Com Damares, Michelle e Bia Kicis, DF forma primeira bancada feminina do Senado
Com a eleição de Michelle Bolsonaro ( PL ) e Bia Kicis (PL) , o Distrito Federal terá, a partir de 2027, a primeira bancada totalmente feminina da história do Senado . A senadora Damares Alves ( Republicanos ) foi eleita em 2022 e tem mais quatro anos de mandato. Leia mais (10/04/2026 - 19h23)

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Com a eleição de Michelle Bolsonaro ( PL ) e Bia Kicis (PL) , o Distrito Federal terá, a partir de 2027, a primeira bancada totalmente feminina da história do Senado . A senadora Damares Alves ( Republicanos ) foi eleita em 2022 e tem mais quatro anos de mandato.

Atualmente, a unidade da Federação tem duas mulheres, Damares e Leila Barros (PDT). Leila tentava a reeleição, mas chegou em terceiro lugar. Já Izalci Lucas (PL) concorreu a deputado federal nesta eleição.
Os outros dois estados com maioria feminina nas bancadas do Senado são Maranhão, com Eliziane Gama (PT) e Lourdinha Pereira (PSB), e Mato Grosso do Sul, com Soraya Thronicke (PSB) e Tereza Cristina (PP).
Atualmente, há 16 mulheres exercendo mandato no Senado, o que significa que elas ocupam 19,8% das 81 cadeiras.

Eliziane e Thronicke concorrem à reeleição em seus estados, assim como Zenaide Maia (PSD-RN). Duas senadoras em exercício aparecem como suplentes na eleição de 2026: Daniella Ribeiro (PP-PB), na chapa de Nabor Wanderley (Republicanos), e Dra. Eudócia (PSDB-AL), com Marina JHC (PSDB).
Nesta eleição, estavam em disputa 54 vagas para o Senado, o equivalente a dois terços da Casa. Cada estado elegeu um representante. Em 2022, eram 27 vagas, uma por unidade da federação. Naquele pleito, quatro mulheres chegaram à Casa : além de Damares, assumiram mandatos Tereza Cristina, Teresa Leitão (PT-PE) e Professora Dorinha (União-TO). Elas não disputaram neste ano.
Outras três senadoras permanecem na Casa por mais quatro anos após terem assumido definitivamente cargos de suplência: Lourdinha, Jussara Lima (PSD-PI) e Margareth Buzetti (PSD-MT).

A primeira mulher senadora foi Eunice Michiles (AM), que assumiu a cadeira em 1979, ainda durante a ditadura militar. Desde então, a presença feminina avançou de forma gradual, mas permaneceu minoritária.
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A desigualdade de gênero no Senado virou notícia em 2016, quando foi aberto o primeiro banheiro feminino do plenário da Casa. Até aquele ano, elas precisavam usar um lavatório localizado no chamado "cafezinho", lanchonete adjacente ao plenário onde os parlamentares fazem refeições.

O prédio do Congresso foi inaugurado em 1960, quando não havia nenhuma senadora.
O Brasil ocupa o 138º lugar no ranking de igualdade de gênero parlamentar, segundo a Inter-Parliamentary Union, que compila dados mensais do Legislativo ao redor do mundo. O Congresso brasileiro está atrás dos Parlamentos de países como Bahrein (123º), Arábia Saudita (125º), Somália (133º) e Burkina Faso (133º, empate). Na América do Sul, a média de participação feminina é de 31,4%.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/10/com-damares-michelle-e-bia-kicis-df-forma-primeira-bancada-feminina-do-senado.shtml.

Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL) votam junto com a governadora Celina Leão (PP), em Brasília - Diego Herculano -04.out.26/Reuters · Diego Herculano -04.out.26/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo
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