Com cota chinesa preenchida, exportação de carne bovina recua
Preenchida a cota de 1,1 milhão de toneladas de importação de carne bovina pela China sem a taxa extra de 55%, o Brasil começa a exportar um volume menor dessa proteína ao mundo. Leia mais (08/18/2026 - 18h00)

A coluna é assinada pelo jornalista Mauro Zafalon, formado em jornalismo e ciências sociais, com MBA em derivativos na USP
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Preenchida a cota de 1,1 milhão de toneladas de importação de carne bovina pela China sem a taxa extra de 55%, o Brasil começa a exportar um volume menor dessa proteína ao mundo.
Na segunda semana deste mês, o país enviou 8.400 toneladas de carne por dia útil ao mercado externo, volume inferior às 10,5 mil da primeira. As exportações médias das duas primeiras semanas, que compreendem dez dias úteis, recuam para 9.442 toneladas por dia, 26% abaixo das de agosto do ano passado e o menor volume desde janeiro de 2025.
O mercado chinês se preparou para a entrada da nova taxa, elevando as importações enquanto a tarifa era de apenas 12%. Em novembro de 2025, as exportações brasileiras, puxadas pela demanda chinesa, chegaram a 16,8 mil toneladas por dia útil.

A partir de janeiro, entrou em vigor a cota de 1,1 milhão de toneladas e, após ultrapassada, as exportações brasileiras receberiam uma alíquota extra de 55%. A partir do preenchimento dessa cota, a carne bovina brasileira será tributada em 67%.
Apesar da queda do volume exportado, o preço médio pago pela tonelada de carne bovina se sustenta no mercado externo.
Segundo acompanhamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o Brasil está obtendo US$ 6.140 por tonelada de carne "in natura", um valor abaixo do de julho, mas ainda 10% superior ao de igual mês do ano passado.

Ao contrário do que ocorre com a carne bovina, os exportadores de carne de frango colocaram 22,6 mil toneladas por dia útil no mercado externo neste mês, 27% a mais do que em igual período do ano passado. O preço teve alta de 17% no período.
No setor de suínos, as vendas externas diárias superam em 10,5% as de agosto de 2025, mas os preços ficam 8% abaixo, segundo a Secex (Secretaria de Comércio Exterior ).
A China vem sendo o grande motor das exportações de carne bovina, segundo a Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes). Dos US$ 11,4 bilhões de receitas de janeiro a julho no setor, 47% vieram da China. Em volume, a participação chinesa foi de 45%.
No campo A arroba de boi gordo está sendo comercializada a R$ 345 no estado de São Paulo, com uma queda de 0,43% no acumulado do mês. O preço do suíno cai 2,6%, e o do frango sobe 0,42%, segundo o Cepea.
Arroz As exportações do cereal dispararam nas duas primeiras semanas deste mês, segundo a Secex. O volume do cereal em casca comercializado pelo Brasil no mercado externo somou 10,8 mil toneladas por dia útil, 250% a mais do que em igual mês de 2025.
Confinamento Os pecuaristas de Mato Grosso deverão confinar 1,33 milhão de cabeças de gado, conforme pesquisa de intenção feita pelo Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária) em julho.
Confinamento 2 O número é 43% superior ao de igual período de 2025, mas 8% inferior às intenções apontadas em abril deste ano. O custo médio diário por animal está estimado em R$ 13,62%, segundo o instituto.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/colunas/vaivem/2026/08/com-cota-chinesa-preenchida-exportacao-de-carne-bovina-recua.shtml.

Gado em fazenda em Barretos (SP) - Joel Silva/Reuters · Joel Silva/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo
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