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    Com temor de retrocessos, grupo envia carta aos presidenciáveis em defesa da reforma tributária

    Com temor de retrocessos após as eleições, um grupo de 98 empresários, tributaristas, advogados, economistas e políticos enviou aos candidatos à Presidência nas eleições de 2026 uma carta-manifesto em defesa da implementação da reforma tributária . Leia mais (09/09/2026 - 08h04)

    Folha de S.Paulo
    9 de setembro de 2026 às 11:04
    Com temor de retrocessos, grupo envia carta aos presidenciáveis em defesa da reforma tributária
    Foto: Folha de S.Paulo

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    Com temor de retrocessos após as eleições, um grupo de 98 empresários, tributaristas, advogados, economistas e políticos enviou aos candidatos à Presidência nas eleições de 2026 uma carta-manifesto em defesa da implementação da reforma tributária .

    Votação do texto-base da reforma tributária aprovada em primeiro turno na Câmara - Gabriela Biló - 6.jul.23/Folhapress · Gabriela Biló - 6.jul.23/Folhapress
    Votação do texto-base da reforma tributária aprovada em primeiro turno na Câmara - Gabriela Biló - 6.jul.23/Folhapress · Gabriela Biló - 6.jul.23/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    "Convencidos de que estamos todos unidos em buscar o melhor para o Brasil, pedimos respeitosamente seu apoio para a continuidade da implementação da reforma tributária do consumo", diz a carta.

    O documento faz o alerta de que a interrupção da reforma geraria insegurança para as empresas, para a União, os estados e os municípios que já estão implementando as mudanças necessárias e investindo recursos para adaptação ao novo regime.

    Os signatários afirmam que divergências sobre algumas características do novo modelo tributário não podem ser utilizadas como justificativa para reabrir a discussão sobre a reforma ou interromper sua efetivação.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    "Sabemos que há custos de transição, mas os efeitos de longo prazo da reforma tributária são inequivocamente positivos. O debate democrático sobre seu aperfeiçoamento é legítimo e necessário, mas pode ocorrer ao longo do processo de implementação", afirma o texto.

    Entre os signatários estão os empresários Jorge Gerdau Johannpeter, Horácio Lafer Piva e José Ricardo Roriz Coelho, Pedro Passos, Pedro Wongtschowski, Synésio Batista da Costa e Josué Gomes da Silva. No grupo de economistas, estão Arminio Fraga, José Roberto Mendonça de Barros, Ana Paula Vescovi, Alexandre Schwartsman, Ana Carla Abrão, Fernando de Holanda Barbosa Filho, Felipe Salto, Fábio Giambiagi, Paulo Tafner, Zeina Latif, Samuel Pessôa , Silvia Mattos e Cristiane Alkmin Schmidt.

    Também assinam o documento os ex-ministros Mailson da Nóbrega, Martus Tavares e Nelson Machado e o ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia.

     Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira
    Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O ex-secretário extraordinário da reforma tributária, Bernard Appy , um dos formuladores da reforma, e outros assessores no Ministério da Fazenda estão entre os nomes, além de Vanessa Rahal Canado, ex-assessora especial para assuntos relacionados à reforma tributária do ex-ministro da Economia Paulo Guedes.

    A carta destaca que a reforma aprovada representa "um grande avanço institucional que corrige distorções que prejudicam sobremaneira a produtividade, a competitividade e o potencial de crescimento de nosso país".

    "Nesse contexto, propostas que defendam sua revogação ou suspensão são vistas com grande preocupação, pois geram insegurança e comprometem os benefícios esperados da reforma."

    O documento começou a ser elaborado após candidatos passarem a defender a revogação da reforma, o adiamento dos prazos e ajustes, mas não há citações de nomes dos candidatos.

    O presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) foi um dos primeiros a falar, em maio, sobre a suspensão da reforma, quando ainda era pré-candidato.

    Em entrevista ao grupo ND, de Santa Catarina, o senador defendeu a suspensão e classificou o texto que o Congresso aprovou com uma loucura , destacando que ela aumentou a carga de impostos para diversos setores, especialmente o de serviços.

    A assessora econômica na campanha de Flávio Bolsonaro e uma das favoritas ao cargo de ministra, caso o candidato seja eleito, Daniella Marques já defendeu pausar o avanço da reforma para uma reestruturação do texto.

    O candidato Augusto Cury (Avante) defendeu a revisão de pontos da atual reforma.

    O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), é outro presidenciável crítico às medidas. Ele defende que a reforma seja profundamente modificada e revisada, caso seja eleito. Caiado trabalhou contra a sua aprovação, durante a votação da emenda constitucional no Congresso.

    No seu plano de governo, o candidato Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais, defende que não sejam criadas complexidades no texto, o que deixa em aberto qualquer tipo de reversão da reforma em curso.

