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    Comissão do Senado aprova texto-base da PEC da Segurança sem financiamento de bets

    Texto precisa passar em dois turnos no plenário do Senado

    UOL
    2 de setembro de 2026 às 20:00
    Comissão do Senado aprova texto-base da PEC da Segurança sem financiamento de bets
    Homem idoso de cabelos brancos veste terno azul escuro e gravata azul, sentado em cadeira preta, participando de reunião formal. Ao fundo, outros três homens também vestidos formalmente estão atentos, um deles com óculos e mão no rosto. — Foto: UOL

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    A texto-base da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública foi aprovada na CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) do Senado nesta quarta-feira (2).

    O senador Otto Alencar, presidente da CCJ, durante a sessão sobre o fim da escala 6x1 e da PEC da Segurança - Mateus Bonomi/Folhapress · Mateus Bonomi/Folhapress
    O senador Otto Alencar, presidente da CCJ, durante a sessão sobre o fim da escala 6x1 e da PEC da Segurança - Mateus Bonomi/Folhapress · Mateus Bonomi/Folhapress — Foto: UOL · Fonte: UOL

    O presidente Lula (PT) registrou em seu plano de governo a promessa de criar o Ministério da Segurança Pública —algo que ele não fez em seus três mandatos até agora. O mandatário, no entanto, condicionou a nova pasta à aprovação da PEC da Segurança Pública, que estava parada no Senado .

    A aprovação de uma PEC exige votação em dois turnos em cada Casa após passar pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e por uma comissão especial.

    O texto apresentado pelo relator do projeto, senador Rogério Carvalho (PT-SE), acolheu quatro das 66 emendas apresentadas à PEC, todas destinadas a retirar do texto constitucional a vinculação de recursos das apostas esportivas ao financiamento da segurança pública.

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    Elas suprimem integralmente o artigo que previa como fonte de financiamento dos fundos de Segurança Pública e Penitenciário 30% da arrecadação das apostas de quota fixa, depois de determinadas deduções.

    O argumento de Rogério Carvalho é que essa regra das bets surgiu de última hora na Câmara, sem debate substancial, e que não seria conveniente constitucionalizar uma metodologia que protege despesas das operadoras e pode prejudicar recursos destinados a áreas sociais, como o esporte.

    "Vale registrar, também, que a disposição prevista nesse artigo não estava contemplada na redação original da PEC, nem no substitutivo apresentado à Comissão Especial instituída pela Câmara dos Deputados , para elaborar parecer sobre a matéria. Apenas em Plenário, surgiu essa redação que privilegia as bets, sem que tivesse sido apresentada nenhuma emenda nesse sentido", disse Carvalho.

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    O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que relatou o projeto antifacção no Senado, afirmou que a questão do financiamento, apontada por ele como um dos problemas centrais da segurança pública, não está sendo adequadamente enfrentada pela proposta.

    O objetivo central da PEC da Segurança é aumentar a integração e a coordenação entre União, estados, Distrito Federal e municípios no combate à criminalidade, dando à União um papel mais estruturado na formulação da política nacional de segurança.

    Na prática, a proposta busca constitucionalizar o Susp (Sistema Único de Segurança Pública), que hoje está previsto em lei, definir melhor as competências dos diferentes entes federativos e órgãos policiais e criar mecanismos permanentes de integração.

    O Susp (Sistema Único de Segurança Pública) passa a integrar o texto constitucional para garantir unidade de ação e coordenação entre União, estados e municípios.

    Estabelece que os órgãos de segurança pública devem atuar em regime de cooperação federativa.

    Garante à PRF (Polícia Rodoviária Federal) atuação em todos os modais logísticos (rodovias, ferrovias e hidrovias federais). A União pode autorizar ou determinar o apoio da força a estados em casos de calamidade ou requisição.

    Tem a competência ampliada para investigar milícias e organizações criminosas com repercussão interestadual ou internacional.

    São incluídos como parte do sistema de segurança pública, o que integra a categoria ao enfrentamento estruturado da violência e da reincidência criminal.

    Prevê a constitucionalização do Fundo Nacional de Segurança Pública e do Fundo Penitenciário Nacional e veda limites à execução orçamentária, ou seja, proíbe cortes ou bloqueios nas despesas, garantindo continuidade aos projetos.

    Veda que os entes federativos peçam a reversão dos saldos dos fundos ao caixa comum no final do exercício fiscal, garantindo que o dinheiro permaneça na segurança pública.

    A União repassará 50% do Fundo Nacional de Segurança Pública e do Fundo Penitenciário para os estados, Distrito Federal e municípios.

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/09/comissao-do-senado-aprova-texto-base-da-pec-da-seguranca-sem-financiamento-de-bets.shtml.

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