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    Comissão da Câmara aperta Lei Maria da Penha e prevê 24h para juiz analisar violação à medida protetiva

    A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (11) um projeto de lei que determina que, em caso de descumprimento de medida protetiva a mulheres vítimas de violência , juízes deverão analisar o pedido de prisão preventiva (sem prazo para terminar) ou de imposição de monitoramento eletrônico do agressor em até 24 horas. Leia mais (08/11/2026 - 19h26)

    Folha de S.Paulo
    11 de agosto de 2026 às 22:26
    Comissão da Câmara aperta Lei Maria da Penha e prevê 24h para juiz analisar violação à medida protetiva
    Mulher com blusa roxa sem alças exibe no peito a frase escrita 'HOMEM PAREM DE NOS MATAR'. Ela levanta o punho esquerdo e segura um guarda-chuva branco na mão direita, participando de manifestação. — Foto: Folha de S.Paulo

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    A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (11) um projeto de lei que determina que, em caso de descumprimento de medida protetiva a mulheres vítimas de violência , juízes deverão analisar o pedido de prisão preventiva (sem prazo para terminar) ou de imposição de monitoramento eletrônico do agressor em até 24 horas.

    Manifestante participa de ato pelo Dia Internacional da Mulher, realizado na Avenida Paulista, em São Paulo - Bruno Santos - 4.abr.26/Folhapress · Bruno Santos - 4.abr.26/Folhapress
    Manifestante participa de ato pelo Dia Internacional da Mulher, realizado na Avenida Paulista, em São Paulo - Bruno Santos - 4.abr.26/Folhapress · Bruno Santos - 4.abr.26/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O texto foi aprovado de forma simbólica (quando não há contagem nominal dos votos) e ainda passará pelas comissões de Defesa dos Direitos da Mulher e de Finanças e Tributação, além da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania). Para virar lei, também precisa ter o aval do plenário da Casa.

    Pela proposta, os magistrados também terão o mesmo prazo de 24 horas para marcar a audiência de custódia da pessoa que violou a medida protetiva, caso tenha havido prisão em flagrante.

    "Na hipótese de não decretação da prisão preventiva, o juiz fundamentará a decisão de forma individualizada, nos termos da legislação processual penal, e avaliará a necessidade de imposição imediata de monitoramento eletrônico do agressor, com fixação de limites territoriais e condições de alerta à vítima", diz o texto.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A proposta aprovada altera a Lei Maria da Penha , que completou 20 anos na última semana . A atual legislação prevê diferentes medidas protetivas, que podem ser aplicadas de forma isolada ou cumulativa, conforme a gravidade do caso.

    As medidas são destinadas a proteger a mulher que estiver em situação de risco ou sob ameaça iminente de violência doméstica e familiar, seja ela física, psicológica, moral, sexual e patrimonial.

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    Atualmente, a Lei Maria da Penha diz que medidas protetivas de urgência devem ser analisadas e decididas pelo juiz em até 48 horas após o recebimento do pedido –período que descumprido por pelo menos 13 estados, segundo levantamento da Folha de maio de 2025.

    Com a sanção do chamado Pacote Antifeminicídio, em 2024, a penalidade para o descumprimento da lei foi ampliada. Antes, a pena era de 3 meses a 2 anos de detenção; agora, passou a ser de 2 a 5 anos de reclusão.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/08/comissao-da-camara-aperta-lei-maria-da-penha-e-preve-24h-para-juiz-analisar-violacao-a-medida-protetiva.shtml.

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    Manifestante participa de ato pelo Dia Internacional da Mulher, realizado na Avenida Paulista, em São Paulo - Bruno Santos - 4.abr.26/Folhapress · Bruno Santos - 4.abr.26/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo

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