 2026
    Flávio Bolsonaro e Lula no segundo turno das eleições 2026 — Foto: UOL · Fonte: UOL

    "Na hora que for aprovada a PEC da segurança Nós vamos criar o Ministério da Segurança Pública e nós vamos poder então definir qual será o papel da participação do governo federal em segurança pública ", afirmou Lula nesta segunda-feira (12), após participar de missa pelo dia de Nossa Senhora Aparecida .

    "A gente vai ser muito duro com isso, eles vão ter muita dificuldade agora", disse ainda. "Para o povo trabalhador a gente quer tranquilidade, a gente quer paz, a gente quer proteção. Para o território, a gente quer paz, a gente quer proteção. Agora, para os bandidos, a gente quer prisão. E aí vai ser um jogo muito pesado, porque o governo vai derrotar o crime organizado e libertar o território brasileiro."

    O tom adotado por Lula nesta segunda faz parte da tentativa de endurecer o discurso sobre segurança pública neste momento da corrida eleitoral, após sair atrás no resultado do primeiro turno da eleição. O petista já havia anunciado que o novo lema de sua campanha para área da segurança seria: 'Para o povo trabalhador, proteção; para bandido, a prisão'.

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    Foto: UOL · Fonte: UOL

    A campanha também tem explorado a segurança pública nas redes sociais e no site do candidato, onde compara as propostas dos dois presidenciáveis. O petista tem apontado que algumas medidas defendidas por Flávio Bolsonaro (PL) já foram adotadas pelo atual governo.

    Na terça-feira passada, Flávio prometeu aumentar as penas para chefes de organizações criminosas e defendeu maior rigor no combate ao crime. O candidato do PL também aposta na redução da maioridade penal como proposta para a segurança.

    A campanha de Lula rebate a proposta ao afirmar que o endurecimento das penas para líderes de facções já foi aprovado durante a atual gestão com a aprovação da Lei Antifacção, que estabelece penas de 20 a 40 anos de prisão para chefes de organizações criminosas.

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    mapa da apuração 2024 - brasil - normal — Foto: UOL · Fonte: UOL

    O petista também comentou sobre o fim da jornada 6x1, uma das principais agendas da campanha do petista que também tramita no Congresso.

    "É um momento muito importante pro Brasil porque depois de décadas e décadas de uma jornada de trabalho insuportável, sobretudo para as mulheres, que quando chega no dia de descanso dela, ela trabalha mais", disse.

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/10/comissao-do-senado-marca-analise-da-pec-da-seguranca-publica-para-quarta-e-lula-explora-votacao.shtml.

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    O senador Otto Alencar (PSD-BA), presidente da CCJ - Mateus Bonomi - 2.set.26/Folhapress · Mateus Bonomi - 2.set.26/Folhapress — Foto: UOL

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