Com El Niño, parte do oceano Pacífico tem temperatura recorde
O El Niño levou em setembro o aquecimento de parte do oceano Pacífico a um nível sem precedentes, informou nesta segunda-feira (12) o observatório europeu Copernicus. Leia mais (10/12/2026 - 11h01)

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O El Niño levou em setembro o aquecimento de parte do oceano Pacífico a um nível sem precedentes, informou nesta segunda-feira (12) o observatório europeu Copernicus.

Meteorologistas de todo o mundo vêm alertando há meses que o fenômeno pode se tornar o mais forte já observado.
No mês passado, a temperatura da superfície do mar em uma região fundamental para o monitoramento do El Niño no Pacífico, chamada Niño 3.4, atingiu o maior nível já registrado: 29,7°C.
O valor supera as temperaturas máximas registradas durante períodos anteriores do fenômeno —1982/1983, 1997/1998 e 2015/2016—, "o que evidencia a intensidade excepcional do atual El Niño", segundo o serviço de monitoramento europeu.

Apesar desse quadro, o Copernicus ressaltou que ainda não é possível afirmar que o atual El Niño seja o mais forte já registrado.
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As comparações ficam mais difíceis porque as mudanças climáticas elevam as temperaturas dos oceanos, fazendo com que episódios recentes do El Niño pareçam mais fortes do que os anteriores.

Porém, com o fortalecimento do evento atual, a temperatura média da superfície do mar atingiu um recorde de 21,05°C em setembro, acima do máximo anterior de 20,9ºC verificado no mesmo mês de 2023, de acordo com o Copernicus.
No geral, o mundo registrou o segundo mês de setembro mais quente da história, com a temperatura do ar em uma média de 16,27ºC, informou o monitor europeu.
O fenômeno climático, que começou em junho , é caracterizado pelo aquecimento acima da média das águas superficiais do Pacífico leste na região da linha do Equador . A La Niña ocorre quando esta região está mais fria do que o normal.
Na semana passada, a agência climática Noaa, dos Estados Unidos, afirmou que há 100% de chances de o El Ninõ se tornar muito forte a partir de novembro.
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Quando a variação trimestral acima da média é de 0,5°C a 1°C, o El Niño é considerado fraco. Na classificação moderada, a anomalia de temperatura fica entre 1°C e 1,5°C e, na forte, vai de 1,5°C a 2°C. O El Niño é classificado como muito forte quando o aquecimento da superfície do Pacífico equatorial fica acima de 2°C.
A temperatura do trimestre de agosto a setembro foi de 1,7°C, ou seja, na categoria muito forte. Considerando apenas o último mês, a principal região usada para aferição do fenômeno (chamada Niño-3.4) está 2,1°C mais quente do que a média.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2026/10/com-el-nino-parte-do-oceano-pacifico-tem-temperatura-recorde.shtml.

Ondas do Pacífico atingem casas em meio à tempestade tropical Rachel, em Long Beach, Califórnia, neste domingo (11). A formação do El Niño e uma onda Kelvin oceânica avançando pela costa agravaram as condições na região - Mario Tama/Getty I — Foto: Folha de S.Paulo
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