Com troca de farpas, presidenciáveis estreiam propaganda eleitoral na TV
Propagandas eleitorais foram exibidas pela primeira vez na TV neste sábado (29/8), após a estreia no rádio pela manhã

Depois da estreia no rádio pela manhã , os candidatos à Presidência da República fizeram, neste sábado (29/8), a primeira aparição no horário eleitoral gratuito na televisão.
Exibida das 13h às 13h12, a propaganda teve apresentação dos candidatos, propostas e críticas aos adversários, com temas como economia, segurança, direitos das mulheres e soberania.
Flávio Bolsonaro (PL) dedicou parte da propaganda às mulheres, citando a mãe, a esposa e as filhas, além de abordar questões econômicas, como os juros elevados e o preço dos alimentos.

Lula (PT) iniciou o programa com críticas a Flávio. A propaganda apresentou um “currículo” da trajetória política do senador e fez acusações relacionadas ao período em que ele exerceu mandato parlamentar, incluindo referências a suposto vínculo com funcionário fantasma, ao caso das rachadinhas e ao Banco Master.
O programa do petista abordou temas como soberania nacional, avanços nas áreas de educação e saúde e políticas de proteção a mulheres, idosos e crianças.
Augusto Cury (Avante) e Ronaldo Caiado (PSD) mantiveram na televisão a linha apresentada no rádio, com espaço para a apresentação das próprias trajetórias e críticas ao PT.

Candidatos como Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo), além dos demais concorrentes cujas legendas não cumpriam os critérios da cláusula de desempenho, não tiveram tempo na propaganda eleitoral gratuita em rede.
Flávio Bolsonaro abriu a propaganda eleitoral fazendo uma comparação entre o que chamou de “Brasil do Lula” e o “Brasil real”. O candidato criticou a situação econômica, citando o preço dos alimentos e o endividamento das famílias. Também falou sobre segurança pública. “Todo mundo concorda que o Brasil não tá bom do jeito que tá”, afirmou.
Em seguida, dedicou parte do programa à família e ao papel das mulheres em sua trajetória. A estratégia busca aproximá-lo de um segmento do eleitorado em que o candidato enfrenta maior resistência . Flávio falou sobre a mãe, a esposa, Fernanda, e as filhas, Luísa e Carol, destacando a influência delas em sua vida.

“Bom, todo mundo conhece meu pai, né? Mas, ó, minhas filhas, minha esposa, minha mãe me fizeram ser assim, do jeito que eu sou. […] Lá em casa quem manda são elas”, disse Flávio. No fim, reforçou a defesa do combate ao crime e às facções. “Eu me preparei a vida toda, e eu estou pronto pra fazer o Brasil vencer”, declarou.
A campanha de Lula começou a propaganda com ataques a Flávio Bolsonaro (PL), apresentando o “currículo” do senador . A peça diz que o primogênito de Jair Bolsonaro (PL) “iniciou a carreira como funcionário fantasma de um gabinete em Brasília” e menciona o caso das rachadinhas e o do Banco Master. Ao fim, a peça classificou Flávio como “o pior dos Bolsonaro”.
“Denunciado por lavagem de dinheiro e organização criminosa no escândalo da rachadinha. Homenageou o líder do maior grupo de matadores de aluguel do Rio de Janeiro. Foi flagrado pela Polícia Federal pedindo R$ 134 milhões no escândalo do Banco Master. Não dá pra confiar nesse sujeito. Flávio, o pior dos Bolsonaro”, declarou a campanha do petista. A soberania nacional também ganhou espaço na propaganda, em meio ao embate político entre Lula, família Bolsonaro e sobre a relação do Brasil com os Estados Unidos. O tema tem sido explorado pela campanha petista desde o aumento das tensões com o governo de Donald Trump e o apoio do presidente americano ao campo bolsonarista. Na peça, Lula é apresentado como defensor dos interesses brasileiros e alguém que “enfrenta os poderosos”.

A propaganda também destacou o respeito internacional pelo país e a defesa de uma indústria nacional forte . “Lula é uma pessoa perfeita para defender porque ele defende a soberania, ele defende o que é nosso”, diz um trecho.
Na sequência, a campanha destacou ações e propostas nas áreas de economia, emprego, educação, saúde e segurança. Entre os pontos mencionados estão políticas de proteção a mulheres, idosos e crianças, o combate às facções criminosas e ao crime organizado, além do desconto de 80% na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e da defesa do fim da escala 6×1, sem redução salarial.
Ronaldo Caiado usou os 2 minutos e 2 segundos de propaganda para apresentar a trajetória política e destacar a atuação na segurança pública. A campanha relembrou a carreira como médico, a passagem pelo governo de Goiás e as ações nas áreas de segurança, saúde e educação.
O programa também resgatou a atuação de Caiado como liderança ruralista e fez críticas ao PT, principalmente em relação à segurança pública e aos conflitos no campo. “É guerreiro todo dia”, destaca a propaganda.
Em 35 segundos, Augusto Cury concentrou a propaganda em críticas à corrupção e à política tradicional. O candidato citou casos como o mensalão e questionou o eleitor sobre a continuidade do cenário atual. “É isso que vocês querem? Mais quatro anos?”, perguntou.
Na sequência, Cury defendeu a necessidade de “curar o Brasil”, fazendo referência à própria atuação como escritor e especialista em saúde mental.
Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/brasil/com-troca-de-farpas-presidenciaveis-estreiam-propaganda-eleitoral-na-tv.

Tribunal Superior Eleitoral — Foto: Metrópoles
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