Com três novos casos de sarampo em São Paulo, estado vai a 40
Pacientes são dois homens, de 18 e 21 anos, e uma bebê de um ano

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O estado de São Paulo chegou a 40 casos de sarampo , sem mortes. Os três novos registros —dois homens, de 18 e 21 anos, e uma bebê de um ano— são da capital e estão vinculados a cadeias de transmissão identificadas e acompanhadas desde junho. A informação é da Secretaria Estadual da Saúde.

Durante todo o ano de 2025, foram registrados dois casos de sarampo no estado.
Do total de casos, 36 referem-se a pacientes do município de São Paulo , dois de São Bernardo do Campo , um de Santo André , no ABC, e um de Guarulhos , na região metropolitana.
O sarampo é uma doença viral contagiosa, transmitida pelo ar, especialmente em ambientes fechados e com grande circulação de pessoas. Os principais sintomas incluem febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas avermelhadas na pele, que geralmente surgem entre 7 e 14 dias após a exposição.

A transmissão acontece de pessoa a pessoa, por via aérea, ao tossir, espirrar, falar ou respirar.
Cerca de 60% das ocorrências de sarampo do estado foram registradas em crianças menores de dois anos —grupo mais vulnerável ao vírus.
Dos 40 casos confirmados, 30 se relacionam a quem não se vacinou contra a doença ou tem o esquema incompleto. Entre os mais recentes, o homem de 21 anos e a bebê têm uma dose; o rapaz de 18 anos não consta como imunizado.

Até o momento, mais de 1.700 notificações suspeitas de sarampo foram descartadas no estado, segundo a pasta.
Em 2026, a cobertura da primeira dose passou de 86,56% em abril para 93,24% em julho. A da segunda foi de 72,72% para 78,37%, no mesmo período. A meta é alcançar 95% do público-alvo.
No mês de setembro, durante a Campanha de Multivacinação , mais de 2,5 milhões de doses de sarampo foram aplicadas no estado —dado que ainda será incorporado na atualização da taxa de cobertura vacinal.
Mostram o caminho que o vírus faz do doente para o saudável. O monitoramento realizado pelas equipes municipal e estadual aponta uma tendência de redução da transmissão.
Em Guarulhos e São Bernardo do Campo , a vigilância considera a possibilidade de encerrar a cadeia de transmissão associada aos casos registrados.
A cadeia pode ser encerrada quando não houver casos relacionados num período de 90 dias (ou 12 semanas), contados a partir do início das manchas na pele do último caso confirmado. Durante o intervalo, seguem a investigação das notificações suspeitas e a busca ativa .
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Crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias (dose zero)
Dos municípios de São Paulo, São Bernardo do Campo, Guarulhos e Santo André . É um reforço que não substitui as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação.
A dose zero também pode ser indicada para crianças dessa faixa etária que tiveram contato com pessoas com suspeita ou confirmação de sarampo, conforme avaliação das equipes de vigilância.
O Ministério da Saúde recomenda duas doses: a primeira aos 12 meses, com a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), e a segunda aos 15 meses, com a tetraviral (que inclui proteção contra varicela).
Pessoas de 1 a 29 anos devem ter duas doses da tríplice viral, enquanto adultos de 30 a 59 anos devem ter pelo menos uma. Profissionais de saúde precisam comprovar duas doses independentemente da idade.
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Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/10/com-tres-novos-casos-de-sarampo-em-sao-paulo-estado-vai-a-40.shtml.

Vacinação contra o sarampo na UBS Parque Maria Domitila, zona norte de São Paulo - Rubens Cavallari - 03.ago.26/Folhapress · Rubens Cavallari - 03.ago.26/Folhapress — Foto: UOL
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