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    Cleitinho (Republicanos) é eleito governador de Minas Gerais, projeta Datafolha

    Senador confirma favoritismo após idas e vindas na decisão sobre candidatura

    UOL
    4 de outubro de 2026 às 22:00
    Cleitinho (Republicanos) é eleito governador de Minas Gerais, projeta Datafolha
    Foto: UOL

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    O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), 44, foi eleito neste domingo (4) governador de Minas Gerais , projeta o Datafolha .

    Cleitinho (Republicanos) no lançamento de sua candidatura ao governo de Minas Gerais, durante evento em Patos de Minas - Marcus Vinícius - 23.ago.26/Divulgação · Marcus Vinícius - 23.ago.26/Divulgação
    Cleitinho (Republicanos) no lançamento de sua candidatura ao governo de Minas Gerais, durante evento em Patos de Minas - Marcus Vinícius - 23.ago.26/Divulgação · Marcus Vinícius - 23.ago.26/Divulgação — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Com 41,54% das urnas apuradas, ele tinha 53,18% dos votos válidos. O deputado federal Patrus Ananias (PT), 74, aparecia em segundo lugar, com 26,56%.

    Para projetar a vitória de um candidato, o Datafolha acompanha os dados da apuração divulgados pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e, por meio de um sistema próprio, faz a projeção do resultado considerando o agrupamento de eleitores por mesorregião e natureza do município em cada estado. Quando há um número razoável de votos apurados nesses agrupamentos, é possível estimar que um candidato não poderá mais ser ultrapassado e, portanto, projetar sua vitória.

    Cleitinho liderou com folga as pesquisas do começo ao fim do período eleitoral do primeiro turno. Seu nome figurava na liderança das simulações mesmo durante a pré-campanha, marcada pelas idas e vindas da candidatura do senador.

    Candidatos ao Governo de Minas Gerais
    Candidatos ao Governo de Minas Gerais — Foto: UOL · Fonte: UOL

    No início de agosto, ele chegou a publicar um vídeo afirmando que não iria concorrer e justificou a decisão citando o luto pela morte do irmão.

    No dia seguinte, o senador interrompeu uma convenção nacional do Republicanos para tentar salvar a candidatura e foi publicamente repreendido pelo presidente da sigla. O partido recuou e acabou oficializando chapa na disputa no prazo final estabelecido pela Justiça Eleitoral.

    Segundo a avaliação de especialistas, esse vaivém colaborou para amplificar o alcance digital massivo que o candidato já apresentava.

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    Durante a campanha, Cleitinho concentrou agendas no interior de Minas Gerais e apostou na mobilização digital a partir da transmissão de lives nas redes sociais e de vídeos amplificados pelo engajamento massivo do candidato nas plataformas.

    Apesar de não compor oficialmente o palanque de Flávio Bolsonaro (PL) no estado — a indefinição do senador fez com que o PL lançasse o empresário Flávio Roscoe ao pleito —, Cleitinho declarou publicamente seu apoio ao presidenciável em mais de uma ocasião.

    Em debates, contudo, o senador reforçou um tom conciliador, afirmando que pretende governar para acabar com a polarização. "Eu sou de direita, mas meu coração é para todos", disse em encontro realizado pela Globo na última terça-feira (29).

    Trilili Urna Eletrônica
    Trilili Urna Eletrônica — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Natural de Divinópolis (MG), Cleitinho foi eleito senador por Minas Gerais em 2022, com 41,52% dos votos válidos. Antes de entrar para a política, ele atuou como verdureiro e músico.

    Na última semana, ele fez campanha em Belo Horizonte , em encontros com eleitores eventualmente transmitidos em suas redes sociais.

    Na última segunda-feira (28), na capital mineira, o candidato visitou o Ceasa Minas (Centrais de Abastecimento de Minas Gerais S.A.). Segundo Cleitinho, foi ali que ele iniciou sua história de trabalho, atuando no comércio de hortifrúti ao lado do pai e dos irmãos.

    A origem humilde e o discurso antissistema, de "menos Estado e mais povo", como costuma dizer, marcaram a retórica de campanha.

    Candidato de última hora , o nome de Patrus foi apresentado como uma opção consensual para o pleito após sucessivas recusas em torno da formação do palanque do presidente Lula (PT) em Minas.

    No fim de maio, Rodrigo Pacheco (PSB), então favorito ao pleito, anunciou que não concorreria. Já em junho, a ex-prefeita de Contagem Marília Campos, também cotada, demonstrou resistência ao convite do PT e fez críticas a uma candidatura própria do partido , mantendo seu nome na corrida ao Senado .

    Na campanha, Patrus frequentemente ressaltou sua experiência de gestão à frente da Prefeitura de Belo Horizonte na década de 1990, e no comando do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, durante o primeiro mandato do presidente Lula .

    Na reta final de campanha, candidatos alinhados à direita, como o atual governador, Mateus Simões (PSD), e Roscoe apostaram em estratégias semelhantes para tentar conquistar uma vaga num eventual segundo turno, que não acontecerá.

    Eles ora recorreram ao antipetismo simbolizado pela rejeição ao ex-governador Fernando Pimentel (PT), acusado de tráfico de influência e lavagem de dinheiro e depois absolvido , ora destacaram a inexperiência do senador do Republicanos em cargos de gestão.

    Em entrevista a uma rádio mineira, o candidato do PSD citou a recente crise envolvendo o STF (Supremo Tribunal Federal) e afirmou que Cleitinho deveria voltar ao Senado para colaborar em possível processo de deposição do ministro Alexandre de Moraes . "Não tem nenhum pedido de impeachment contra o atual ministro do Supremo assinado pelo senador Cleitinho", disse Simões.

    Também disputaram a eleição Alexandre Kalil (PDT), Flávio Roscoe (PL), Gabriel Azevedo (MDB), Ben Mendes (Missão), Rafael Duda (PSTU), Henrique Áreas (PCO) e Indira Xavier (UP).

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/10/cleitinho-republicanos-e-eleito-governador-de-minas-gerais-projeta-datafolha.shtml.

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    Cleitinho (Republicanos) no lançamento de sua candidatura ao governo de Minas Gerais, durante evento em Patos de Minas - Marcus Vinícius - 23.ago.26/Divulgação · Marcus Vinícius - 23.ago.26/Divulgação — Foto: UOL

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