Com juros altos, 57% das indústrias estimam queda na margem, diz CNI
Levantamento com 179 empresas de 28 setores aponta alta em capital de giro e fuga do crédito bancário caro

Levantamento com 179 empresas de 28 setores aponta alta em capital de giro e fuga do crédito bancário caro
A CNI (Confederação Nacional da Indústria) divulgou nesta 3ª feira (15.set.2026) a Consulta Empresarial de agosto. Segundo o levantamento, 57% das indústrias estimam queda na margem líquida nos próximos 3 meses, pressionadas pelo aumento das necessidades de capital de giro e pelo encarecimento do crédito.
O estudo ouviu 179 empresas industriais de 28 setores produtivos, distribuídas em 21 Estados, de 18 a 28 de agosto de 2026. Eis a íntegra (PDF – 620 KB).

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De acordo com a CNI, a necessidade de financiamento aumenta nas 3 principais frentes do fluxo de caixa das indústrias:
O levantamento também mostra que o encarecimento do crédito acompanha a maior necessidade de recursos:
Apesar da maior necessidade de caixa, a CNI aponta recuo na intenção das indústrias de recorrer a bancos.
A proporção de empresas que estimam o aumento do saldo de dívida bancária nos próximos 3 meses caiu de 45% em junho para 39% em julho e para 32% em agosto. É um recuo de 13 pontos percentuais em 2 meses.
Segundo a CNI, a queda é resultado da rejeição das empresas ao custo do crédito bancário tradicional.
Sem espaço para repassar custos devido à demanda interna fraca e à concorrência de produtos importados, a intenção de reajustar preços de venda caiu de 51% em junho para 35% em agosto. A maioria (53%) opta por manter os preços inalterados.
O resultado recai sobre o balanço: 57% das empresas estimam queda na margem líquida (14% projetam forte queda), 25% esperam manutenção e 19% projetam ganho.
Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-economia/com-juros-altos-57-das-industrias-estimam-queda-na-margem-diz-cni/.

A proporção de empresas que estimam o aumento do saldo de dívida bancária nos próximos 3 meses caiu de 45% em junho para 39% em julho e para 32% em agosto; na imagem, fábrica de celulose — Foto: Poder360
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