Brasil

    Comércio perde 2.000 vagas formais em julho; no ano já são menos 7.800 vagas, segundo Caged

    O comércio brasileiro registrou um saldo negativo de menos 2.056 vagas no mês de julho, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados nesta sexta-feira (28) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

    UOL
    28 de agosto de 2026 às 20:00
    Comércio perde 2.000 vagas formais em julho; no ano já são menos 7.800 vagas, segundo Caged
    Foto: UOL

    Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.

    Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.

    O comércio brasileiro registrou um saldo negativo de menos 2.056 vagas no mês de julho, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados nesta sexta-feira (28) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

    Mulher segura carteira de trabalho durante mutirão de emprego; ritmo de abertura de vagas formais dá sinais de arrefecimento - Zanone Fraissat-1.ago.23/Folhapress · Zanone Fraissat-1.ago.23/Folhapress
    Mulher segura carteira de trabalho durante mutirão de emprego; ritmo de abertura de vagas formais dá sinais de arrefecimento - Zanone Fraissat-1.ago.23/Folhapress · Zanone Fraissat-1.ago.23/Folhapress — Foto: UOL · Fonte: UOL

    O setor foi o único dos cinco principais da economia a seguir uma tendência negativa neste ano, puxada pela queda no número de empregos no varejo, que reduziu 51,7 mil postos de trabalho formais de janeiro a julho deste ano.

    Pela quarta vez seguida, a geração de empregos teve o pior resultado para um mês desde 2020, ano do início da pandemia. O Brasil gerou apenas 58,8 mil vagas formais em julho.

    O país teve 2,26 milhões de contratações e 2,20 milhões de demissões. O resultado está abaixo do registrado no mesmo mês do ano passado, quando o saldo positivo foi de 133 mil. Em relação a julho de 2025, houve uma queda de 56% no saldo de empregos formais.

    Veja os direitos de quem tem carteira assinada
    Veja os direitos de quem tem carteira assinada — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Em abril, maio, junho e julho, a economia brasileira registrou os piores resultados para cada mês desde 2020, em resultado que aponta para desaceleração do mercado de trabalho. O saldo também ficou bem abaixo da projeção do mercado --a mediana da Bloomberg era de 114 mil novas vagas para julho.

    No acumulado de janeiro até agora, 972 mil empregos formais foram criados. Já no acumulado dos últimos doze meses, foram mais 880 mil vagas, um aumento de 1,87% no período.

    O setor com maior número absoluto de novas vagas foi o de serviços, com mais 24 mil postos formais, seguido pelo setor de construção , com mais 12,6 mil, e agropecuária, com 12,5 mil. A alta no agro, que vinha apresentado o pior resultado do ano até agora, foi devido ao cultivo de laranja e ao serviço de preparação de terreno, cultivo e colheita.

    Imagem da matéria
    Foto: UOL · Fonte: UOL

    Comércio foi o único dos grandes setores que registrou saldo negativo, com menos 2.056 postos formais de trabalho em julho.

    Cinco unidades da federação registraram resultados negativos: Espírito Santo, Tocantins, Rio Grande do Sul, Distrito Federal e Santa Catarina. O pior resultado foi no Espírito Santo, com uma variação de menos 0,28%.

    As maiores altas foram no Amazonas, onde houve aumento de 0,63% no saldo de empregos formais, seguido por Mato Grosso (0,59%) e Piauí (0,52%).

     Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira
    Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira — Foto: UOL · Fonte: UOL

    No acumulado de janeiro a julho, o setor de serviços registrou o maior crescimento de emprego formal, com mais 591 mil postos de trabalho.

    Já por estado, no acumulado de 2026, a maior variação foi para o Amapá, com aumento de 4,79%, e Mato Grosso, com alta de 3,96%. O único estado com resultado negativo foi em Alagoas, com menos 1,54%.

    Francisco Macena, ministro do Trabalho substituto a Luiz Marinho, afirmou que a alta da taxa de juros tem interferido na contratação do mercado, além de transformações no comércio e no varejo devido ao e-commerce.

    "Acompanhei a conciliação da Casas Bahia e a empresa manteve na sua maioria os postos de trabalho nas lojas fisicas", afirmou. "A taxa de juros tem afetado efetivamente os postos de trabalho no Congresso. Isso inibe o impacto nos investimentos feitos na ampliação de postos em lojas e ampliação das atividades eocnomicas. Há uma stiuação no comércio varejista de mudança na atividade."

    O Grupo Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais na Justiça de São Paulo e declarou uma dívida de R$ 17,3 bilhões.

    Você já conhece as vantagens de ser assinante da Folha? Além de ter acesso a reportagens e colunas, você conta com newsletters exclusivas ( conheça aqui ). Também pode baixar nosso aplicativo gratuito na Apple Store ou na Google Play para receber alertas das principais notícias do dia. A sua assinatura nos ajuda a fazer um jornalismo independente e de qualidade. Obrigado!

    Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?

    Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.

    De 2ª a 6ª pela manhã, receba o boletim gratuito com notícias e análises de economia

    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/comercio-perde-2000-vagas-formais-em-julho-no-ano-ja-sao-menos-7800-vagas-segundo-caged.shtml.

    Imagem 1
    1 / 4

    Mulher segura carteira de trabalho durante mutirão de emprego; ritmo de abertura de vagas formais dá sinais de arrefecimento - Zanone Fraissat-1.ago.23/Folhapress · Zanone Fraissat-1.ago.23/Folhapress — Foto: UOL

    Compartilhe

    Espalhe essa notícia

    Comentários(0)