Coalizão contra Estado Islâmico se reúne após retirada dos EUA do Iraque
Grupo anunciou US$ 75 milhões para apoiar o combate ao terrorismo; temor é que possíveis vácuos de segurança possam surgir com governos frágeis no Iraque e na Síria

Um dia após os Estados Unidos concluírem formalmente sua retirada militar do Iraque, Itália e EUA sediaram uma reunião “ad hoc” da Coalizão Global para Derrotar o Estado Islâmico, com foco na necessidade de continuar fortalecendo a capacidade do Iraque e da Síria de combater o grupo terrorista.
A reunião foi realizada em Roma, com a participação de diretores políticos e altos funcionários diplomáticos, segundo o Departamento de Estado dos EUA.
Os participantes anunciaram mais de US$ 75 milhões em compromissos “para apoiar as necessidades de combate ao terrorismo da Síria, ampliar a capacidade de detenção, manter serviços de saúde e saneamento e apoiar populações deslocadas e detidas tanto no Iraque quanto na Síria”, informou o Departamento de Estado em uma nota à imprensa divulgada na sexta-feira (02).

“Os participantes reafirmaram o papel da Coalizão como instrumento para fortalecer a estabilidade do Iraque e da Síria e que o apoio internacional deve se concentrar em ampliar a capacidade dos dois países de desenvolver meios para combater o ISIS/Daesh e impedir as tensões e divisões que o ISIS/Daesh historicamente explorou”, diz a nota.
A coalizão, formada por 90 parceiros, “parabenizou o Iraque e a Síria pelo sucesso da Operação Inherent Resolve (OIR) no enfraquecimento do ISIS”.
“O fim do mandato da OIR no Iraque representa uma verdadeira vitória dos esforços coletivos da Coalizão e da determinação do governo iraquiano de continuar assumindo a responsabilidade de garantir que o grupo não consiga se reorganizar”, afirmou o Departamento de Estado. “Na Síria, celebramos o fato de a Coalizão ter um parceiro em Damasco que reconhece a ameaça do ISIS/Daesh e está determinado a trabalhar com a Coalizão para reduzi-la.”

“A segurança duradoura nos dois países dependerá do fortalecimento de instituições estatais inclusivas e soberanas, capazes de representar e proteger todas as comunidades, que possam participar igualmente do futuro de seus países”, acrescentou.
Bagdá e Damasco têm governos ainda em formação , e há preocupações com possíveis vácuos de segurança que poderiam surgir sem um monitoramento cuidadoso.
O ministro das Relações Exteriores do Iraque, Fuad Hussein, afirmou na quinta-feira que seu país está preocupado com as atividades do ISIS dentro da Síria .

“Talvez haja centenas de combatentes terroristas do ISIS dentro da Síria, do outro lado da fronteira, se não milhares”, disse ele a jornalistas em Washington, afirmando que, caso consigam atravessar a fronteira, eles voltarão a representar uma ameaça à segurança do Iraque. Ainda assim, o chanceler afirmou que as forças iraquianas “estão prontas para derrotá-los novamente”.
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Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/coalizao-contra-estado-islamico-se-reune-apos-retirada-dos-eua-do-iraque/.

Membros das forças de segurança iraquianas ao lado de comboio que atravessa a cidade enquanto comemoram a retirada das forças da coalizão liderada pelos EUA do Iraque, em Najaf30 de setembro de • REUTERS/Alaa Al-Marjani · • REUTERS/Alaa Al- — Foto: CNN Brasil
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