Com El Niño, açúcar pode ser a commodity “super quente” de 2027, diz ex-Wilmar
Açúcar granulado – 16/12/2018 (Foto: REUTERS/Emmanuel Foudrot) " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Acucar.jpg?fit=1280%2C853&quality=70&strip=all" />Maiores riscos podem transformar açúcar numa commodity "super quente", diz ex-diretor da Wilmar The post Com El Niño, açúcar pode ser a commodity “super quente” de 2027, diz ex-Wilmar appeared first on InfoMoney .

Açúcar granulado – 16/12/2018 (Foto: REUTERS/Emmanuel Foudrot)
NOVA YORK, 14 Set (Reuters) – A anomalia climática do El Niño e a redução dos estoques de açúcar na Índia criarão as condições para um mercado super ‘quente’, segundo o ex-diretor de operações de açúcar da Wilmar International, empresa de comercialização e processamento de commodities com sede em Cingapura.
‘Pode realmente ser a commodity super quente de 2027, já que o que está acontecendo atualmente e afetando o açúcar pode desencadear um dos mercados mais ‘bullish’ dos últimos 20 anos’, disse o ex-executivo da Wilmar Jean-Luc Bohbot, à Reuters.

O último terço da safra de açúcar no Brasil, maior produtor mundial, provavelmente será afetado pelo excesso de chuvas, enquanto a Índia, segunda maior produtora, poderá ser forçada a importar ‘volumes substanciais’, disse ele.
Isso provavelmente levará a novos picos de preço, mesmo após a alta de 20% registrada em agosto, disse Bohbot, que deixou a Wilmar no início deste ano, após 15 anos na empresa.
‘Os riscos (de escassez) não diminuíram durante a alta; pelo contrário, aumentaram’, disse ele.

Desde o início da guerra dos Estados Unidos com o Irã, no final de fevereiro, o preço médio nacional da gasolina avançou 40% e do diesel disparou 60%
‘A Índia teve uma monção mediana e irregular, combinada com estoques muito baixos e, na minha opinião, um déficit local de oferta e demanda (S&D)’, disse Bohbot. ‘As exportações desaparecerão completamente, e a Índia poderá, em vez disso, se tornar uma importadora ainda maior em 2027.’
O governo indiano permitiu importações isentas de impostos este ano para melhorar o abastecimento local e tentar moderar os preços.

Ele disse que o clima quente e seco prejudicou a produção na Europa e na Indonésia. A produção na Tailândia, o segundo maior exportador mundial, cairá porque alguns agricultores passaram a cultivar mandioca, disse Bohbot.
Ele disse que o processamento da cana sofreu atrasos devido às chuvas em um volume equivalente a cerca de 25 milhões de toneladas no Brasil. As previsões de mais chuvas em setembro sugerem que ‘o atraso atual pode, portanto, não ser recuperado e pode aumentar’, disse ele.
A produção de açúcar do Brasil poderá cair de 3 a 5 milhões de toneladas este ano em relação à safra passada, caso as chuvas continuem em outubro e novembro, disse ele.

‘Os consumidores, em grande parte, perderam a alta e continuam com preços abaixo do valor de mercado, enquanto os produtores estão agora muito mais bem protegidos. Após o vencimento do contrato outubro, os fundos poderiam, portanto, ter um campo relativamente aberto para os próximos meses’, disse Bohbot.
Um fator de baixa de menor importância para o mercado é a situação no Oriente Médio, disse ele, devido a uma queda esperada no consumo de açúcar na região em meio à ação militar.
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Foto: InfoMoney
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