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    Cientistas recriam “mini Big Bang” em experimento no CERN

    Físicos recriam um “mini Big Bang” com núcleos menores e usam as partículas da colisão para investigar o Universo primordial O post Cientistas recriam “mini Big Bang” em experimento no CERN apareceu primeiro em Olhar Digital .

    Olhar Digital
    24 de agosto de 2026 às 15:17
    Cientistas recriam “mini Big Bang” em experimento no CERN
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    Pesquisadores do Niels Bohr Institute e da colaboração ALICE conseguiram reproduzir uma forma de matéria que existiu nos primeiros instantes do Universo . Para isso, fizeram núcleos de oxigênio-16 e neônio-20 colidirem quase à velocidade da luz .

    O experimento produziu plasma de quarks e glúons, considerado a forma mais antiga de matéria do Universo. O estudo também mostrou que núcleos bem menores que o chumbo podem gerar esse estado extremo.

    A colisão acontece no CERN , na Suíça. Quando os núcleos se chocam em velocidades próximas à da luz, seus componentes formam uma pequena gota de plasma de quarks e glúons. Ela dura uma fração de segundo antes de se expandir.

    Um choque microscópico pode revelar como era a matéria no primeiro milionésimo de segundo após o Big Bang. – Imagem: Divulgação/ALICE@CERN
    Um choque microscópico pode revelar como era a matéria no primeiro milionésimo de segundo após o Big Bang. – Imagem: Divulgação/ALICE@CERN — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Esse estado teria dominado o Universo durante seu primeiro milionésimo de segundo. A temperatura era tão alta que prótons e nêutrons ainda não existiam. Quarks e glúons permaneciam livres.

    Até agora, experimentos desse tipo eram associados principalmente a colisões envolvendo núcleos muito pesados, como os de chumbo. O novo trabalho amplia esse cenário:

    Nós ampliamos o limite de quão pequenos os núcleos atômicos podem ser e ainda assim reproduzir essa matéria primordial — o que poderíamos chamar de um Pequeno Big Bang.

    O plasma de quarks e glúons durou uma fração de segundo, mas deixou pistas sobre os primeiros momentos do Universo. – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)
    O plasma de quarks e glúons durou uma fração de segundo, mas deixou pistas sobre os primeiros momentos do Universo. – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital) — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Para ele, a descoberta ajuda a delimitar as condições necessárias para que a matéria entre nesse estado.

    O plasma desaparece rápido demais para ser observado diretamente. O caminho encontrado pelos pesquisadores é olhar para o que fica depois da colisão.

    As partículas liberadas pelo choque carregam um padrão relacionado ao formato do núcleo que originou o processo. Com oxigênio , o desenho é mais arredondado. Com neônio, assume uma configuração parecida com um pino de boliche.

    Cientistas do CERN confirmam a
    Cientistas do CERN confirmam a — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    “É um pouco como iluminar um objeto e observar sua sombra”, explica Emil Gorm Dahlbæk Nielsen, pesquisador de pós-doutorado do Niels Bohr Institute e coautor do estudo.

    Nielsen usa essa comparação para detalhar o método. Assim como uma sombra fornece pistas sobre um objeto que não pode ser visto diretamente, o movimento das partículas revela características do núcleo.

    A forma dos núcleos atômicos interessa aos físicos há mais de 70 anos. O tema também faz parte da história do Niels Bohr Institute: o trabalho de Aage Bohr sobre a estrutura nuclear contribuiu para o Nobel de Física que ele recebeu em 1975.

    Valdir Antonelli
    Valdir Antonelli — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Essa geometria não é apenas uma questão de formato. Ela indica como prótons e nêutrons se organizam e fornece pistas sobre a força forte, uma das quatro forças fundamentais da natureza.

    A pesquisa propõe uma abordagem diferente. Em vez de estudar os núcleos apenas em baixas energias, os cientistas usam colisões extremas para observar as marcas deixadas pelas partículas.

    O próximo teste deve envolver núcleos ainda menores, como o hélio-4. Os pesquisadores querem descobrir até onde é possível reduzir o tamanho dos núcleos e ainda produzir plasma de quarks e glúons.

    Um choque microscópico pode revelar como era a matéria no primeiro milionésimo de segundo após o Big Bang. – Imagem: Divulgação/ALICE@CERN
    Um choque microscópico pode revelar como era a matéria no primeiro milionésimo de segundo após o Big Bang. – Imagem: Divulgação/ALICE@CERN — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    “O que é fascinante é que podemos usar o mesmo experimento tanto para aprender sobre a estrutura dos núcleos atômicos quanto para entender melhor o que aconteceu durante o nascimento do Universo”, explica Zhou.

    O experimento conecta duas perguntas fundamentais da física: como os núcleos se organizam e como a matéria surgiu nos primeiros instantes do Universo.

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    O plasma de quarks e glúons durou uma fração de segundo, mas deixou pistas sobre os primeiros momentos do Universo. – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)
    O plasma de quarks e glúons durou uma fração de segundo, mas deixou pistas sobre os primeiros momentos do Universo. – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital) — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Publicado originalmente por Olhar Digital. Leia a matéria completa em https://olhardigital.com.br/2026/08/24/ciencia-e-espaco/cientistas-recriam-mini-big-bang-em-experimento-no-cern/.

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    Um choque microscópico pode revelar como era a matéria no primeiro milionésimo de segundo após o Big Bang. – Imagem: Divulgação/ALICE@CERN — Foto: Olhar Digital

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