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    Com desaprovação do governo em alta, crise na PF pressiona campanha de Lula

    Tensão no STF e afastamento de Andrei Rodrigues ocorrem em meio à piora nos índices de aprovação do governo e empate entre Lula e Flávio

    Metrópoles
    9 de setembro de 2026 às 07:30
    Com desaprovação do governo em alta, crise na PF pressiona campanha de Lula
    Foto: Metrópoles

    A crise no Supremo Tribunal Federal ( STF ) atingiu diretamente o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta semana. Além das tensões que têm potencial para contaminar a campanha de Lula à reeleição, as últimas pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República e de avaliação da gestão petista também acenderam alertas para o titular do Planalto.

    A 25 dias do primeiro turno das eleições deste ano, a crise institucional se acirrou ainda mais, nessa terça-feira, com a decisão do ministro André Mendonça, que determinou o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues , por 90 dias.

    O ministro alegou ter sido alvo de “monitoramento sistemático e ilegal” da corporação durante mais de 30 dias. Com o afastamento de Andrei, o delegado William Marcel Murad, diretor-executivo da PF, assumiu temporariamente o comando da corporação.

    Ricardo Stuckert
    Ricardo Stuckert — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    A decisão de Mendonça envolvendo Andrei ocorre logo depois de o magistrado ter proferido, na semana passada, decisões no âmbito do caso Master envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, elevando as tensões na Corte.

    Por meio da Advocacia-Geral da União (AGU), o governo federal pediu, em caráter de urgência, que o presidente do STF, ministro Edson Fachin, suspenda a decisão de Mendonça que afastou Andrei. O documento, assinado pelo advogado-geral, Jorge Messias, e por outros integrantes da direção da AGU, sustenta a existência de grave lesão à ordem pública e administrativa.

    Segundo o órgão, o afastamento cautelar viola frontalmente a prerrogativa constitucional privativa do presidente da República para prover e desprover cargos de direção da PF. Além disso, destaca “que a descontinuidade abrupta na gestão do órgão compromete o funcionamento das atividades de polícia judiciária e gera risco de desorganização institucional”.

    Eleições 2026
    Eleições 2026 — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Lula tenta conter a crise entre a PF e o STF

    Chefe da PF foi afastado do cargo por um período inicial de 90 dias

    Presidente Lula e presidente do STF, ministro Edson Fachin

    Com desaprovação do governo em alta, crise na PF pressiona campanha de Lula
    Com desaprovação do governo em alta, crise na PF pressiona campanha de Lula — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Presidente Lula, presidente do STF, ministro Edson Fachin, e procurador-geral da República, Paulo Gonet

    Presidente Lula e advogado-geral da União, Jorge Messias

    A avaliação de integrantes do governo é de que as últimas decisões de Mendonça têm razões eleitorais. Vale lembrar que o ministro foi indicado ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    Com desaprovação do governo em alta, crise na PF pressiona campanha de Lula - destaque galeria
    Com desaprovação do governo em alta, crise na PF pressiona campanha de Lula - destaque galeria — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Interlocutores do presidente Lula apostam que o timing do ministro do STF para realizar essa ofensiva contra Moraes e, agora, contra Andrei não é coincidência, já que as eleições se avizinham.

    A interpretação é de que, como o caso Dark Horse, que mostrou a proximidade entre Vorcaro e Flávio Bolsonaro (PL), e que tem Mendonça como relator, não tem evoluído, o ministro tenta blindar a família Bolsonaro e favorecer Flávio na corrida eleitoral.

    Moraes foi o relator dos processos no âmbito da trama golpista e dos ataques de 8 de Janeiro, que condenaram e levaram à prisão de Jair Bolsonaro e aliados por atentarem contra a democracia. Por isso, o magistrado é visto como o grande inimigo da direita bolsonarista e associado por eleitores como uma figura próxima ao presidente Lula.

    Chefe da PF foi afastado do cargo por um período inicial de 90 dias
    Chefe da PF foi afastado do cargo por um período inicial de 90 dias — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Já Andrei, que está no comando da PF desde 2023, é considerado um homem de muita confiança do presidente e chegou a integrar diversas comitivas presidenciais em viagens internacionais de Lula.

    Os últimos fatos — que, para aliados de Lula, têm grande potencial de contaminar a campanha à reeleição do presidente — ocorrem em meio à preocupação dele e de integrantes da campanha com os índices de desaprovação ao governo e as estimativas de intenção de voto para a Presidência da República.

    Pesquisa Quaest divulgada nessa segunda-feira (7/9) mostra que 50% dos eleitores desaprovam o governo Lula, enquanto 43% aprovam . Outros 7% não souberam ou não responderam. Na pesquisa anterior, divulgada em 2 de setembro, a desaprovação era de 48%, contra 45% de aprovação. A diferença entre os dois índices, portanto, passou de três para sete pontos percentuais.

    Presidente Lula e presidente do STF, ministro Edson Fachin
    Presidente Lula e presidente do STF, ministro Edson Fachin — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    O levantamento também mostrou que Lula e Flávio estão numericamente empatados no segundo turno . Os dois candidatos somam 41% das intenções de voto. Na sondagem anterior, divulgada em 2 de setembro, Lula tinha 42%, enquanto Flávio somava 41%.

    Os resultados aumentaram a atenção dentro do núcleo político do presidente e de sua campanha à reeleição. Lula está insatisfeito com os números e avalia, com sua equipe, estratégias para melhorar a percepção sobre o governo e a própria candidatura junto ao eleitorado. Ele se reuniu com integrantes da campanha nessa terça-feira, no Palácio da Alvorada.

    Como mostrou o Metrópoles , na coluna de Milena Teixeira , a avaliação de integrantes da equipe é que a tracking, pesquisa interna de acompanhamento, vinha indicando uma percepção mais favorável sobre o desempenho de Lula do que a apontada pelo levantamento da Quaest.

    Presidente Lula e presidente do STF, ministro Edson Fachin
    Presidente Lula e presidente do STF, ministro Edson Fachin — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Agora, a campanha precisa reagir para atingir positivamente os eleitores e evitar que as novas revelações envolvendo o caso Master contaminem a disputa presidencial e impeçam os planos de Lula de chefiar o Planalto pela quarta vez.

    Presidente Lula, presidente do STF, ministro Edson Fachin, e procurador-geral da República, Paulo Gonet
    Presidente Lula, presidente do STF, ministro Edson Fachin, e procurador-geral da República, Paulo Gonet — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles
    Presidente Lula e advogado-geral da União, Jorge Messias
    Presidente Lula e advogado-geral da União, Jorge Messias — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles
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    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/brasil/com-desaprovacao-do-governo-em-alta-crise-na-pf-pressiona-campanha-de-lula.

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