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    Com medo do El Niño, setores aquaviário e logístico questionam dragagem do Tapajós e ofício da Antaq

    Empresas do setor de transporte aquaviário e logística de grãos reclamam de decisões da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) e do governo federal diante da possibilidade de seca na Amazônia e do El Niño no ciclo 2026-2027. Leia mais (08/31/2026 - 10h00)

    Folha de S.Paulo
    31 de agosto de 2026 às 13:00
    Com medo do El Niño, setores aquaviário e logístico questionam dragagem do Tapajós e ofício da Antaq
    Dez pessoas posam para foto em sala de reunião, incluindo quatro indígenas com cocares tradicionais e roupas típicas, e seis pessoas vestidas com trajes formais. Todos estão alinhados atrás de uma mesa com documentos e copos de água, com ba — Foto: Folha de S.Paulo

    Editado por Alex Sabino (interino), espaço cobre os bastidores da economia e de negócios. Com Luana Franzão e Maria Clara Guilherme

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    Presidente Lula e ministros recebem lideranças indígenas no Palácio do Planalto para protestar contra dragagem emergencial no rio Tapajós - Ricardo Stuckert/Palácio do Planalto · Ricardo Stuckert/Palácio do Planalto
    Presidente Lula e ministros recebem lideranças indígenas no Palácio do Planalto para protestar contra dragagem emergencial no rio Tapajós - Ricardo Stuckert/Palácio do Planalto · Ricardo Stuckert/Palácio do Planalto — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

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    Empresas do setor de transporte aquaviário e logística de grãos reclamam de decisões da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) e do governo federal diante da possibilidade de seca na Amazônia e do El Niño no ciclo 2026-2027.

    Em ofício do último dia 6, o diretor-geral do órgão regulador, Frederico Dias, cobrou estratégias de contingência das companhias do setor. Mas os segmentos de navegação, portos e escoamento de grãos apontam a negativa da administração pública para a realização de obras que reduziriam a necessidade desses planos.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Em 23 de julho, as empresas alegam que o presidente Lula (PT) não autorizou o início imediato da dragagem emergencial do rio Tapajós , acatando o desejo de lideranças indígenas contrárias a qualquer obra no local. O setor privado custearia o aumento da profundidade e o governo ficaria responsável pela fiscalização.

    Em 6 de agosto, a Antaq expediu ofício pedindo que, em 30 dias, portos, terminais e armadores da região Norte apresentem seus planos para reduzir eventos hidrológicos extremos. Isso seria, para entidades, uma transferência de responsabilidade por um risco que seria resolvido pela dragagem.

    A agência afirma que o texto é orientativo e colaborativo, sem criar obrigações regulatórias. Cita também os ciclos hidrológicos de 2023 e 2024, quando a seca resultou em baixas profundidades históricas na bacia amazônica.

    Estudo da consultoria MoveInfra estima que a interrupção da navegação no Tapajós pode travar entre 3,5 milhões e 5,5 milhões de toneladas de grãos. O custo estimado varia de R$ 500 milhões a R$ 800 milhões, por causa do desvio de carga para o transporte rodoviário.

    A mudança de modal elevaria em 55 mil toneladas a emissão de CO₂ na atmosfera, segundo os levantamentos citados pelo setor.

    O governo federal, após a negativa, criou a sala de situação, com participação de 24 ministérios e coordenação da Casa Civil . Destinou R$ 1,3 bilhão para conter os efeitos do El Niño. A própria Antaq também orientou as companhias a buscarem alternativas operacionais, como outras rotas, redistribuição de cargas entre terminais, embarcações de menor calado e ajustes na programação.

    Em participação em seminário portuário e marítimo na semana passada , Frederico Dias ouviu reclamações de entidades sobre a falta de dragagem na região e a perspectiva de uma seca histórica. Ele respondeu que a agência tem limitações, mas que está disposta a ajudar as empresas.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/colunas/painelsa/2026/08/com-medo-do-el-nino-setores-aquaviario-e-logistico-questionam-dragagem-do-tapajos-e-oficio-da-antaq.shtml.

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    Presidente Lula e ministros recebem lideranças indígenas no Palácio do Planalto para protestar contra dragagem emergencial no rio Tapajós - Ricardo Stuckert/Palácio do Planalto · Ricardo Stuckert/Palácio do Planalto — Foto: Folha de S.Paulo

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