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    China reage a armas de controle espacial dos EUA; entenda o que são

    Sistema pode neutralizar infraestrutura usada em guerra e vigilância

    UOL
    16 de setembro de 2026 às 19:00
    China reage a armas de controle espacial dos EUA; entenda o que são
    Foguete decola iluminado contra o céu noturno, com fumaça e chamas na base. Estruturas de suporte e torres visíveis ao redor. — Foto: UOL

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    Foguete Falcon 9 é lançado do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, EUA - Gwendolyn Kurzen/Força Espacial dos EUA - 21.ago.25/Via Reuters · Gwendolyn Kurzen/Força Espacial dos EUA - 21.ago.25/Via Reuters
    Foguete Falcon 9 é lançado do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, EUA - Gwendolyn Kurzen/Força Espacial dos EUA - 21.ago.25/Via Reuters · Gwendolyn Kurzen/Força Espacial dos EUA - 21.ago.25/Via Reuters — Foto: UOL · Fonte: UOL

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    O secretário da Força Aérea dos EUA, Troy Meink, confirmou na segunda (14) que a Força Espacial " tem agora armas de controle espacial em órbita ". É a primeira vez que uma autoridade americana admite a existência desse tipo de armamento. Ele não detalhou, porém, quantas são e desde quando estão lá.

    Equipamentos capazes de destruir satélites inimigos, impedindo que adversários como a Rússia e a China usem sua estrutura espacial para guiar mísseis, conectar tropas, detectar lançamentos nucleares ou fotografar bases inimigas.

    Dentro da Força Espacial enquanto ela se prepara para um novo tipo de guerra
    Dentro da Força Espacial enquanto ela se prepara para um novo tipo de guerra — Foto: UOL · Fonte: UOL

    O comunicado da Força Espacial que se seguiu mencionou "meios para atingir satélites adversários com ou sem destruição física, para ataque e defesa", e cita justamente Pequim e Moscou como ameaças.

    Segundo a defesa americana, as forças Armadas chinesas dispõem de mísseis antissatélite, lasers terrestres, bloqueadores de sinal e satélites capazes de manobrar ao redor de outros.

    Em 2024, cinco satélites experimentais chineses fizeram manobras sincronizadas em órbita baixa que a Força Espacial comparou a um "combate aéreo". A afirmação foi questionada por especialistas, já que manobras do tipo também servem a testes de manutenção ou simplesmente para fotografar.

    Reprodução · Reprodução
    Reprodução · Reprodução — Foto: UOL · Fonte: UOL

    No ano passado, outros dois (Shijian-21 e Shijian-25) se acoplaram a 36 mil km da Terra em uma manobra de reabastecimento lida como ameaça militar.

    A declaração de Meink vinha sendo preparada há meses, segundo relatos na imprensa dos EUA.

    A China reagiu ao assunto com o porta-voz da chancelaria, Guo Jiakun, pedindo nesta terça que Washington " pare de ampliar suas capacidades militares e de se preparar para a guerra no espaço ". O Kremlin também defendeu uma órbita "sem armas de nenhum tipo".

    Da esq. para dir., o CEO da OpenAI, Sam Altman, o CEO da Anthropic, Dario Amodei; e Elon Musk - Brendan Smialowski/AFP · Brendan Smialowski/AFP
    Da esq. para dir., o CEO da OpenAI, Sam Altman, o CEO da Anthropic, Dario Amodei; e Elon Musk - Brendan Smialowski/AFP · Brendan Smialowski/AFP — Foto: UOL · Fonte: UOL

    O Tratado do Espaço Sideral, de 1967, proíbe apenas armas nucleares e de destruição em massa em órbita, mas não impede um bloqueador de sinal ou um satélite armado. China e Rússia pedem desde 2008 um texto mais amplo que Washington rejeita por considerá-lo impossível de verificar.

