Ciclone-bomba causa estragos no RS e põe SP e Rio em alerta por fortes ventos
tragos causados pelos fortes ventos são vistos em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, nesta sexta-feira, 7 de agosto de 2026. Foto: EVANDRO LEAL/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/08/ciclone-rs-1.png?fit=968%2C633&quality=70&strip=all" />Em todo o Estado, 332 mil domicílios chegaram a ficar sem energia elétrica The post Ciclone-bomba causa estragos no RS e põe SP e Rio em alerta por fortes ventos appeared first on InfoMoney .

tragos causados pelos fortes ventos são vistos em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, nesta sexta-feira, 7 de agosto de 2026. Foto: EVANDRO LEAL/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO
A ventania que atingiu o Rio Grande do Sul durante a passagem de um ciclone-bomba nesta quinta-feira (6) deixou um morto, cinco feridos e 118 municípios com registro de danos, segundo a Defesa Civil gaúcha. O ciclone extratropical se afasta completamente para o alto-mar e não alcança o Sudeste, mas a frente fria avança pela região, com nuvens se espalhando por São Paulo , Rio de Janeiro e Minas Gerais. A Defesa Civil alerta para rajadas de vento superiores a 100 quilômetros por hora nos litorais paulista e fluminense.
O ciclone-bomba se forma quando uma área de baixa pressão se intensifica rapidamente e produz vendaval, chuvas intensas e mudança brusca na temperatura.

Previsão indica que as rajadas podem superar 90 km/h em diferentes regiões da cidade ao longo do dia
No Sul, a morte foi registrada na cidade de Montenegro, na Grande Porto Alegre após a queda de uma árvore sobre um motociclista de 33 anos na RS-124.
Pedro Osório, outra das cidades gaúchas mais castigadas, suspendeu as aulas na rede municipal e o transporte de alunos para Pelotas após um tornado acompanhado de tempestade com granizo.

Em todo o Estado, 332 mil domicílios chegaram a ficar sem energia elétrica – na área de cobertura de duas concessionárias -, mas o serviço foi restabelecido na maioria dos imóveis. Há pelo menos 121 desabrigados.
O Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) de Porto Alegre informou que, com o temporal, a Estação de Tratamento de Água São João – que atende mais de 600 mil pessoas – e 12 Estações de Bombeamento de Água Tratada ficaram sem energia elétrica. Por isso, ao menos 45 bairros da capital registraram baixa pressão ou falta de água desde a noite de quinta-feira, 6.
Segundo Ana Maria Hermes, diretora do Departamento de Gestão de Risco da Defesa Civil, a perspectiva é de que os transtornos não se repitam nesta sexta. “O ciclone já avançou e não representa mais grandes ameaças para a região”, disse.

Em São Paulo, as rajadas de vento pela manhã chegaram a interromper o Porto de Santos, assim como a travessia de balsas até o Guarujá. O mesmo serviço também foi paralisado entre São Sebastião e Ubatuba, no litoral norte paulista. As operações foram retomadas ainda pela manhã.
As prefeituras de Bertioga, Caraguatatuba, São Sebastião e Ubatuba suspenderam as aulas na rede pública nesta sexta-feira. Já a Prefeitura de Itanhaém suspendeu as atividades na rede pública apenas no período da manhã.
Uma das regiões com previsão de ventos mais fortes no Estado é a Baixada Santista. Conforme o meteorologista da Defesa Civil de São Paulo, William Minhoto, a região está entre as áreas de maior risco porque a Serra do Mar impede a ascensão dos ventos, funcionando como refletor que pode aumentar ainda mais a intensidade das rajadas.

Na semana passada, São Paulo teve três mortes durante a passagem de rajadas de vento forte – duas no litoral e uma no interior.
A cidade do Rio de Janeiro amanheceu em Estágio 2 de alerta nesta sexta-feira, devido aos ventos moderados e fortes registrados durante a madrugada. A Defesa Civil emitiu aviso às 5h05, recomendando que os deslocamentos sejam feitos apenas em caso de necessidade.
A rede municipal suspendeu aulas preventivamente. A prefeitura e o governo do Estado recomendaram também a antecipação do fim do expediente.

As autoridades orientam a população a evitar áreas com árvores, estruturas metálicas e placas de publicidade. Na semana passada, duas pessoas morreram após a queda de um muro em Santa Teresa, na capital fluminense.
Qual a diferença de um ciclone comum para um ciclone-bomba?
O que diferencia um ciclone comum de um ciclone-bomba é a intensidade do fenômeno.
“Se a diferença de temperatura for mais drástica, essa corrente em altos níveis será mais forte, fazendo com que a pressão na superfície diminua mais rapidamente”, explica Micael Cecchini, professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP (USP) apoiado pelo Instituto Serrapilheira. (Com agências de notícias)
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Publicado originalmente por InfoMoney. Leia a matéria completa em https://www.infomoney.com.br/brasil/ciclone-bomba-causa-estragos-no-rs-e-poe-sp-e-rio-em-alerta-por-fortes-ventos/.

Foto: InfoMoney
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