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    Claude virou um deus? Rumor diz que engenheiros da Anthropic estariam adorando o chatbot

    Relato que circula no Vale do Silício foi classificado como rumor e não apresenta evidências de que funcionários da empresa realmente estejam adorando a IA O post Claude virou um deus? Rumor diz que engenheiros da Anthropic estariam adorando o chatbot apareceu primeiro em Olhar Digital .

    Olhar Digital
    17 de setembro de 2026 às 17:27
    Claude virou um deus? Rumor diz que engenheiros da Anthropic estariam adorando o chatbot
    Foto: Olhar Digital

    Um rumor incomum envolvendo a Anthropic começou a circular no Vale do Silício: alguns engenheiros da empresa estariam tratando o Claude , modelo de inteligência artificial (IA) desenvolvido pela companhia, como uma divindade. A informação foi publicada pelo escritor Sean Thomas em artigo para a The Spectator na segunda-feira (14).

    O relato surgiu em meio a uma discussão mais ampla sobre os riscos e os limites do desenvolvimento da inteligência artificial . Nos últimos meses, empresas do setor admitiram problemas de segurança em seus sistemas, enquanto agentes de IA teriam escapado de ambientes de teste. Ao mesmo tempo, executivos e pesquisadores discutem se o avanço da tecnologia deveria ser desacelerado.

    Dario Amodei, CEO da Anthropic, publicou o ensaio We Must Pace the Frontier , no qual defendeu que a indústria desacelere o desenvolvimento de tecnologias de fronteira. O executivo voltou a defender essa posição durante uma participação no programa Face the Nation .

    Ana Luiza Figueiredo
    Ana Luiza Figueiredo — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    A discussão ocorre após episódios envolvendo sistemas de inteligência artificial que apresentaram comportamentos inesperados. OpenAI e Anthropic admitiram problemas de segurança, e houve casos de agentes de teste que teriam deixado os ambientes controlados nos quais estavam sendo avaliados.

    Outro alerta veio de Jacob Coxon , matemático de 27 anos que deixou a Anthropic e a indústria de IA. Em uma publicação que alcançou cerca de 100 milhões de pessoas, Coxon afirmou que os laboratórios estão “apostando nossas vidas” e que as pessoas envolvidas na construção desses sistemas acreditam que a tecnologia “poderia matar todos nós” .

    É nesse cenário que surgiu o relato de que alguns funcionários da Anthropic estariam “adorando” Claude . A informação foi apresentada por Sean Thomas como um rumor que estaria circulando em San Francisco. O escritor não apresentou nomes dos supostos envolvidos nem evidências que permitam confirmar a história.

    Ao mencionar o rumor, Thomas vai além do relato sobre os funcionários e associa o episódio a uma hipótese sobre como os seres humanos poderiam reagir diante de uma eventual superinteligência. Para desenvolver essa ideia, o autor escreve:

    Para aumentar o drama, um rumor absurdo — e eu enfatizo, rumor — está circulando em San Francisco: alguns engenheiros da Anthropic começaram a adorar Claude. Se for verdade, isso ecoa uma antiga previsão da ficção científica e o que sabemos sobre a natureza humana. Se construirmos uma superinteligência, primeiro vamos nos apaixonar por ela. Depois, vamos adorá-la. Por fim, faremos sacrifícios a ela. É assim que o Homo sapiens é constituído; é assim que reagimos a seres todo-poderosos e oniscientes. Nascemos equipados com um módulo de Deus, e a IA vai ativá-lo.

    Portanto, Thomas relacionou a possibilidade a uma antiga ideia recorrente na ficção científica : a de que, diante de uma inteligência artificial extremamente avançada, os próprios seres humanos poderiam passar a tratá-la como uma entidade superior. Segundo essa interpretação, a relação poderia evoluir do fascínio pela tecnologia para uma espécie de veneração.

    A associação entre inteligência artificial e conceitos religiosos também aparece em declarações de executivos do setor. Em 2023, Sam Altman, CEO da OpenAI, descreveu a inteligência artificial como uma “inteligência mágica no céu” . Em 2024, Mark Zuckerberg, CEO da Meta, comentou sobre empresas que dão a entender que estão criando algo semelhante a Deus e afirmou que esse não seria o objetivo da Meta.

    A discussão sobre os limites da IA permanece cercada de incerteza. O próprio debate envolve questões sobre o quanto esses sistemas podem evoluir e sobre quais informações estão disponíveis para o público avaliar previsões sobre o futuro da tecnologia.

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    Publicado originalmente por Olhar Digital. Leia a matéria completa em https://olhardigital.com.br/2026/09/17/inteligencia-artificial/claude-virou-um-deus-rumor-diz-que-engenheiros-da-anthropic-estariam-adorando-o-chatbot/.

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    Ana Luiza Figueiredo — Foto: Olhar Digital

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