    Por que importa: Sem regras nem canal próprio de crise, o risco é de que estratégias do tipo resultem em escalada por erro de leitura. Um bloqueio no espaço interpretado em Pequim ou em Washington como primeiro passo de um ataque maior ou sabotagem à infraestrutura civil, por exemplo, poderia rapidamente desencadear um conflito armado um conflito armado. Mas há muitas dúvidas sobre o quão maduras estão essas tecnologias, já que um ataque que estilhaça o alvo deixaria detritos em órbitas usadas pelos próprios EUA, algo que o Pentágono diz querer evitar.

    A deusa da lua chinesa Chang'e, retratada pelo pintor sichuanês Yan Jiyuan. O trabalho foi arrematado em um leilão de Chongqing em 2011 por uma soma de quase US$1,5 milhões à época.

    Navios de dragagem chineses nas águas ao redor do Recife Mischief, nas disputadas Ilhas Spratly, no Mar do Sul da China - Marinha dos EUA - 21.mai.15/Via Reuters · Marinha dos EUA - 21.mai.15/Via Reuters
    Navios de dragagem chineses nas águas ao redor do Recife Mischief, nas disputadas Ilhas Spratly, no Mar do Sul da China - Marinha dos EUA - 21.mai.15/Via Reuters · Marinha dos EUA - 21.mai.15/Via Reuters — Foto: UOL · Fonte: UOL

    ★ Começaram a valer as novas regras migratórias chinesas que permitem barrar a saída de cidadãos vistos como ameaça à segurança tecnológica nacional . Anunciadas em julho, as normas miram violações de controles de exportação e de regras sobre comércio de tecnologia. Quem cometer no exterior atos ilegais contra a segurança nacional pode ser proibido de deixar o país por seis meses a três anos. Estrangeiros que mentirem em pedidos de visto podem ter a entrada vetada por até cinco anos. Taiwan pediu cautela a seus cidadãos, sobretudo aos do setor de tecnologia, já que Pequim os considera chineses. A China rejeita as críticas e diz que as regras dão mais proteção legal aos taiwaneses.

    ★ O ex-chefe da agência reguladora de alimentos e medicamentos da China, Bi Jingquan, foi condenado a 14 anos de prisão por corrupção. Segundo o tribunal de Jinan, Bi recebeu 57,42 milhões de yuans (cerca de R$44 milhões) em propinas entre 1995 e 2025. Em troca, teria ajudado empresas a obter aprovações, negócios e pagamentos de projetos. A pena foi reduzida porque Bi confessou, revelando crimes desconhecidos dos investigadores e devolvendo todo o dinheiro acumulado. Ele pagará multa de 5 milhões de yuans (R$3,83 milhões).

    ★ O jornal estatal chinês Global Times acusou o CEO da Anthropic de usar uma "cartilha da Guerra Fria" contra a China. Em ensaio publicado no sábado, Dario Amodei propôs desacelerar o desenvolvimento de modelos de IA de fronteira para lidar com riscos de segurança. Endossado por Sam Altman e Elon Musk, o texto defende controles mais rígidos de exportação de chips para a China e acusa laboratórios chineses de destilação (técnica que permite "roubar" o treinamento de uma IA já estabelecida). Para o jornal, o objetivo real é conter a IA chinesa e excluir Pequim da governança global do setor.

    Mulher vestida com traje tradicional vermelho e verde, adornada com ornamentos na cabeça, está em pé sobre nuvens brancas. Ao fundo, uma lua grande e pálida aparece em céu claro.
    Mulher vestida com traje tradicional vermelho e verde, adornada com ornamentos na cabeça, está em pé sobre nuvens brancas. Ao fundo, uma lua grande e pálida aparece em céu claro. — Foto: UOL · Fonte: UOL

    A China rejeitou nesta terça (15) a reivindicação das Filipinas sobre os recifes Mischief e Subi e a ilha Thitu, no arquipélago das Spratly, no Mar do Sul da China.

    A troca de farpas começou em 7 de setembro, quando forças chinesas nos dois recifes dispararam sinalizadores contra um avião desarmado da Guarda Costeira filipina que seguia para Thitu. Pequim afirma que a aeronave entrou sem autorização em seu espaço aéreo e que a resposta foi profissional e contida.