    Para os signatários da carta, a reforma é uma conquista do Estado brasileiro e não de um governo ou partido político específico. Eles citam as vantagens das medidas para a economia, como a correção das distorções que prejudicam a produtividade, a competitividade e o potencial de crescimento.

    "O modelo brasileiro introduz várias inovações relevantes, possíveis graças ao nosso avanço tecnológico na gestão de documentos fiscais eletrônicos e de meios eletrônicos de pagamento."

    Para Isaías Coelho, um dos organizadores do movimento, tem havido ruídos em torno da reforma.

    "O que nos preocupa é que os candidatos estão com um discurso negativo em relação à reforma. Tem muita fake news, tem muito pânico injustificado sobre isso, então é arriscado haver uma certa mudança no sentimento da opinião", diz Coelho, que é pesquisador do Núcleo de Estudos Fiscais da FGV Direito (Fundação Getulio Vargas) de São Paulo.

    "O saldo da reforma é extremamente positivo. Nós vamos sair desse inferno que é o PIS, Cofins, ICMS, essa maluquice", diz. Segundo ele, todos os presidenciáveis concordaram em examinar o assunto.

    1. Afonso Arinos: professor e pesquisador da FGV/EPGE

    2. Alexandre Manoel: consultor e pesquisador associado do FGV Ibre

    3. Alexandre Schwartsman: ex-diretor do Banco Central do Brasil e consultor

    4. Alexis Fonteyne: ex-deputado federal e empresário

    5. Amaury Rezende: professor titular da USP/Fearp

    7. Ana Paula Vescovi: ex-secretária do Tesouro Nacional e consultora

    8. Andrea Calabi: professor FEA-USP, Ph.D. Berkeley, pesquisador da Fipe. Foi secretário do Tesouro Nacional, secretário de Fazenda do Estado de São Paulo e presidente do Banco do Brasil e do BNDES

    9. Ângelo de Angelis: ex-auditor fiscal, economista e consultor

    10. Aod Cunha: ex-secretário da Fazenda do Rio Grande do Sul

    11. Armando Monteiro Neto: ex-senador e ex-presidente da CNI

    12. Arminio Fraga: economista, ex-presidente do Banco Central do Brasil

    13. Bernard Appy: economista, ex-secretário da Secretaria Extraordinária da Reforma Tributária do Ministério da Fazenda

    14. Bráulio Borges: economista-sênior da LCA e pesquisador-associado do FGV Ibre

    15. Camilla Cavalcanti: ex-diretora da Secretaria Extraordinária da Reforma Tributária do Ministério da Fazenda

    16. Carlos Eugenio da Costa: professor e pesquisador da FGV/EPGE

    17. César Mattos: economista e consultor da Câmara

    18. Ciro Biderman: diretor do FGV Cidades

    19. Cleveland Prates: ex-conselheiro do Cade e consultor

    20. Cristiane Alkmin Junqueira Schmidt: economista e professora da FGV

    21. Cristina Pinotti: economista e consultora

    22. Daniel Loria: ex-diretor da Secretaria Extraordinária da Reforma Tributária do Ministério da Fazenda

    23. Décio Padilha: ex-secretário da Fazenda de Pernambuco

    24. Eduardo Fleury: advogado e economista, ex-consultor do Banco Mundial

    25. Elena Landau: advogada e economista, ex-diretora do BNDES

    26. Ernesto Lozardo: professor de economia da Eaesp-FGV e ex-presidente do Ipea

    27. Eurico de Santi: professor e coordenador do NEF da FGV Direito SP e diretor do CCiF

    28. Fábio Colletti Barbosa: administrador e executivo

    29. Fábio Giambiagi: ex-superintendente de Planejamento do BNDES e ex-consultor do BID

    30. Felipe Salto: ex-diretor-executivo da IFI (Instituição Fiscal Independente), ex-secretário da Fazenda e Planejamento de São Paulo, economista-chefe

    31. Fernando de Holanda Barbosa: professor da FGV/EPGE

    32. Fernando de Holanda Barbosa Filho: professor e pesquisador do FGV Ibre

    33. Fernando Valente Pimentel: representante de setor empresarial

    34. George Bezerra: ex-economista da CNI e professor de economia

    35. Giovanni Padilha: auditor fiscal da Receita Estadual na Sefaz-RS

    36. Haroldo Ferreira: representante de setor empresarial

    37. Helcio Tokeshi: economista, ex-secretário da Fazenda do Estado de São Paulo e ex-secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda

