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    Cimed investe R$ 80 mi em marca de beleza sul-coreana e amplia portfólio para competir com multinacionais

    Uma das principais fabricantes de medicamentos genéricos no Brasil, a Cimed tem explorado novas categorias para crescer. Depois da boa aceitação da linha de produtos Carmed, a companhia, que pretende superar a marca de R$ 5 bilhões em faturamento em 2027, acaba de lançar a Mili, uma marca de produtos de skincare coreana (K-Beauty) idealizada em parceria com o laboratório GDK Cosmetics.

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    12 de outubro de 2026 às 09:00
    Cimed investe R$ 80 mi em marca de beleza sul-coreana e amplia portfólio para competir com multinacionais
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    São Paulo Uma das principais fabricantes de medicamentos genéricos no Brasil, a Cimed tem explorado novas categorias para crescer. Depois da boa aceitação da linha de produtos Carmed , a companhia, que pretende superar a marca de R$ 5 bilhões em faturamento em 2027, acaba de lançar a Mili, uma marca de produtos de skincare coreana (K-Beauty) idealizada em parceria com o laboratório GDK Cosmetics.

    João Adibe, CEO do grupo farmacêutico Cimed - Tiago Shore/Divulgação · Tiago Shore/Divulgação
    João Adibe, CEO do grupo farmacêutico Cimed - Tiago Shore/Divulgação · Tiago Shore/Divulgação — Foto: UOL · Fonte: UOL

    A empresa investiu R$ 80 milhões para o desenvolvimento de uma linha que chega ao mercado com sete produtos diferentes para o rejuvenescimento e o cuidado da pele, incluindo máscaras e cremes faciais. O anúncio também marca a expansão do portfólio da linha Milimetric da Cimed, com produtos focados em procedimentos estéticos injetáveis.

    A empresa já havia anunciado algo semelhante em 2025 , mas o projeto mudou de cara (e de nome) e chega ao mercado brasileiro após a criação de um hub de inovação da empresa no país asiático.

    "[A imersão] não foi só para mapear o mercado [sul-coreano], mas para saber como a gente regulamenta esses princípios ativos desenvolvidos lá aqui no Brasil com a Anvisa", diz João Adibe Marques, CEO da Cimed.

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    Uma das inspirações da Cimed é o grupo sul-coreano Amorepacific. Adibe afirma que a ideia é ter, no futuro, um portfólio de 60 a 100 produtos diferentes, boa parte deles ofertados na faixa de R$ 100 a R$ 200. "Mili é a marca-mãe. Depois, a gente vai brincando com os princípios ativos. São máscaras, cremes faciais, cremes antirrugas e olheiras, e assim vai."

    Segundo números do Korea Customs Service, as importações de cosméticos sul-coreanos para o Brasil cresceram 951% em um ano, movimentando US$ 54,3 milhões (R$ 270 milhões) em 2025.

    Além dela, outras empresas brasileiras investiram no universo da chamada K-Beauty recentemente. É o caso da RD Saúde, que lançou a Raia Conceito, unidade voltada ao público premium que tem espaço destinado aos itens de beleza de origem sul-coreana.

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    "Isso está começando a crescer no Brasil. Nós devemos ter uma presença mais forte de marcas e de tecnologia sul-coreana, principalmente em skincare, e acho que a Cimed entra nisso com capacidade de distribuição para fazer uma grande escala", diz o consultor Alberto Serrentino, cofundador do IRTT (Instituto Retail Think Tank).

    A Cimed aposta em sua vasta cadeia de distribuição para fazer a empreitada dar certo. Hoje, a companhia tem 26 centros de distribuição no país e marca presença em 98% das farmácias –são mais de 90 mil pontos de venda.

    A empresa tem demonstrado apetite para concorrer com gigantes do consumo, como Unilever e P&G. Nos últimos anos, lançou produtos como o isotônico FlyNow e as linhas de higiene pessoal Carmed e Super. Em 2025, a empresa realizou 130 lançamentos de itens da categoria "beleza & cuidados pessoais".

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    "A nossa janela de crescimento é no ‘não medicamento’. É onde a gente vai acelerar a nossa empresa para virar uma empresa de consumo, criando novas categorias. Quando eu trago uma categoria de K-Beauty para o Brasil, eu estou agregando ao varejo uma nova oportunidade de poder aumentar o fluxo dentro da loja dele e crescer o faturamento", diz Adibe.

    A expansão da empresa para produtos de skincare e dermocosméticos é tida por especialistas como um fator que pode aumentar o potencial de faturamento da empresa, uma vez que o consumidor prioriza qualidade e não somente preço nessa categoria. O desafio é garantir recorrência.

    "A Cimed já demonstrou que sabe gerar desejo e experimentação com o Carmed, por exemplo. A empresa conseguiu transformar um produto relativamente funcional, um hidratante labial, em um objeto de desejo, com uma comunicação muito conectada ao consumidor jovem. Agora, precisa demonstrar que sabe construir recorrência, fidelidade e rentabilidade", diz Ana Paula Tozzi, CEO da AGR Consultores.

    "Nas categorias mais comoditizadas, como determinados produtos de higiene pessoal, a competição por preço é muito intensa. O consumidor compara facilmente e o varejo pressiona as condições comerciais. Mas em categorias de produtos associados a tendências de beleza, existe maior espaço para diferenciação e percepção de valor", complementa a especialista.

    A Cimed registrou uma receita líquida de R$ 3,07 bilhões em 2025, alta de 12,5% frente ao ano anterior. O lucro líquido consolidado do grupo, no entanto, recuou 30% em 2025, para R$ 196,7 milhões. Adibe projeta um faturamento de cerca de R$ 4,5 bilhões para este ano.

    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://c-level.folha.uol.com.br/negocios/2026/10/cimed-investe-r-80-mi-em-marca-de-beleza-sul-coreana-e-amplia-portfolio-para-competir-com-multinacionais.shtml.

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    João Adibe, CEO do grupo farmacêutico Cimed - Tiago Shore/Divulgação · Tiago Shore/Divulgação — Foto: UOL

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