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    Chuva ajuda no combate ao maior incêndio florestal da Bélgica

    Fogo atinge reserva natural no leste do país desde a última sexta-feira (14)

    UOL
    17 de agosto de 2026 às 16:00
    Chuva ajuda no combate ao maior incêndio florestal da Bélgica
    Floresta com árvores queimadas e troncos secos em meio a fumaça densa que cobre o terreno. Vegetação baixa queimada e algumas árvores com folhas amareladas permanecem no primeiro plano. — Foto: UOL

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    A chuva que caiu sobre o leste da Bélgica nesta segunda-feira (17) deu algum alívio aos bombeiros que tentam conter o maior incêndio florestal já registrado no país. O fogo ameaçava chegar à fronteira com a Alemanha .

    Área destruída por incêndio na região de Waimes, na Bélgica - Yves Herman/Reuters · Yves Herman/Reuters
    Área destruída por incêndio na região de Waimes, na Bélgica - Yves Herman/Reuters · Yves Herman/Reuters — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Neste verão (no hemisfério norte), incêndios florestais têm devastado pontos da Europa . Sucessivas ondas de calor , intensificadas pelas mudanças climáticas, agravam a seca, deixando a vegetação extremamente ressecada.

    Em todo o continente, estima-se que o fogo destruiu em torno de 576 mil hectares neste ano, segundo dados do Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais —uma área equivalente ao dobro do território de Luxemburgo .

    Mais de 20 mortes relacionadas aos incêndios foram registradas na França , na Espanha e na Grécia .

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    Foto: UOL · Fonte: UOL

    Neste fim de semana, um casal de idosos morreu na Grécia, na ilha de Salamina. Ali, 500 pessoas foram retiradas de balsa depois que o vento empurrou as chamas para áreas residenciais.

    Na Espanha, bombeiros estabilizaram um enorme incêndio florestal na Andaluzia, no sul do país, que queimou quase 40 mil hectares desde o dia 6 deste mês. Mas no nordeste espanhol, onde um bombeiro morreu neste domingo (16), os focos continuavam fora de controle nesta segunda-feira

    Na Bélgica, bombeiros, auxiliados pela chuva e por temperaturas mais baixas na manhã desta segunda-feira, conseguiram conter partes do incêndio que atinge High Fens, no leste do país.

    Mudanças climáticas poderão levar à predominância de espécies generalistas e não lenhosas nas comunidades de plantas da Caatinga
    Mudanças climáticas poderão levar à predominância de espécies generalistas e não lenhosas nas comunidades de plantas da Caatinga — Foto: UOL · Fonte: UOL

    A reserva natural é atingida por chamas desde sexta-feira (14), em meio a uma onda de calor que fez os termômetros em algumas regiões da Bélgica chegarem a 37 graus Celsius.

    "Este é o maior desastre ecológico causado por incêndios florestais na Bélgica", afirmou Nicolas Yernaux, porta-voz da administração da região da Valônia.

    "Não podemos dizer que o incêndio esteja sob controle. As chamas voltam a se intensificar o tempo todo", disse ele à Reuters.

    Atuam no combate ao fogo cerca de 500 bombeiros de várias partes da Bélgica, da vizinha Alemanha e de Luxemburgo, além de agricultores, soldados e aeronaves de reforço da reserva de emergência da União Europeia .

    Depois de consumir 3.000 hectares, o incêndio florestal já é o maior já registrado na Bélgica, superando em muito o de 2011, que queimou em torno de 1.400 hectares. Os moradores retirados da área ainda não foram autorizados a voltar para casa.

    O fogo atingiu as turfeiras de vários metros de profundidade da reserva natural, o que significa que pode levar meses para ser completamente extinto. Incêndios em turfeiras podem permanecer em combustão lenta no subsolo, sem chamas, por longos períodos.

    Promotores abriram uma investigação sobre a causa do incêndio.

    Na Alemanha, bombeiros trabalhavam nesta segunda para conter uma frente de incêndio a 1,5 km de edifícios no vilarejo de Ruitzhof, que foi esvaziado e fica próximo à fronteira com a Bélgica. Um porta-voz dos bombeiros afirmou que a situação era estável.

    Nos últimos anos, o risco extremo de incêndios tornou-se parte dos verões europeus.

    O clima mais quente e seco impulsionado pelas mudanças climáticas se somou a outros fatores —entre os quais o abandono das áreas rurais, que deixou terras sem manejo e permitiu o acúmulo de vegetação seca e inflamável nas florestas—, alimentando incêndios que se espalham rapidamente.

    Aproximadamente 90% dos incêndios florestais são provocados por atividades humanas, como fogueiras ou cigarros descartados.

    No ano passado, a Europa teve a pior temporada de incêndios já registrada, com mais de 1 milhão de hectares de terras queimados. Em 2026, alguns países, entre os quais a França, já superaram com folga seus recordes anuais.

    A tradicional temporada de incêndios, de junho a setembro, ainda está longe de terminar.

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2026/08/chuva-ajuda-no-combate-ao-maior-incendio-florestal-da-belgica.shtml.

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    Área destruída por incêndio na região de Waimes, na Bélgica - Yves Herman/Reuters · Yves Herman/Reuters — Foto: UOL

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