    Na sexta (11), o governo filipino exigiu o fim da ocupação chinesa dos recifes. Manila se apoia em uma sentença arbitral de 2016, ignorada por Pequim, segundo a qual as duas formações ficam submersas na maré alta e não podem ser alvo de soberania. A Guarda Costeira filipina também relatou um número considerável de barcos da milícia marítima chinesa abrigados nas lagoas dos dois recifes.

    Três homens aparecem em retratos individuais alinhados horizontalmente. O da esquerda está de perfil para a direita, com cabelo curto e escuro, vestindo camisa branca e paletó escuro. O do centro está de frente, usa óculos de armação escura
    Três homens aparecem em retratos individuais alinhados horizontalmente. O da esquerda está de perfil para a direita, com cabelo curto e escuro, vestindo camisa branca e paletó escuro. O do centro está de frente, usa óculos de armação escura — Foto: UOL · Fonte: UOL

    A China transformou os dois recifes em ilhas artificiais na última década. Em Mischief, a base militar tem porto e pista de pouso de 2,6 km. O porta-voz da chancelaria chinesa Guo Jiakun disse que o país seguirá adotando "medidas firmes para defender sua soberania".

    Por que importa: A novidade não está nos sinalizadores, que a China já usou contra aviões filipinos em outras ocasiões, e sim na resposta jurídica dos dois lados. Manila passou a reivindicar soberania sobre Subi com base na Lei de Zonas Marítimas, de 2024, que situa o recife no mar territorial de Thitu. Pequim respondeu incluindo a própria Thitu, habitada por civis filipinos, entre as ilhas que considera suas.

    A principal questão aqui é que o endurecimento nas reações e respostas de ambos os lados vem reduzindo a margem para o código de conduta que a Asean, presidida por Manila neste ano, tenta fechar com Pequim. Também aumenta a chance de o tratado de defesa mútua com os EUA ser acionado a partir de um confronto que começou como mais um episódio de rotina, já que Washington se comprometeu formalmente a defender as Filipinas em caso de ataque estrangeiro.

    Vista aérea de uma ilha cercada por águas azul-turquesa com dezenas de navios e embarcações ancorados ao redor e dentro da lagoa formada pela ilha. A ilha tem áreas de areia clara e vegetação escassa, com poucas nuvens no céu azul.
    Vista aérea de uma ilha cercada por águas azul-turquesa com dezenas de navios e embarcações ancorados ao redor e dentro da lagoa formada pela ilha. A ilha tem áreas de areia clara e vegetação escassa, com poucas nuvens no céu azul. — Foto: UOL · Fonte: UOL

    O Teatro Arena da Unicamp realiza nesta sexta (18) o Festival da Lua, tradicional festa chinesa que celebra o período da colheita no outono do hemisfério norte. O evento vai contar com oficinas culturais e oportunidade de aprender a confeccionar lanternas típicas. Mais informações aqui .

    O Instituto CPFL recebe até o dia 20 de outubro a exposição imersiva "A Grande Muralha da China". A experiência combina cenografia, projeções, instalações artísticas e recursos interativos para contar a trajetória do monumento desde suas origens até os dias atuais. Interessados podem visitar a sede do instituto em Campinas de segunda a sexta, das 8h às 17h; sábados, das 10:00 às 16:00.

    Estão abertas as inscrições para o X Seminário "Pesquisar a China Contemporânea". O evento vai reunir pós-graduandos e jovens pesquisadores dedicados aos Estudos sobre a China na edição que neste ano acontece na Unicamp no fim de setembro. Saiba mais aqui .

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    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background.
Foto:  Mario / adobe stock
    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background. Foto: Mario / adobe stock — Foto: UOL · Fonte: UOL

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/09/china-reage-a-armas-de-controle-espacial-dos-eua-entenda-o-que-sao.shtml.

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