    38. Heleno Torres: professor titular de Direito Financeiro da Faculdade de Direito da USP e advogado

    40. Idarilho Gonçalves Nascimento Neto: representante de setor empresarial

    41. Isaías Coelho: pesquisador do Núcleo de Estudos Fiscais da FGV Direito SP

    42. João Batista Ferreira Dornellas: representante de setor empresarial

    43. Jorge Arbache: professor de Economia da UnB e ex-economista sênior do Banco Mundial

    44. Jorge Gerdau Johannpeter: empresário

    45. Jorge Jatobá: ex-secretário de Política de Emprego e Salário do Ministério do Trabalho e secretário da Fazenda de Pernambuco, professor titular aposentado da UFPE

    46. José Augusto de Castro: representante de setor empresarial

    47. José Ricardo Roriz Coelho: representante de setor empresarial

    48. José Roberto Mendonça de Barros: ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda e ex-secretário-executivo da Câmara de Comércio Exterior da Presidência da República

    49. José Teófilo Oliveira: ex-secretário da Fazenda do Espírito Santo

    50. José Velloso Dias Cardoso: representante de setor empresarial

    51. Josué Gomes da Silva: empresário, ex-presidente da Fiesp

    53. Leonardo Alvim: procurador da Fazenda Nacional, coordenador do Comitê Tributário da Câmara de Segurança Jurídica da AGU

    54. Leonel Pessoa: professor da FGV Direito SP

    56. Luiz Henrique Braido: professor e pesquisador da FGV/EPGE

    57. Maílson da Nóbrega: economista, ex-ministro da Fazenda

    58. Manoel Procópio Moura Júnior: ex-diretor da Secretaria Extraordinária da Reforma Tributária

    59. Marcelo Chara: representante de setor empresarial

    60. Marcelo Portugal: professor titular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul

    61. Marcio Ferreira Verdi: secretário-executivo do CIAT

    62. Márcio Holland: professor da EESP/FGV e ex-secretário de Política Econômica

    63. Marco Polo de Mello Lopes: representante de setor empresarial

    64. Marcos Mendes: doutor em economia e pesquisador associado do Insper

    65. Marcus Pestana: diretor-executivo da IFI

    66. Maria Carolina Gontijo: advogada tributarista, professora e dona do perfil Duquesa de Tax nas redes sociais

    67. Maria Helena Zockun: diretora de pesquisas da Fipe

    68. Mario Engler: professor da FGV Direito SP

    69. Mario Ramos Ribeiro: professor titular da UFPA

    70. Mário Sérgio Carraro Telles: mestre em economia pelo Cedeplar/UFMG

    71. Marta Arretche: cientista política, professora titular do Departamento de Ciência Política da USP

    72. Martus Tavares: ex-ministro do Planejamento

    73. Miguel Abuhab: engenheiro e empresário global na área de tecnologia

    74. Nelson Machado: diretor do Centro de Cidadania Fiscal. Ex-ministro da Previdência Social

    75. Otaviano Canuto: ex-vice-presidente e diretor-executivo no Banco Mundial, ex-diretor executivo no FMI e ex-vice-presidente no BID

    76. Paulo Camilla Penna: representante de setor empresarial

    77. Paulo Tafner: economista e diretor presidente do IMDS

    78. Pedro Cavalcanti: professor e pesquisador da FGV/EPGE

    79. Pedro Fernando Nery: professor de Economia do IDP

    80. Pedro Humberto Bruno de Carvalho Junior: economista e pesquisador em política tributária

    83. Raul Velloso: economista e presidente do INAE

    84. Renato Baumann: economista do Ipea e professor da UnB

    85. Renato Fragelli Cardoso: professor e pesquisador da FGV-EPGE

    86. Renato Villela: ex-secretário da Fazenda de SP e RJ

    87. Ricardo Varsano: consultor de política tributária, ex-economista sênior do FMI e ex-diretor de pesquisa do Ipea

    88. Rodrigo Maia: ex-presidente da Câmara dos Deputados

    89. Rozane Siqueira: professora titular do Departamento de Economia da UFPE

    90. Samuel Pessôa: economista e pesquisador do FGV Ibre

    91. Sérgio Gobetti: pesquisador do Ipea, ex-secretário adjunto de Política Fiscal e Tributária da SPE/Ministério da Fazenda

    92. Sérgio Prado: professor livre-docente do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas

    93. Silvia Mattos: professora e pesquisadora do FGV Ibre

    94. Synésio Batista da Costa: representante de setor empresarial

    95. Tatiana Ribeiro: diretora-executiva do Movimento Brasil Competitivo, entidade que reúne mais de 80 empresas

    96. Vander Lucas: professor da Universidade de Brasília

    97. Vanessa Rahal Canado: professora do Insper e ex-assessora especial do Ministro da Economia para assuntos relacionados à reforma tributária

    98. Zeina Abdel Latif: economista e consultora da Gibraltar Consulting

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/09/com-temor-de-retrocessos-grupo-envia-carta-aos-presidenciaveis-em-defesa-da-reforma-tributaria.shtml.

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